O leitor escreve
Folha no Japão
Espero demonstrar os sentimentos de alegria que tivemos ao deparar com a nossa querida Folha de Londrina aqui, tão perto de nós, pois agora todas as semanas temos à nossa disposição notícias da nossa cidade, do nosso Estado e do nosso país. Há quase 5 anos no Japão, ficamos informados através de cartas e envio periódico da querida Folha através de parentes aí residentes. Hoje temos revistas, televisão brasileira, comida e bebidas brasileiras e agora algo ainda melhor: a Folha. E isto realmente nos deixa muito felizes. Apesar de toda essa alegria, temos algo de que nos queixar. Há aproximadamente 15 anos o serviço público mais respeitável e confiável era a nossa EBCT - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Infelizmente, nesse período em que aqui estamos (5 anos) vimos esse respeito e confiança se acabarem. Temos telefones para poder falar com nossos entes queridos, mas como a tarifa é muito cara fazemos o mínimo de ligação possível, pois nosso intuito aqui, outro lado do mundo (25.000 km), é economizar o máximo possível para podermos investir no nosso país. Temos como opção mais barata o envio de cartas para poder amenizar a saudade, que é muito grande. Mas infelizmente nossa correspondência é criminosamente desviada. Já nos queixamos, através de parentes, junto à agência dos correios londrinense, com colaboração da imprensa. Houve na época da queixa um resultado positivo, pois toda correspondência chegava ao destinatário, mas com o tempo foi rareando a entrega.
Com a tecnologia hoje existente não há mais necessidade de envio de dinheiro através de carta, pois já contamos com três agências bancárias brasileiras. Achamos que o desvio de correspondência seja para garimpar o conteúdo de algo que não irão mais encontrar. Não temos mais recebido correspondência enviada dai para cá. Amigos aqui residentes disseram que o mesmo está acontecendo em outras regiões do país. A quadrilha dos Correios busca algo que não mais existe dentro de envelopes, que só carregam sentimentos, tristes sentimentos que jamais será possível roubar. Esperamos que esta chegue ao destino e seja publicada em edição de domingo, para que possamos ver aqui. Esta correspondência é registrada por temer o desvio, como ocorreu com documentos enviados para Miyono Sakamoto Inada, em agosto de 96.
- JOSÉ CARLOS BRAZ GUEDES E ELZA HARUYO INADA GUEDES, Japão.
Amor à vida
Matéria sobre a morte da secretária Jaqueline Carneiro Lobo, semana passada, logo me chamou a atenção e não poderia deixar de expressar o sentimento de tristeza sobre este e outros trágicos fatos recentes que infelizmente fazem parte da vida humana. Apesar de toda a tristeza, há de se louvar o gesto magnífico da família de Jaqueline que, num sinal de amor à vida, e num momento tão difícil, foi solidária em doar os órgãos para que outras pessoas tivessem a chance de continuar vivendo melhor. É necessário e urgente que cada cidadão possa sensibilizar-se com a dor do seu próximo, seguindo o exemplo da família de Jaqueline, fazendo doação de órgãos, dirigindo-se ao Hospital Universitário, onde há uma central de doações.
Em Londrina existe um número muito grande de pessoas que necessitam com urgência e ansiedade algum órgão para que possam continuar vivendo. É muito triste saber que a vida dessas pessoas depende de outras vidas para amenizar sua situação. Somente aqueles que necessitam de doador ou que têm na família alguém à espera de um doador sabe o quanto um gesto desses significa. Deixo meu apelo como cidadã para que cada pessoa siga o grande exemplo de familiares de Jaqueline, autorizando em vida a doação de seus órgãos e informando seus familiares como proceder, para onde se dirigir, procurando a central de transplante no Hospital Universitário de Londrina, fazendo renascer a esperança de uma luz que está se apagando.
- MARIA APARECIDA ZIRONDI WAGNER, Londrina
Meu melhor amigo
Sou feliz por partilhar da maior amizade: nos seus setenta anos, cabelos brancos (é charme desde os 18), olhos cor do céu e festa (azuis), pureza e candura que crianças reconhecem. Lembro-me, aos quatro anos já o acompanhava ao futebol, pescaria no Paranapanema, e os papos sempre melhores que os peixes retirados. E o jeito que ele torce quando seu time joga? Fantástico! Agita as mãos, pula, chuta o ar, ataca com o atacante, defende com o goleiro, apita pelo juiz e, claro, a favor do seu time, o Corinthians. Quando aprendeu dirigir, retirou um Fusca 1962, se arriscando a atravessar São Paulo, mas não se intimidou. Num dos cruzamentos um motorista (daqueles que têm o tique-sinaleiro) insistia que ele entrasse à esquerda, embora a placa proibitiva. Ninguém sabia do tique, pensamos estar fazendo papel de caipira na capital: contramão pura! Depois rimos a valer, embora a multa justa! Desfrutou de cargos elevados no Banco do Brasil, nunca deles se utilizando para proveito próprio ou para mal de qualquer pessoa, todos sabem.
Voltando ao modo de dirigir: vindo a Londrina, estrada de barro, forte subida, o Fusca rateou, lotação completa, mas meu amigo não se deu por vencido. Lera no manual que a ré era a mais forte marcha, inverteu a posição do valente fusquinha e de ré venceu a furiosa e barrenta montanha, para espanto de todos. Mas algo me faz muito feliz, orgulhoso, alegre, o partilhar do seu carinho, amor, dedicação, da honestidade que passa na verdade das atitudes, do nunca ter lesado ninguém, de ser amante da paz, mesmo lidando com pesadas batalhas. Devo muito ao simples homem, puro menino, forte guerreiro, amigo de todas as horas, e a compreensão para muitos dos meus momentos. Quantas vezes se desdobrou para auxiliar nas finanças ou nas conversas francas, com a verdadeira sabedoria, vestida da simplicidade. Este é o nosso melhor amigo ( meu, da Ude, Marco e mãe), Synésio Almeida Bueno, meu pai, que gosta de pastel de feira (recheado de vento mesmo!) e que aprendemos a gostar, é muito bom!
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina.
Medicamento
Unica e exclusivamente no sentido de cooperar com a Campanha de Doação de Medicamentos, humanitariamente criada pela Secretária de Saúde de Rolândia, venho - devidamente autorizado - solicitar como participação da Folha, a publicação graciosa de um chamamento à população de Rolândia, para que faça doação, à Secretária de Saúde, de quaisquer medicamentos que mantenha em casa para que, devidamente classificados e dentro da validade, possam ser doados aos menos favorecidos. Estas doações, pela população de Rolândia, além do fortalecimento dos estoques, contribuindo para o sério problema de auto medicação e uso inadequado de medicamentos, com sérios riscos à saúde pública.
- LEVY JAMESON GUIMARÃS, Rolândia.
Correção
Há um bilhão de desempregados no mundo, e não um milhão, como mencionou anteontem o artigo intitulado Não estamos sós, de Mônica Waldvogel, citando estatística da Organização Internacional do Trabalho.





