O leitor escreve
Férias parlamentares
Houve tempo em que professores também tinham 90 dias de férias. A impressão era de que os alunos aprendiam mais, os professores eram mais alegres e a riqueza de conteúdo nada ficava a dever aos atuais. Para entrar em férias, todos tínhamos de cumprir obrigações: conteúdos concluídos, exames aplicados, livros de chamada em dia, tarefas para as férias passadas, recuperação aplicada etc. Hoje, passados muitos anos, a única categoria que se permite tal privilégio é dos deputados. Nada mais justo, pois como gastar todo o dinheiro dos vencimentos, jetons, comissões e outros mais se não houver tempo hábil para passeios, viagens internacionais ou merecidos dias de repouso na praia ou no campo? Sem contar que o dever de casa e o dever de legislar e fiscalizar o governo deixaram muito a desejar no período.
Que podemos fazer? Nada, a não ser criticar nos jornais, gritar em praça pública, esbravejar, sofrer um infarto, sem resolver coisa alguma. Aqueles eleitos para nos representar e em nosso nome advogar, simplesmente nos deixaram a ver navio. Parece até que todos seguem Mateus: Primeiro os meus. Ou seguem o provérbio tão natural em tempos de crise: Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro.
Pedágio, privatização, assentamento, plano de cargos e salários parecem ser fatos que ocorrem em outro planeta, longe da preocupação dos defensores do povo. Não estaria eu exigindo demais dos nobres deputados? Não seria melhor deixá-los em paz, no pleno gozo das merecidas férias? O governo conseguiu vender tudo que possuíamos e o Estado do Paraná (um dos mais ricos da federação) está praticamente quebrado. Fico imaginando o governo eleito para um Estado no deserto do Saara. No primeiro ano faltaria areia.
- ESMERALDINO FRANCO, Santa Mariana
Dificuldades financeiras
Todo final de mês é um drama para o pessoal da área econômica do governo do Paraná conseguir dinheiro para fechar a folha de pagamento do funcionalismo. Isso ocorre há um certo tempo. Agora começou atrasando um dia. Amanhã poderão ser cinco. E quando acabarem os bens patrimoniais do Estado? Com a criação da ParanaPrevidência, esses problemas de caixa acabam? Com a desvinculação do pessoal inativo e pensionistas da folha de pagamento sobrará dinheiro para novos investimentos?
Quando uma empresa encontra dificuldades financeiras ela vende seus bens, gasta mais do que arrecada e tenta obter uma falsa imagem, via publicidade, até a falência. É o que não podemos admitir que aconteça. Mas vai aparecer uma luz no fim do túnel e clarear a mente dos homens que dirigem o Estado. Com certeza ele irá receber melhor os impostos, empregar melhor o dinheiro público, administrar as viagens ao exterior, gastar o mínimo possível em publicidade, acabar com grande parte dos mais de 500 cargos comissionados, parar de subsidiar multinacionais e não ter iniciativas que nos tragam só prejuízo.
Se isso acontecer, o mínimo que ao governo restará será investir nas universidades e no ensino secundário e construir hospitais públicos, voltando a melhorar nossas rodovias, sem pedágio, voltando a investir mais no pequeno agricultor, tão esquecido, voltando a priorizar a agricultura.
- JOSÉ LÁZARO VILANI, Umuarama
Desconsideração
Tivemos e temos confiança e esperança no presidente Fernando Henrique Cardoso e no Plano Real. Mas a consideração do governo federal para com os segmentos da sociedade tem sido extremamente lamentável. Subiram os preços dos alimentos, dos insumos agrícolas, dos medicamentos, das prestadoras de serviço, subiram os impostos (aliás, quando o dinheiro arrecadado com a CPMF será realmente destinado à saúde, como foi prometido?) e o minguado salário dos trabalhadores está estagnado e superdefasado.
Os combustíveis não param de subir e ninguém toma providência. Uma consulta médica está com o valor fixado, pelo SUS, em R$ 2,04 desde a implantação do Plano Real. Isto é absurdo e estratégia errada do governo federal. Os brasileiros já estão ficando mais inquietos que o normal. O que estão esperando? Uma convulsão?
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, Londrina
PDT no Paraná
Quando muitos achavam que o PDT estava acabado no Paraná, após a saída do governador e de seus seguidores, ressurgimos como que de uma guerra, graças à tradição e aos compromissos populares e nacionais que há décadas defendemos. Os ideais de um país livre e socialmente justo são a força motriz do PDT no Estado e no Brasil. As nossas raízes, trabalhistas, são firmes e profundas no solo paranaense e, portanto, intocáveis por aqueles que sobrevivem da ambição e de vaidades pessoais.
Queremos construir um partido renovado, sem os vícios praticados por aqueles que, durante anos, estiveram à frente do nosso PDT. Um partido que esteja na vanguarda da defesa do povo paranaense e que seja fiel aos seus princípios e ideais, agregando jovens, estudantes, trabalhadores do campo. Temos sentido na pele as consequências das políticas aplicadas pelos governos no País. O trabalho tem sido árduo. Sabemos que o nosso caminho será pavimentado com um sacrifício muito grande dos verdadeiros pedetistas do Paraná e do Brasil. Porém, temos convicção de que se cada um fizer a sua parte, vamos alcançar em pouco tempo os nossos objetivos, que são coletivos e em defesa da maioria excluída do Estado e do nosso país. Vamos em frente. O PDT é muito maior do que imaginamos.
- LUIZ CARLOS ZUK, deputado estadual do PDT
Novo terminal
Li a reportagem do dia 7 sobre a mudança de local do terminal urbano de Londrina. Gostaria de parabenizar a diretora de operações da Comurb (Companhia Municipal de Urbanização), Lúcia Brandão, pela iniciativa. Já estava na hora de alguém tomar a iniciativa e propor uma solução sensata para este problema, que tem causado o caos no trânsito da cidade. É burrice demais querer ficar invertendo sentido de ruas próximo ao terminal ou onda verde nas ruas de acesso, como a Sergipe, que por sinal não deveria nunca receber ônibus. Só pessoas que visam o benefício próprio e não o da comunidade, proporiam tal absurdo. Vale dizer que cidades como Roma, que possuem terminal no centro da cidade, já não suportam mais conviver com o caos do trânsito. Que isto sirva de exemplo para Londrina. O local do próximo terminal bem que poderia ser perto do Terminal Rodoviário.
- DAVI MIRANDA, funcionário público, Londrina
CPMF
Sobre a notícia Justiça suspende CPMF em todo o RS publicada ontem na Folha Economia: qual a diferença do Estado do Rio Grande do Sul para os outros Estados brasileiros? Quem pode me explicar o porquê de os procuradores do restante do Brasil ainda não protocolaram seus pedidos? Esse tributo é uma barbaridade!
- PAULO CIAPPINA, Londrina
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