Arborização
Esse espaço destinado a nós, leitores, é de extrema serventia para expressarmos nossos anseios e, também, apresentarmos nossas reivindicações, especialmente ao Poder Público. Como londrinense, diuturnamente transitando por nossa cidade, tenho constatado a falta de maiores cuidados, senão até um próprio descaso, com nossas praças e árvores, localizadas nos espaços públicos. Emblemática é a situação da Praça Rocha Pombo, em total estado de abandono, o que foi alertado em ‘‘Praça Londrina’’ de terça-feira. Já a Praça 7 de Setembro será revitalizada pela Sercomtel; contudo, ousando discordar, em parte, do leitor Eduardo Afonso (‘‘O leitor escreve’’ do dia 27), proponho que, antes de se trocarem as atuais árvores ali existentes, deveria ser verificado o estado da praça. Caso estejam ‘‘em plena forma’’, não há motivo para que sejam derrubadas e trocadas por árvores menores, pois já estão se prestando a suas principais serventias: aformoseamento e proteção dos raios solares.
Outro intervenção que reputo necessária é o plantio de novas árvores na Avenida JK, defronte ao Clube Canadá, onde as existentes foram derrubadas para alargamento da pista, alguns meses atrás. Recordo-me bem que, naquela oportunidade, um leitor valeu-se desse espaço para demonstrar sua indignação. De imediato, o órgão municipal encarregado da obra (suponho que a Comurb), afirmou que contava com a autorização da AMA (Autarquia Municipal do Ambiente) para o corte, o qual era imprescindível para a consecução da melhoria viária. Contudo, não houve a mesma presteza e celeridade no replantio, considerando-se que o canteiro entre as duas pistas continua existindo, apenas mais estreito, mas ainda apto a comportar novas árvores.
Sugiro que a Prefeitura, através de seu órgão competente, proceda ao replantio de árvores ao longo de nossas principais avenidas, o que não pressupõe, necessariamente, a derrubada das existentes (obviamente com ressalva das condenadas). Cabe uma atenção especial às avenidas Expressa, Brasília e Tiradentes, que se encontram desprovidas quase que totalmente de uma boa arborização.
- JORGE NETTO FILHO, Londrina
Paz no campo
O artigo do Dr. João Antônio Vieira Filho, publicado no domingo passado na Folha de Londrina/Folha do Paraná, muito bem enfatiza dois aspectos importantes com os quais concordamos inteiramente: a necessidade da paz no campo, e a necessidade do respeito à lei. Acreditamos, também, que do esforço comum e bem intencionado, brotam na sociedade as soluções que levam à concórdia e ao progresso. E a paz, a ordem e a busca de prosperidade têm norteado o esforço constante dos produtores rurais que no Paraná nasceram, e dos que, como bem escreveu o superintendente da Folha de Londrina, para este Estado vieram de todos os recantos do Brasil, tornando-se também paranaenses.
Aos vocacionados da terra, todo o apoio deveria ser dado, tanto da parte do governo quanto da sociedade, e neste sentido o Dr. João Antônio muito feliz em seu artigo. Mas este apoio, como a maioria da sociedade sabe, inclui um basta enérgico àqueles que, utilizando-se da fragilização em que se encontram os mais carentes, frutos de processos sociais e políticas equivocadas, deles se servem para movimentos que abertamente já expõem os objetivos de uma revolução que desencadeada em outras sociedades jamais trouxe a pretendida justiça social.
Nossos cumprimentos, pois, ao Dr. João Antônio Vieira Filho, pecuarista que como nós almeja a paz no campo e nas cidades para que o Brasil possa cumprir seu destino de prosperidade.
- FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Pedágio (1)
É de estarrecer que as concessionárias das vias públicas (ou administradoras de pedágio) mostrem-se reticentes aos reparos e duplicações das rodovias. Dizem que amargaram prejuízos durante 11 meses. Quais prejuízos? Só se forem os relativos aos custos de arrecadação, suportados com o nosso próprio dinheiro. Quem anda pelo Anel de (des)Integração se ressente de benfeitorias mínimas a uma estrada pedagiada. O ‘‘choro’’ é absolutamente ofensivo à população. Todos sabemos que o correto seria virem as melhorias primeiro e somente depois o reembolso e os lucros. Do contrário, o próprio Estado, sem a medida extremada da privatização, poderia encarregar-se do pedágio e das obras. Os lucros virão, porém para uns poucos e em detrimento de muitos. Estamos todos reféns. Enquanto isso, continuaremos a pagar. E, o que é pior, sem caminhos alternativos... em todos os sentidos.
- SERGIO GUIMARÃES SAMPAIO, Curitiba
Pedágio (2)
Indignado com o abuso do governo do Paraná, que leiloou as rodovias. Sou usuário e pago, infelizmente, o pedágio. A conservação das rodovias é dever do Estado, pois pagamos os impostos, em excesso, e só vemos através dos meios de comunicação falcatruas atrás de falcatruas. E sendo assim, nós ‘‘pacatos’’ brasileiros vamos engolir mais uma (o aumento da tarifa).
- LUIS CLAUDIO PERINI, Londrina
Pedágio (3)
A questão do pedágio, por si é controvertida. Trata-se de restrição ao direito de livre locomoção, assegurado constitucionalmente. Mas a avidez ao lucro fácil como se demonstra, é assombrosa! Ainda mais quando chancelada pelo Poder Público. Onde chegaremos é incerto; onde vamos parar, está óbvio!
- ALTAIR M. PEREIRA, Recife
Servidores
Independentemente do fato de o governo do Paraná estar ou não passando por dificuldades financeiras, uma coisa é certa: povo e funcionário público existem apenas no plano eleitoral. Qualquer administrador competente e digno de crédito haveria de informar com no mínimo um mês de antecedência, que iria atrasar o pagamento. Decidir e não comunicar é mais do que irresponsabilidade, é descaso e deve ser passível de punição, nem que seja na próxima eleição.
- HERBERT SCHIFER, Curitiba
Defensor
Depois de ler o artigo ‘‘A convocação extraordinária’’, publicado ontem, sinto que através do deputado Padre Roque, nós do povão, temos um defensor para a enxurrada de impostos que pagamos aos governos e não temos retorno. Meu Deus! O que será de nós, há anos sem aumento de salário? Quando é que teremos um governo do tamanho do Brasil?
- MARCIAL B. GOMES, Brasília
Correção
- Título correto de reportagem sobre os brasiguaios (brasileiros que migraram para o Paraguai), publicada na terça-feira, na página 3 em Folha na Copa, é ‘‘Êxodo foi uma estratégia de governos militares’’.
- Tenista brasileiro Gustavo Kuerten derrotou o suíço Lorenzo Manta e não Lorenzo Lamas, como aponta legenda da manchete da página 8 da Folha na Copa de terça-feira.
- Município de Querência do Norte comemorou anteontem o dia do padroeiro, São Pedro, e não o dia do aniversário, como foi publicado ontem no primeiro caderno (‘‘Acampados da Rio Novo recebem roupas e alimentos’’). O aniversário do município é em 5 de dezembro.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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