O leitor escreve
Perplexidade
Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? (Salmo 137). Ao nos aproximarmos dos 500 anos de Conquista do Brasil e do centenário da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, fazemos das palavras do salmista, as nossas palavras. Temos sido estrangeiros em nossa terra. Nascemos como colônia de uma potência européia do século XVI. Os sonhos e as lutas de nosso povo nos tiraram dessa condição. Enquanto Igreja, nascemos em 1903, com um claro compromisso com os rumos de nossa pátria. Diante do atual momento que estamos vivendo, não poderíamos nos furtar, enquanto brasileiros e presbiterianos independentes, da responsabilidade de expressar nossas perplexidades e esperanças aos governantes de nosso País e ao nosso querido povo neste final de século. Por isso nós, pastores e presbíteros da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, reunidos em Concílio em Campinas (SP), de 28 de janeiro a 2 de fevereiro de 1999, preocupados com a realidade de nosso País, declaramos:
Causa-nos perplexidade o fato de que a internacionalização das relações econômicas tenha levado os países emergentes, um após outro, a agudas crises econômicas. Causa-nos perplexidade a ingerência cada vez maior do Fundo Monetário Internacional em nossa economia, em especial o acordo firmado, que transfere automaticamente para as mãos desse organismo internacional a administração da política monetária de nosso País, caso as nossas reservas internacionais baixem a US$ 20 bilhões. Causa-nos perplexidade o crescente aumento das taxas de desemprego e violência em nosso País. Causa-nos perplexidade que o cotidiano das instituições públicas e privadas seja ainda marcado pela corrupção. Causa-nos perplexidade que o amanhecer do novo século não seja portador de utopias de igualdade entre os seres humanos e que a desigualdade esteja sendo proclamada como realidade final.
Portanto: reafirmamos a esperança de que não seremos estrangeiros em nossa Pátria. Reafirmamos a esperança de que o comércio entre as nações deva produzir bem-estar para todos os povos e não apenas para alguns. Reafirmamos a esperança na construção de uma ordem internacional justa e solidária. Finalmente, senhores governantes e cidadãos brasileiros, comprometemo-nos em orar pela nossa Pátria e por nossos representantes e lutar em favor de nosso povo. E terminamos, levantando nosso olhos para Deus e proclamando: Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração (Salmo 90:1).
- OTHONIEL GONÇALVES, reverendo e 1º vice-presidente da Assembléia Geral da IPI do Brasil, Arapongas
Autolon
Quero parabenizar a Folha pela notícia publicada no dia 23 de junho sobre a polêmica quanto ao aproveitamento do térreo do Edifício Autolon (Arquiteto é contra obra em anexo do Edifício Autolon) em Londrina. O jornalista Lino Ramos foi muito feliz colocando a versão de todos os implicados e fazendo um trabalho imparcial. Acho que a iniciativa privada sempre é bem-vinda em revitalizar zonas nobres da cidade como o antigo Autolon, que estava abandonado há mais de oito anos.
Os benefícios auferidos ao aproveitamento do Autolon são muito maiores que os sacrifícios de se retirar um simples pórtico da entrada de um terreno cheio de mato. É inaceitável a revolta do ex-presidente do Ippul, Marcos Barnabé, que vem defendendo através da imprensa a manutenção do terreno baldio anexo ao Edifício Autolon, projetado pelo arquiteto Vilanova Artigas. Através de uma solução simples, o Autolon ficou muito bonito depois de sua restauração pela iniciativa privada totalmente legal. O local chama a atenção dos pedestres que passam pelo Calçadão, isto é, naquela região onde a cidade praticamente começou a se desenvolver e estava totalmente morta. Graças ao Boulevard Autolon e outros empreendimentos particulares como o Royal Plaza Shopping, aquela região está sendo ressuscitada.
O Autolon já havia sido totalmente desfigurado pelos antigos proprietários - Banco do Brasil e Banco Itaú - que entregaram o térreo do edifício para a especulação imobiliária. Naquele momento aguardava-se que os responsáveis pelo patrimônio público se pronunciassem, mas isto não aconteceu. Comentava-se que a Universidade Estadual de Londrina poderia adquirir o local, mas sabe-se que a instituição não tem recursos para isso. Ao contrário, o prédio do Cine- Teatro Ouro Verde (que fica ao lado) pode ser vendido em vista das despesas e impostos que causam prejuízos para a UEL. Portanto, o parecer do arquiteto Marcos Barnabé é totalmente inconcebível.
- ANTONIO MOREIRA SALES, Londrina
Encontro com secretária
A propósito de notícia publicada dia 24 de junho, na Folha, sobre encontro com a secretária de Educação, professora Alcyone Saliba, em Londrina: a Agenlon (Associação dos Gestores das Escolas Públicas do NRE de Londrina) foi fundada em 24 de outubro de 98, com a finalidade de congregar, como órgão representativo da classse, os gestores das escolas públicas. O objetivo principal da associação é propiciar um canal direto entre SEED, NRE e os estabelecimentos de ensino.
A visita da secretária trouxe a possibilidade da Agenlon apresentar as reivindicações referentes a recursos humanos, questões pedagógicas, administrativas e recursos financeiros, incluídas na pauta da reunião de diretores com ela, no dia 24 de junho. A secretária mostrou estar aberta ao diálogo e manter um canal direto de comunicação com as associações de diretores, em busca de solução dos problemas educacionais. Esperamos que juntas, SEED e associações venham agilizar as soluções que tanto afligem nossas escolas.
- VERA MARIA GOUVEA DE CAMARGO AKAISHI, presidente da Agenlon
Municípios
Na qualidade de presidente da Associação Nacional dos Secretários Municipais de Esporte e Lazer (Asmel), não poderia deixar de louvar esse jornal pelo editorial A luta dos municípios, publicado no dia 27 do mês passado. O texto, em defesa de uma distribuição equitativa dos recursos públicos da União, reafirma a importância da descentralização, seja em nível de poder político ou econômico.
Nós, da Asmel, julgamos que a descentralização é extremamente necessária para a resolução de muitos dos entraves por que passam as administrações das cidades. Tanto que nossa principal bandeira de luta é a municipalização do esporte e do lazer. Acreditamos que se as ações acontecem nas cidades, junto aos cidadãos, é mais do que justo que os próprios municípios gerenciem essas ações, proporcionando uma melhor qualidade de vida e de serviços aos seus habitantes.
No intuito de contribuir para que esse processo se efetive, a Asmel está agilizando contatos junto ao Ministério dos Esportes e demais esferas da administração pública nacional, em defesa da democracia e dos direitos do cidadão.
- ADALBERTO LUIZ MEDEIROS, Curitiba
Correção
- Por erro técnico, não foi incluído o nome do autor das fotos da página 1 do caderno Folha Reportagem de hoje. As fotos são de Milton Dória, que também é autor das duas principais fotos da página 2 do mesmo caderno.
- Na página 3 do caderno Folha Cidades de ontem (Distrito prepara festa para 10 mil pessoas) está indicado que a 6ª Festa do Café e do Frango seria no distrito do Espírito Santo. O evento acontece no distrito de São Luiz.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





