O leitor escreve
Eventos locais
Manifesto a minha indignação com a carta publicada nesta seção no dia 16 de junho, do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, Sinézio Scudeler, que demonstra falta de consideração pelos organizadores da Exposição Agrícola de Londrina, promovida pela Acel. Nada menos que 56 mil pessoas estiveram presentes nos 55 estandes, privilegiando o trabalho dos 420 expositores. Londrina é a única cidade da região a sediar uma feira que visa a valorização e o estímulo aos pequenos e médios produtores, responsáveis pela produção dos alimentos consumidos diariamente em nossas mesas. O sucesso da mostra só foi possível graças à união da Sociedade Nipo-Brasileira, quando 400 pessoas trabalharam voluntariamente para a realização do evento.
O presidente do Sincoval deveria se informar melhor e saber que esses eventos só trazem benefícios para a cidade, pois mobilizam o comércio local, com a presença de consumidores das cidades da região. Está na hora daquele sindicato promover também alguma feira ou exposição, porta para conquistar novos mercados.
- CARLOS ROBERTO DE SOUZA, Londrina
Vereança
Com respeito à nota divulgada na coluna Militão Repórter, em 29 de junho, onde o jornalista afirma que é certa a minha candidatura a vereador no ano 2000, venho informar que me sinto honrado pelo fato do meu nome ser lembrado para disputar tão nobre cargo. Certamente isto mostra que o meu trabalho e de minha equipe à frente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) está no caminho certo.
Todavia, gostaria de ressaltar que não sou candidato às eleições do ano 2000. Neste sentido, qualquer decisão a respeito de minha candidatura a qualquer cargo público deverá ser discutida e definida pelos meus companheiros e pela minha categoria. Neste momento, tudo que me importa é continuar lutando pela implantação de uma autonomia justa que garanta o respeito e a valorização dos funcionários da UEL.
- ITAMAR ANDRÉ RODRIGUES DO NASCIMENTO, presidente da Assuel, Londrina
Trânsito x velocidade
Tenho observado as constantes alterações no sistema viário de Londrina, e quero parabenizar aqueles que, com esforço e trabalho, estão tentando dar solução a esses problemas. Deixo meu protesto contra alguns motoristas que, sem amor à própria vida, estão colocando as nossas em perigo. Também gosto da velocidade; no entanto, em face das novas alterações no Código de Trânsito, tento mudar essa mentalidade, só que está cada vez mais complicado obedecer às velocidades estipuladas em algumas vias.
No trecho entre a rotatória da Avenida Dez de dezembro, próximo ao terminal rodoviário, sentido Norte-Sul, até o semáforo com a Av. Portugal, a velocidade permitida é 60 km/h, só que não é possível desenvolver esta velocidade, porque alguns veículos circulam acima dos 100 km/h, dando sinal de faróis para se sair da frente ou fazendo ultrapassagem pela direita. Não sei qual seria a solução para este caso, mas algo precisa e deve ser feito e com urgência. Aumenta-se a velocidade máxima permitida, ou coloca-se policiamento, com radar, mas não só em algumas horas do dia, e sim o dia todo. Tenho certeza de que o saldo será positivo. A mudança de atitude só depende de nós mesmos.
- WILHIANS PEREIRA CARDOSO, funcionário público municipal
Nilson Monteiro
Com toda sua perspicácia poética, Nilson Monteiro (condecorado como cidadão honorário de Londrina, dia 25 de junho, na Câmara de Vereadores) foi muito feliz quando compôs o Poema da Cidade, declamado por um amigo especial, durante sua prestigiadíssima homenagem. Dentre outras verdades, Nilsinho faz singela referência aos políticos que, ao invés de governar para a maioria, buscam incessantemente resolver problemas pessoais sem se importar com a dilapidação do erário. As transações particulares nunca são tão fáceis como as dos patrimônios de um município, de um Estado ou de uma nação. A velocidade dos acertos que ocorrem nos balcões das negociatas políticas são por demais rápidas, enigmáticas e secretas.
Muito mais que uma denúncia, Nilson Monteiro colocou o dedo na ferida, deixando seu protesto em forma de poesia (que, se bem o conheço, desde a época do jornal Poeira e do DCE da UEL) quis demonstrar insatisfação e revolta com nossos políticos, que já naquela época insistiam na depredação das propriedades conquistadas com sacrifício pela sociedade. Ainda bem que essas coisas não acontecem por aqui. E eu acreditei. Parabéns, londrinense de coração, agora também de direito. Continue autêntico, sem esquecer os camelôs de colarinho.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Pedágio (1)
Quando o governo do Paraná fala em 250 quilômetros de duplicação de rodovias, nos próximos três anos, só pode estar se referindo a este montante por concessionária, uma vez que se trata de trechos independentes. Para se ter idéia, somente entre Apucarana e Ponta Grossa seria praticamente contemplado, porém envolvendo um único lote. Perguntamos então: e o dinheiro que estará entrando nos cofres das outras concessionárias? Será investido numa única rodovia (Do Café)? Caso os 250 quilômetros forem para todas as concessionárias, os aumentos de 80% e 100% são verdadeiros assaltos ao bolso dos usuários das rodovias.
- ALVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
Pedágio (2)
Existe um fato que até agora não foi exposto por nenhum dos meios de comunicação. Creio que os mesmos deveriam conscientizar a população a respeito. Acontece que as pessoas revoltadas contra o pedágio julgam-se no direito de xingar, humilhar, ameaçar de morte e até cuspir nas pessoas que trabalham no pedágio, que nada mais são que trabalhadores honestos que estão ali, defendendo o pão de cada dia. Creio que as pessoas que quiserem demonstrar sua revolta contra o pedágio, deveriam procurar os órgãos competentes, como por exemplo os donos das concessionárias e o governo do Estado e não os pais e mães de família que estão ali defendendo o sustento de suas famílias.
- MAIKOL GARCIA, Arapongas
Pedágio (3)
Qualquer que seja o aumento dos pedágios, já será um assalto a mais em nós, pobre povo trabalhador e pagador de suas obrigações (e muito mais que suas obrigações). Este é o único Estado em que a distância entre um posto de pedágio e outro é de apenas 34 quilômetros (Curitiba-Ponta Grossa), sem falar no fato de ser bidirecional. Até quando ficaremos quietos frente a tanta má-fé e exploração?
- GUILHERME AUGUSTO PARISE, Curitiba
Correção Os números da reportagem Incra organiza cronograma de desapropriações no Paraná relacionados a assentamentos no Paraná, da edição de ontem (Geral, página 6 do 1º caderno), são incorretos. O volume apontando (287.539 famílias, em 2.356 assentamentos de um total de 9 milhões de hectares, com R$ 7,5 bilhões investidos) diz respeito a levantamentos nacionais do governo Fernando Henrique Cardoso. A parcela que coube ao Paraná não foi antecipada pela Comunicação Social do governo do Estado ou pelo Incra.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





