Feiras
A maneira como o município de Londrina vem tratando a questão das feiras itinerantes é imperiosa e agride a todos aqueles que, uma vez estabelecidos comercialmente em Londrina, nada podem fazer diante da permissividade pública. Sobre o assunto, o Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região, com seus 7 mil associados, tem recebido 5% de ligações em média, por semana, significando um contingente de aproximadamente 350 lojistas, número bastante expressivo para ser ignorado. As reclamações são feitas em razão das feiras itinerantes que se sucedem compulsivamente sem que possamos sequer repensar os prejuízos. No momento em que analisamos as consequências de uma feira, aparece outra, e outra.
O Sindicato vem procurando sensibilizar o prefeito na intenção de disciplinar (e não coibir) a realização dessas feiras. Atualmente os alvarás são concedidos indiscriminadamente. As feiras estão acontecendo sem fiscalização, sem emissão de notas, sem medidas de segurança etc. Recentemente, os comerciantes do ramo de calçados, indignados com a feira do tênis, engrossaram a fila das reclamações. Só este ano foram realizadas oito feiras: 1ª Feira de Móveis (Armazém da Moda); 2ª Feira das Flores (Armazém da Moda); 3ª Feira de Confecções (antiga HM); 4ª Feira Rural (Sociedade Rural); 5ª Feira de Móveis (Comtour); 6ª Feira de Confecções (Shopping Vitrine); 7ª Feira da Acel; e 8ª Feira do Tênis (Armazém da Moda).
O Artigo 170 da Constituição Federal fala de pleno emprego. O que desejamos é exatamente garantir o emprego daqueles que trabalham nas lojas da cidade. Algo difícil, considerando a concorrência desleal das feiras. Queremos também contribuir para a diminuição do déficit municipal. Pessoas empregadas pagam seu IPTU, taxas e impostos. O desemprego, obviamente, gera a inadimplência. Nosso objetivo é lutar pelo comércio de Londrina, pela manutenção do emprego, pela igualdade (por que as feiras podem funcionar em qualquer horário e dia?) pelo crescimento do município, sem ficar favorecendo comerciantes de fora, que vêm realizar suas feiras por aqui.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Viva a Assembléia
Quando fiquei conhecedor de que nossa Assembléia Legislativa nos custa R$ 450 milhões ao ano, só tive que festejar, dando vivas, uma vez que fico completamente enlouquecido e com pena dos nossos representantes legais, eleitos no Paraná para fazer nossas leis e fiscalizar o governo estadual. Com essa fortuna, quem quer ou precisa fiscalizar? R$ 450 milhões divididos por 54 deputados dão um custo anual de R$ 8.333.333,33 para cada deputado ou R$ 694.444,44 por mês ou R$ 22.831,05 por dia, para cada um dos nossos representantes.
Será que os nossos deputados já pararam para pensar neste absurdo de gasto? Como dividi por 365 dias do ano, os R$ 22.831,05 diários se gastam também aos sábados, domingos e feriados. A Assembléia Legislativa não é só um poder, mas um ‘‘senhor poder’’, com muito dinheiro para se manter e mandar. Queremos mais ou simplesmente devemos continuar dando vivas e trabalhando? Por estas e outras é que os impostos só sobem e o pedágio voltará aos absurdos patamares anteriores, quando certamente haverá quebração geral dos setores de transporte. Importa? Com R$ 856,17 por minuto para gastar ou R$ 14,27 por segundo para gastar, para que se importar com o que rola no dia-a-dia? Viva a Câmara dos Deputados do Paraná.
- EDIMAR ULZEFER, médico, Cascavel
O poder
Todos são unânimes. Cientistas políticos e econômicos, pesquisadores, professores, sociólogos, estatísticas: o Brasil apresenta uma das maiores concentrações de renda e riqueza do mundo. Com certeza não chegamos a essa situação em apenas 15 anos. Foram décadas a fio de uso do poder político e econômico em benefício de um grupo ou de uma classe, que gerou esses milhões de sem-direitos (mas com muitos deveres) da nossa sociedade.
E quem são os detentores, há décadas, do poder? Aquele que hoje é deputado, senador, governador, presidente ou vice, filho daquele outro que já ocupou esses mesmos cargos e que também era filho de outro político, empresário, fazendeiro. Aquele que recebeu de presente concessões de rádio e televisão. E eles gostam tanto de ter o poder, que não querem ninguém ameaçando tomá-lo.
Mas eles já deram provas, mais do que suficientes, de sua incapacidade ou falta de vontade, de tornar esta nação justa e soberana. O poder deve ser público e estar na mão daqueles que realmente precisam dele. Só assim poderemos sonhar em liderar as estatísticas da justiça social, do desenvolvimento, da saúde, da educação, do respeito aos direitos humanos.
- FERNANDA STRIKER FERNANDES, Curitiba
Denominação
Sei que vou criar polêmica, mas não tenho nenhuma intenção de crítica. Muito pelo contrário, quero apenas corrigir uma injustiça. A Associação Comercial do Paraná (ACP) merece todo o meu respeito e reconhecimento pela luta em defesa do empresariado de Curitiba, que ela tão bem representa. A denominação, porém, não é apropriada, pois dá a impressão que a ACP representa todos os empresários do Estado, em desrespeito às co-irmãs. Mas a realidade não é bem essa. Quando muito une-se às demais associações pela causa comum. Cada município tem sua associação que, na união de todas, formam a Federação, no caso a Faciap. Assim é a Acicam, de Campo Mourão; a Acil, de Londrina, a Acim de Maringá; a Aciu, de Umuarama, para ficar só nestes exemplos. Sugiro que o nome (de tradição secular) da Associação Comercial do Paraná seja alterado, em assembléia geral, para Associação Comercial e Industrial de Curitiba, ou algo parecido, fazendo com que o empresariado de Curitiba passe a ter de direito a sua entidade.
- DIRCEU JACOB DE SOUZA, Campo Mourão
Saúde mental
Externamos nossos mais comovidos agradecimentos pela valiosa contribuição prestada à nossa entidade pela Folha de Londrina/Folha do Paraná, através do jornalista Osmani Costa, na passagem do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, comemorado em Londrina em maio. O evento foi um passo importante em benefício de expressivo contingente de pessoas atingidas pelos problemas da área da saúde mental na comunidade.
- ADÉLIA FAGOTTI BURANELLI, presidente da Associação Londrinense de Saúde Mental, Londrina
Correção Ao contrário do que foi publicado ontem na Folha2 (‘‘Festival espera verba do governo’’, página 3), apenas a Camerata Antiqua de Curitiba vem ao 19º Festival de Música de Londrina através de parceria firmada com a Fundação Cultural de Curitiba. A Orquestra Sinfônica do Paraná vem pela Secretaria Estadual de Cultura, via Centro Cultural Guaíra. E mais: a verba estipulada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) para o festival é de R$ 80 mil, e não como foi publicado no mesmo texto.
- Título correto em espanhol do documento especial ‘‘Paraná, o progresso que respeita a Natureza’’, publicado ontem, é ‘‘Paraná, el progreso que respecta la naturaleza’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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