Álcool
Como está sendo triste ser brasileiro. Um dos vários exemplos disso é a maneira com a qual as autoridades - sempre elas - encaram o desenvolvimento do álcool combustível no País. Enquanto países desenvolvidos no mundo todo partem em busca de um combustível alternativo, nós desperdiçamos nossas características naturais e técnicas. Todos sabem que um motor movido a álcool é muito mais eficiente que um similar a gasolina.
O motor a álcool, tendo uma queima mais eficiente, permite o uso de maior taxa de compressão no motor, o que eleva sua potência e torque finais. Levando-se em conta o consumo e o custo do litro de combustível, o álcool é por volta de 30% mais econômico que a gasolina. E ainda por cima, o álcool não polui o meio ambiente. O que deveria ser visto como uma solução para as capitais extremamente poluídas do País, a exemplo de São Paulo.
Vamos continuar jogando fora o que a natureza nos concede? Vamos seguir o exemplo do Nordeste, desperdiçando um enorme potencial natural a troco de interesses políticos e pessoais? Onde está a coragem destes governantes? Que o álcool é mais eficiente, mais econômico e muito menos poluente não resta dúvida. O que falta neste País é vergonha, isto sim, uma boa característica que está sumindo deste povo através das gerações.
- CARLOS EDUARDO MARQUES, Londrina
Vespeiro
Parabéns ao Dr. Osmamn de Oliveira pelo artigo ‘‘Mexendo num vespeiro’’ publicado na Folha da Justiça no dia 5. Os cidadãos com capacidade de discernimento, devem agir sempre que puderem, para mudar os vícios da sociedade da qual fazem parte. Vejo com os vossos olhos o problema dos cartórios no Paraná, e certamente o silêncio da sociedade para estas aberrações encoraja as mentes coronelistas a continuarem indefinidamente neste regalo. Dr. Osmamn, vamos fazer fumaça, muita fumaça, quem sabe possamos desnortear estas vespas.
- LUIZ C. MALINOWSKI, Campo Largo
Fusão (1)
Acredito que a fusão entre Antártica e Brahma seja algo a ser comemorado. Ou nos unimos ou somos engolidos por multinacionais, que o farão. Deveríamos ser otimistas em relação a essa união e até mesmo esperar que outras empresas brasileiras sigam o exemplo e também façam alianças estratégicas para entrar no mercado internacional, aumentando as exportações e ao mesmo tempo, criando a única forma de barreira competitiva para as multinacionais que disfarçadas de ovelhas, são na verdade lobos que invadem o nosso mercado nacional.
Como a sabedoria popular diz, ‘‘a união faz a força’’, e ao invés dos consumidores temerem esta, deveriam é se unir ao movimento. Como um exemplo para o fortalecimento do mercado interno brasileiro, elegendo na hora da compra os produtos de empresas nacionais ao invés dos das multinacionais. Um nacionalismo de consumo, por certo garantiria a existência das pequenas empresas, suportando-as e não as condenando à falência. Ao contrário do que se pensa, o equilíbrio do mercado pode ser determinado por nós, consumidores, e não pela ação das empresas. O consumo consciente é a ferramenta de maior poder que está ao alcance de todos nós. E através dela podemos, ou não, levar o nosso Brasil para frente.
- LARISSA MARCZAK, Berna (Suíça)
Fusão (2)
Gostaria de saber onde se encaixam os órgãos governamentais nessa fusão da Brahma com a Antarctica, principalmente aqueles mesmos órgãos que autorizaram a fusão ‘‘daquelas’’ empresas de higiene pessoal, e que decretaram a morte da marca Kolynos. Ou será que monopólio de higiene pessoal existe, mas de cerveja não?
- CARLOS CESAR DALBETO, Londrina
Pedágio
Continuam obscuras as intenções do nosso governador. Até o momento ele não se dignou a mostrar o real conteúdo do contrato de cessão de nossas rodovias no Paraná. Aqui no Norte, a Econorte continua tapando estradas vicinais de acordo com sua ganância. Já pedi para a Folha produzir uma reportagem sobre a Praça de Pedágio em Jataizinho. As concessionárias alegam deficiência de caixa e nós, pobres paranaenses, como é que ficamos? Não sei se todos sabem, mas o povo de Assaí e das cidades limítrofes pagam o pedágio mais caro do mundo. Eles circulam quilômetros por rodovia sem manutenção e quando chegam ao trevo de Assaí com a BR-369 se vierem no sentido Jataizinho, a 1 km deste trevo deparam com a praça e têm que desembolsar R$ 1,80 ida/volta por rodovia de manutenção também precária. Não dá para aguentar, senhor Lerner. Acho que é necessário formarmos o MSR - Movimento dos Sem-Rodovia.
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
NR A sugestão do leitor foi encaminhada para a chefia de reportagem.
Combustíveis
Após a alta do preço dos combustíveis, os postos deixaram de cumprir a lei que os obriga a afixar os preços à vista dos consumidores. No dia 5, precisei parar em quatro postos para perguntar o preço ao frentista ou para ver o preço que estava marcado na bomba. Também fiquei surpreso com a resposta de um frentista quando comentei que o preço havia subido de um dia para o outro de R$ 0,999 para R$ 1,078. A resposta dele foi de que o dono do posto tentou mas não conseguiu segurar a pressão que estavam fazendo contra ele. Afinal, que pressão era essa? Por acaso está havendo a formação de cartel entre os postos de combustíveis e quem não aderir ao preço estipulado sofre alguma recriminação?
- MARCELO LUIZ ALTAFIN, Cambé
Multas
Os policiais da Ciretran estão de parabéns pela sua atuação, não podem ser criticados por estarem cumprindo a lei (notícia ‘‘Aplicação de multas revolta congressistas’’, de ontem). O que não podemos mais tolerar é essa desobediência, muito própria de pessoas que não possuem civilidade ou estão pouco atentos aos acontecimentos. Vale lembrar que está em vigor um novo Código Nacional de Trânsito.
- LUIZ CARLOS FLÁVIO, Londrina
Cumprimento
Perfeita a crônica de Paulo Briguet de ontem sobre o craque e o narrador. É lógico que o craque é infinitamente superior ao narrador, pois é este (o craque) quem produz o espetáculo, sendo que o narrador somente narra os fatos. Ainda mais se o craque for da imortal Seleção Brasileira tricampeã do mundo em 1970.
- FLÁVIO AUGUSTO VIEIRA, Cianorte
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