Contestação
Em entrevista publicada na edição de ontem, o secretário estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, mente com relação a vários pontos envolvendo a expulsão de trabalhadores sem-terra de áreas ocupadas no Estado: 1) As fitas são provas de que houve violência. As imagens mostram que, além de bombas de efeito moral houve também disparos. Houve ainda tortura psicológica, com o apontamento de armas para as pessoas. A separação das crianças de seus pais é violência. O laudo feito pelo IML não merece crédito, principalmente se assinado pelo seu diretor, que cumpre ordens do secretário.
2) As fitas mostram treinamento de soldados de 1997 para cá (durante o governo Lerner), que podem não ser dirigidos especificamente para ações contra o sem-terra, porém fica claro que há sevícias e maus-tratos a soldados. 3) As fitas foram editadas pela própria corporação da Polícia Militar. Montagem é o que o governo tenta fazer agora, negando o que está claro nas gravações. 4) O soldado Meira confirmou em depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados e as fitas mostram que todas as ações de despejo foram realizadas durante a madrugada e sem a presença de oficial de Justiça, em total desrespeito e afronta às leis brasileiras e aos direitos humanos. 5) Além de excesso houve crime contra os sem-terra. 6) O mais interessado no esclarecimento da questão do estelionatário Joni Rodrigues deveria ser o secretário. Um secretário de Estado que não toma posição diante do envolvimento do comando da Polícia Militar com um criminoso, também pode estar comprometido. O secretário Cândido Martins de Oliveira não merece respeito da população paranaense e deve ser exonerado do cargo pelo governador.
- DR. ROSINHA, deputado federal pelo PT/PR
Basquete (1)
É um grande absurdo o fim do time de basquete de Londrina. Acho que as iniciativas devem partir de todas as partes, já que sabemos que nunca podemos contar com os tais órgãos governamentais, que são totalmente políticos parciais. Dá-se verbas para coisas que não levam a nada e nem trazem público, como por exemplo o futebol de Londrina e o basquete de Curitiba, e deixam de fora logo a maior média de público do Campeonato Brasileiro de Basquete por dois anos consecutivos. Este é um esporte praticado em ginásio coberto, aonde se pode levar a família sem que você seja atingido por um saquinho de cerveja e onde se vibra a cada jogada. Cada cesta realmente é (era?) muito emocionante. Mais emocionante ainda é ver o fim disso que sempre proporcionou tanta alegria.
Mas sabemos que o ‘‘nosso’’ dinheiro será sempre mal aplicado. É isso aí, governador, prefeito e empresários. Continuaremos vivendo de mesmices a cada ano que passa. Simplesmente falta inteligência em saber que o chamado ‘‘retorno’’ é muito maior em algo que se vê de perto e se inflama com a vibação de 10 mil pessoas duas vezes por semana, onde se tem a oportunidade de ver estrelas como Oscar Schimidt sair derrotado de Londrina jogando contra um time sem renome. Quem vem jogar contra o time de futebol de Londrina? O Arapongão? O Francisco Beltrão ou o Cascavel? Puxa vida, só ‘‘clássicos’’.
- ROLNEY DE ALMEIDA, Londrina
Basquete (2)
É muito triste ver acabar mais um time de basquete no Brasil (‘‘Grêmio anuncia fim do time de basquete’’, notícia do dia 3). É uma pena que uma time acabe por falta de um patrocínio. Não é possível que uma cidade como Londrina, que tem o maior público de uma Liga Nacional duas vezes consecutivas, não seja capaz de despertar interesse por parte de empresários locais. O esporte é um meio tão bom, barato e lucrativo quando bem explorado. O grande exemplo é o time de Londrina, que no ano passado, com o investimento de R$ 60 mil mensais foi capaz de dar um retorno calculado em R$ 7 milhões na mídia. O esporte, além de saudável, atrativo, ainda tira muitos jovens da rua. Espero que algum empresário possa se sensibilizar e patrocinar esse time, que mesmo com um investimento tão inferior a outras equipes consegue atrair tanta gente ao ginásio, e manter um time tão capacitado, com excelentes jogadores e um excelente técnico.
- MARCELO DA SILVA, Rio de Janeiro
Basquete (3)
Vejo com muita indignação o total descaso do prefeito, do governador, e mais ainda das empresas da região de Londrina, que dão as costas a uma causa tão importante como esta do time de basquete. A população londrinense vê acabando, de mãos atadas, uma das grandes alegrias e motivo de muito orgulho, que é o Grêmio Londrina. Senhor prefeito: há dois anos ouvi uma entrevista sua no rádio, dizendo que enquanto fosse prefeito o basquete não acabaria. E agora, como fica? Será que podemos continuar confiando no senhor, para as eleições do ano que vem?
- HALINA M. BEREJUK, Londrina
Novo DDD
A grande dificuldade de mudar o que já está há várias décadas na memória de nossa Nação foi sentida na última sexta-feira, dia em que entrou em funcionamento o novo sistema de telefonia brasileira. O erro, porém, consiste na falta de informação, na baixa escolaridade, e principalmente na falta de uma campanha séria, pela qual cada usuário deveria receber em sua própria residência e em locais públicos maiores informações sobre as mudanças. Porém, a campanha foi ínfima ao valor e à potencialidade do telefone. Poderiam ter evitado todos estes transtornos, bastando colocar a mão no bolso e aplicar mais em publicidade educativa.
- MAURO ANDRÉ FAGUNDES BENATTI, Apucarana
Novo formato
Temos convicção que o novo formato da Folha, a partir de hoje, será bem aceito pelos seus leitores. E se o custo da produção do jornal ficará reduzido em 7%, isto representa uma economia para os usuários, que não terão um aumento significativo por um bom tempo. Parabéns.
- FLÁVIO ARAMIS ACCORSI, médico, Loanda
Correção Índice que corrigiu a caderneta de poupança ontem, dia 5, foi 0,7712%, como informou a primeira página do jornal, e não 0,8021%, como foi publicado na capa da Folha Economia.
- Foto publicada na capa da Folha2, edição de domingo, dia 4, é da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina e não da Orquestra Sinfônica do Paraná.
- Ficha técnica da reportagem ‘‘Corsa Wagon ganha força e conforto’’ (Folha Carro & Cia. de domingo, dia 4) informa incorretamente tratar-se do Astra GLS 1.6 16V. A ficha é do Corsa Wagon 1.6 16V.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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