Cidadania
Cerca de 100 anos atrás, a Noruega, ao norte do continente europeu, apresentava uma pobreza alarmante entre sua população, doenças epidêmicas devastavam seus habitantes, entre cólera, gripe espanhola, peste negra e principalmente fome - que ataca qualquer povo despreparado para sua sobrevivência, em terras de difícil preparo ou recursos naturais escassos. Tudo indicava, no século passado, que o país nórdico seria mais um a apresentar miseráveis pedintes e necessitados de auxílio. A terra ficava meses sob gelo, as montanhas rochosas exigiam tenacidade para habitá-la e a vegetação era rareada e complicava a sua extração.
Como dizia um grande líder do passado, ‘‘medimos a firmeza de um povo quando a natureza lhe nega favores’’. Este ditado simples mas verdadeiro foi comprovado na prática exatamente na Noruega. Graças aos hábitos espartanos e frugais dos noruegueses, com determinação e união dos governantes e da população, com sabedoria e muito trabalho, o país saiu de um estado de pobreza para se tornar, aos poucos, um país desenvolvido onde a população desfruta de um bem-estar social e econômico, chegando a uma das maiores rendas per capita do Planeta.
No Brasil, o Estado está inchado e sucateado, jogando pela janela dinheiro que poderia retornar em melhores condições para o seu povo. Vamos equilibrar essa balança. Por que um político precisa ganhar tanto com tantos benefícios? A base da cidadania de um povo está na educação, com professores qualificados e muito bem pagos. Será através deles que uma nova mentalidade será implantada no País, onde ganância, violência, despreparo e ignorância serão trocadas por uma nova idéia de cooperação e moral? Nossos valores serão mais coerentes com as necessidades atuais, pois o País joga fora recursos que, bem canalizados, serão muito bem empregados para combater nossas calamidades. Para realizar isso os valores terão que ser invertidos. Hoje sinônimo de ter, por pura jequice nossa, ainda é muito valorizado, talvez até mesmo por nossa pobreza cultural, talvez ainda damos valor para o Cadilac do vizinho.
Para um norueguês é considerado tremenda falta de educação contar como está bem de vida, com seus carros, casas e dinheiro. Aqui, isso ainda dá Ibope, pois nossa má informação aliada à pobreza material e educacional tem ouvintes, mesmo por falta de pura reflexão, além de ser perda de tempo e desperdício de conversa. Até quando? Muda Brasil. Nossa gente está ansiosa por isso.
- GLAUCO ANTONIO VIEIRA BORBA, Londrina
Melhor do ano
Apresentamos congratulações pela eleição da Atlas como a melhor empresa do ano, no setor da indústria mecânica, pela revista ‘‘Exame’’, com base nos resultados de 1998. Para a comunidade de Londrina, que acolheu a Atlas de braços abertos, é uma honra e um grande orgulho abrigar em seu meio uma empresa de tal envergadura que, acreditando nas potencialidades da nossa cidade e região, realizou investimentos da ordem de R$ 70 milhões, implantando moderna planta industrial com capacidade para produção de 3 mil elevadores e 250 escadas rolantes por ano.
Esse extraordinário feito - ‘‘Melhor Empresa do Ano’’ - é fruto da visão de futuro, coragem de decisão de seus dirigentes, a competência e a dedicação de seu quadro de colaboradores, da alta tecnologia aplicada na produção de elevadores e escadas rolantes, somadas a um gerenciamento moderno e eficaz.
- KENTARO TAKAHARA, presidente do Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina
Remédios
Importante a reportagem ‘‘Genérico é saída para alta dos remédios’’, publicada no último domingo, pois explica a difícil relação entre prescritor, dispensador e paciente. É importante lembrar que o preço dos medicamentos não sofre nenhuma fiscalização dos setores competentes, nem as indústrias que aumentam acima do acordo são punidas. Quero esclarecer que medicamento genérico é aquele que além de possuir a mesma quantidade do princípio ativo tem a mesma ação farmacológica do medicamento original. O que temos hoje no mercado farmacêutico são medicamentos similares com nome genérico: tem a mesma quantidade do princípio ativo mas não necessariamente tem ação farmacológica idêntica. Quanto ao Sistema de Saúde Público, este deve possuir uma política de assistência farmacêutica que garanta os medicamentos essenciais a toda a população.
- JOSÉ DOS PASSOS NETO, presidente do Conselho Regional de Farmácia, Ponta Grossa
Walmor Macarini
Fico abismado quando leio os artigos de Walmor Macarini opinando com tanta autoridade sobre assuntos cuja essência desconhece. As aparições das ‘‘santas’’ citadas por ele na semana passada, quando comprovadas, são na verdade, como qualquer criança católica saberia responder, de uma única santa: Maria, a mãe de Jesus. Não se tem relato oficial da aparição de qualquer outro santo ou santa católicos em toda a história da Igreja. Não sei o que Walmor pretende com tais artigos, talvez tornar-se um guru londrinense ou coisa parecida. ‘‘Iluminados’’ à parte, não sei de onde idéias tão fantasiosas podem estar brotando. Portanto, pelo sim pelo não, me despeço: ‘‘Que a força esteja com você!
- RINALDO ZANATTO, arquiteto, Londrina
Sercomtel
Como grande usuário de serviços telefônicos, locais e interurbanos públicos, parabenizamos a nossa Sercomtel pelo ótimo serviço no período de 5 a 10 de julho, quando a maioria das operadoras teve grandes dificuldades. Neste período fizemos 6.172 ligações, para Maringá, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Santa Maria (RS) e regionais, todas com absoluto sucesso. Nos meses anteriores, a média foi de 28.000 ligações/mês. Como monitorizamos todas as ligações via sistema, podemos vir a público parabenizar a nossa Sercomtel, com segurança absoluta.
- ANTONIO SAMPAIO ANDRADE, gerente das Lojas Riachuelo S/A em Londrina
Correção A foto de capa da Folha do Paraná - edição Curitiba - do último domingo, que indicou a reportagem sobre a invasão de ricos nas margens da represa de Alagados, em Ponta Grossa, é de Mauro Frasson e não de Paulo Wolfgang. As três fotos de capa do caderno especial sobre a festa de conquista do título de campeão paranaense pelo Coritiba também são do repórter fotográfico Mauro Frasson.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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