O leitor escreve
Invasores de terra
O MST invade terras consideradas produtivas pelo Incra, depreda essas propriedades, assalta e saqueia as fazendas invadidas, ocupa edifícios públicos, coloca sob a mira de armas de fogo os empregados dessas propriedades e familiares e lança ameaças de violência várias, mesmo de morte. Por que a CNBB e alguns segmentos da sociedade brasileira, que apóiam um grupo particular, político e contumaz no desrespeito aos direitos constitucionais não lutam por uma reforma agrária dentro dos parâmetros da lei, num estado de direito?
A resposta é simples. Trata-se de movimento que almeja chegar ao poder mediante uma revolução e implantar um regime socialista em nosso país, e que se utiliza do desprezo das regras democráticas para formar militantes. Além disso, usa inocentes como o arcanjo Gabriel (morto recentemente no acampamento dos invasores de terras produtivas). A denominação foi dada pelo prócer do jornalismo paranaense Luiz Geraldo Mazza para atingir seus objetivos. O fato de alguém se apresentar como sem-terra não significa que possa invadir propriedades, depredar, saquear ou colocar pessoas sob a mira de armas de fogo. Numa palavra: que se situe além do bem e do mal, como diria Nietzsche. Se são criminosos, que sejam presos, processados e cumpram as penas da lei.
- VALDIR DE CÓRDOVA BICUDO, assessor de Comunicação da Secretaria de Estado da Segurança, Curitiba
Ciclismo
Ora, prefeito Antonio Belinati, é com grande prazer que vejo a ajuda dada ao esporte amador londrinense (A verdade sobre o basquete carta publicada ontem). Entretanto, estes confetes deveriam ser jogados a todos os desportistas londrinenses que têm algum destaque. Nós tínhamos aqui a 3ª melhor equipe de ciclismo do País, composta por mais de 20 ciclistas. Esta era a equipe da Point 700, liderada por um técnico campeão na categoria. Desta equipe, alguns pararam por questões financeiras, outros foram contratados pela Caloi (equipe comprada pelo governo estadual) e um foi contratado por uma equipe da Europa. Daí, dá para ver a qualidade dos nossos ciclistas.
Embora o amor pelo ciclismo destes atletas seja muito grande, a maioria, como todo desportista no Brasil, não tem condições de arcar com todos os custos do esporte. Em virtude disto, muitos da equipe pararam de competir, outros, que ainda tentam, competem, mas não chegam ao final das corridas por estarem correndo com pneus carecas e remendados, quadros emendados com soldas ou equipamentos danificados, arriscando sua integridade física em nome do esporte e da cidade.
Além disso, todos estes atletas levam nas costas o nome de Londrina, da Ametur e de empresas que, por influências políticas, colaram seus nomes nos uniformes desta garotada, mas que na verdade, com muito pouco contribuem. Prefeito, glorioso é o que o senhor tem feito pelo time de basquete de Londrina, e o resultado nós estamos vendo. Esperamos é que faça o mesmo pelas outras modalidades e principalmente pelo ciclismo que, ainda, tem alguns atletas perseverantes que metem a mão no bolso para levar o nome de Londrina a todo o País.
- IVAN COSER, advogado, Sinop (MT).
Briga por audiência
Em busca de mais pontos no Ibope, emissoras de TV fazem briga acirrada com o sentimentalismo do telespectador, trazendo episódios como o de Natanael, apresentado há três semanas no programa de Gugu Liberato (SBT) e agora no domingo passado com o Júnior, cantor anônimo de Brasília em busca de sucesso, exibido no Domingão do Faustão. Gugu gastou cerca des 55 minutos do seu programa apresentando o caso de Natanael, catador de latas de São Paulo, que ganha seu pouco dinheiro para poder almoçar num restaurante chamado Mesão 76 (para carentes, com refeições de custo reduzido). Nesse episódio, o apresentador do SBT vestia-se de mendigo. No desenrolar da história, Gugu, alegando não ter dinheiro para almoçar, ganhou de Natanael uma refeição.
Júnior foi ao programa do Faustão com um cartaz pedindo uma chance para apresentar seu talento. Como uma fada madrinha, Faustão realizou o sonho daquele rapaz, de 20 anos, que cantou e recebeu cachê de R$ 1 mil, teste em gravadora e a possibilidade de voltar ao programa na próxima semana para apresentar seu trabalho e a gravação do CD.
Isso representa caridade ou marketing? Para muitos tudo não passa de boas ações das emissoras e o lado humano dos apresentadores. Existe uma jogada de marketing envolvida nessas e outras campanhas de solidariedade apresentadas pelas televisões. As empresas estão buscando o lado social para agregar valor aos seus produtos/serviços, buscando maior fidelização do seu consumidor/telespectador, no caso das emissoras.
- FERNANDO A. DA SILVA, estudante de Marketing, Londrina
Telefonia
Brasil, país de Terceiro Mundo com telefonia de Primeiro? Infelizmente, não é o que estamos vendo. As operadoras, em sua maioria internacionais, estão dando um verdadeiro show de incompetência na mudança do sistema de telefonia. O que se viu foi a preocupação de dar destaque ao número da operadora e não de ensinar a população de uma maneira didática como deveriam ser feitas as ligações. Por incrível que pareça, nosso velho sistema parece ser o melhor momentaneamente.
Culpar a população pelo fracasso vivido nesse momento de transição parece ser mais fácil. Afinal, como justificar tamanho fiasco? É inadmissível que até agora não tenhamos pelo menos 50% das ligações sendo completadas do Oiapoque ao Chuí. Nosso sistema de telecomunicações hoje está caolho e manco e nem mesmo o mais pessimista dos usuários poderia pensar em pedir a volta do modelo tupiniquim, velho talvez, porém, eficiente. Que o que estamos vendo sirva de exemplo para muitos que acham que tudo deve ser privatizado, pois nem sempre o que reluz é ouro.
- MARCOS RICARDO GOMES, Londrina
Fé
Gostaria de parabenizar a Folha de Londrina/Folha do Paraná pela excelente e abençoada reportagem Fé mobiliza multidão em Londrina, publicada dia 4, sobre as aparições de Nossa Senhora em Londrina, no Jardim Santa Madalena. A reportagem teve um alto grau de profissionalismo e inspiração divina. Muitas conversões poderão acontecer através desta reportagem. Parabéns!
- MARIA ILCE MALASSISE LUIZ, Londrina
CORREÇÃOFoto publicada na página 2 da Folha Economia, na edição de ontem, é do advogado Paulo Nolasco, e não do proprietário do Posto Santo Expedito, Hamilton Cobo Pires.
- Foto publicada na 1ª página de ontem sobre a Seleção Brasileira na Copa América refere-se ao lance em que o goleiro Dida defende o pênalti chileno e não da comemoração do gol brasileiro.
- Notícia sobre reabertura de inscrições para o Enem, publicada na página 6 do primeiro caderno (Geral), foi indevidamente repetida na página Curitiba no caderno Folha Cidades.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





