O leitor escreve
Paz no campo
A paz no campo e a justiça social têm sido as maiores reivindicações da Federação da Agricultura do Paraná, que há muito tempo alerta a sociedade e as autoridades paranaenses sobre os danos que o MST vem causando à agropecuária no Estado. O artigo assinado pelo diretor-superintendente da Folha, João Antonio Vieira Filho, publicado no dia 27, torna-se um documento importante de conscientização para toda a sociedade paranaense quando faz praticamente uma proposta de paz, como se em guerra real estivéssemos, tal o quadro de violência e desobediência civil que alcançamos de forma dramática aqui no Paraná. Parabenizo o autor pela forma ousada e corajosa como se pronuncia, num apelo que, com certeza, é o mesmo apelo do povo paranaense, que nada mais quer do que trabalhar e viver em paz.
- ÁGIDE MENEGUETTE, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep)
A luta dos municípios
Foi com satisfação que lemos o editorial A luta dos municípios, publicado domingo, dia 27, tomando posição favorável à distribuição mais justa dos recursos públicos brasileiros entre as unidades federativas. Em tudo (não apenas no governo federal) observamos no momento o desejo e a tendência de concentração, seja do poder político, seja do econômico. Porém, a História moderna tem demonstrado que a distribuição da renda e a descentralização são os caminhos que aumentaram a criatividade na administração pública e garantem a democracia. Se queremos mudar o nosso País temos que defender a nossa democracia e só é possível defender a democracia com posicionamentos claros e corajosos como os demonstrados por este jornal naquele editorial.
Os verdadeiros problemas que enfrentamos no Brasil se localizam nos municípios e poderiam ser resolvidos quase todos pela iniciativa local, melhor ensino de 1º e 2º graus, atendimento à saúde mais efetivo, mais segurança, aumento da produção de alimentos, limpeza pública, saneamento básico e demais serviços públicos essenciais demandados pela população, especialmente pelas camadas menos favorecidas, que mais necessitam da atenção dos poderes públicos. É na porta do prefeito que o povo bate na hora do aperto. Não é avançando sobre os recursos já minguados dos municípios que a União vai resolver seus problemas de caixa, como o rombo da Previdência Social, de R$ 17 bilhões.
Ao contrário, quanto mais se reduz a verba dos municípios, mais problemas surgem pois afeta-se diretamente as pessoas mais pobres, aumentando as dificuldades em atendê-las. Coisas simples como a conservação de estradas vicinais e o transporte escolar são importantes para a mínima qualidade de vida das famílias que vivem na zona rural, produzindo alimentos e evitando inchar a periferia das cidades com o famigerado êxodo rural.
Por tudo isso parabenizamos e agradecemos de público o posicionamento da Folha de Londrina/Folha do Paraná favorável ao movimento municipalista, que tem sido constante, demonstrando sempre sensibilidade e senso de cidadania da sua equipe de profissionais. Não foi apenas no editorial de domingo que o jornal evidenciou seu interesse pela questão, pois ao longo do tempo vem cobrindo e noticiando a luta dos prefeitos em geral e as atividades da Associação dos Municípios do Paraná em particular.
Este jornal tem suas raízes firmemente plantadas em todo o interior do Estado paranaense e é por isso que compreende tão bem a importância dos municípios como unidade básica da organização social brasileira.
- SAME SAAB, prefeito de Iretama e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP
Nilson Monteiro (1)
Preso a compromissos em Curitiba, não pude comparecer à entrega do título de Cidadão Honorário de Londrina ao amigo e irmão Nilson Monteiro. Nossa cidade adotiva - minha e dele - ficou muito mais bonita com essa homenagem, porque o Nilson é uma daquelas pessoas capazes de embelezar, de dentro para fora, as pessoas, as coisas e, por que não, as cidades. Jornalista competente, dedicado e sério, dignifica a classe a que pertence. No entanto, ele é muito mais do que isso. É pessoa sensível, amiga, firme nas convicções e terna na solidariedade. Dizer que o Nilson é um irmão é tentar, sem conseguir, exprimir a profundidade dos sentimentos que desperta em todos nós, que com ele convivemos. O Nilson é dessas pessoas que nos fazem ficar de bem com a vida, acreditar que o mundo tem conserto e que vale a pena estar envolvido nessa tarefa de construir um futuro que seja melhor. A outorga desse título dignifica Londrina, pois o Nilson foi um dos que ajudaram, com certeza a construir uma cidade mais humana e mais digna. Quanto a mim, quero dizer que é com orgulho imenso que sou seu amigo. Mais que isso. Seu irmão. Na vida do Nilson percebo, com toda certeza, um grande dom de Deus para a minha própria vida. Obrigado, Nilson, por você ser quem é. Londrina, hoje, tornou-se muito mais humana.
- TEÓFILO BACHA FILHO, Curitiba
Nilson Monteiro (2)
Receba, jornalista Nilson Monteiro, nossos cumprimentos pela merecida homenagem (título de cidadania honorária) com que você foi distinguido em Londrina. Agora um autêntico cidadão pé-vermelho, você entra para a história de uma cidade que aprendeu a admirá-lo e a reconhecer seu valor como profissional e, principalmente, como o ser humano que você é.
- ROGÉRIO RECCO, jornalista, Maringá
Cimeira e Ciritiba
Até uns dois dias atrás era reunião de cúpula e estava bem claro o que significava. Agora aparece um neologismo saído da cabeça de algum indivíduo pedante ou pessoa muito pudica (ou de mente suja) que não se conforma com cúpula porque começa com C e um U e que passa a constituir moda nos jornais e TV. Ora, consultando um dicionário vejo que cimeira quer dizer ornamento que forma a parte superior de um capacete. Bem, mas quem está lá em cima está no cume e não na cimeira. Quando muito poderia estar na festa da cumeeira, algo que era muito tradicional na nossa velha capital (não sei se aqui no Norte existe essa tradição). Quem sabe devemos mudar o nome da nossa capital para Ciritiba, a fim de não ferir os ouvidos dos muito sensíveis.
- HENRIQUE MOROZOWICZ, compositor, Londrina
Sem-terra
O sem-terra não é um bicho. Ele é filho de Deus. A lei natural e as constituições dos países garantem comida e bebida às pessoas. Mas a realidade nos mostra que muita gente passa fome, sem voz e vez em nossa sociedade excludente. A Bíblia apresenta a justiça de Deus como uma maneira de agir que ultrapassa nossos conceitos de justiça (legal, distributiva, comutativa, social etc). Mesmo sendo cristão sem igreja, não se pode driblar a justiça (que socorre o necessitado), esquecê-la ou ludibriar os outros, especialmente os pobres, com discursos apologéticos, legalistas, desumanos, pragmáticos, hedonistas, voltados para uma ética e uma moral que exaltam o ter, o poder e o prazer e mata a pessoa humana. Sem-terra é pessoa, ser racional, filho amado de Deus Pai. O sem-terra também é ser humano, merece respeito, dignidade e não violência. No rosto do sem-terra está o rosto de Deus.
- NELSON MENDES VASCONCELOS, acadêmico de Teologia, Londrina
Correção Prefeituras que têm fundo próprio de previdência social depositam 12%, em média, para os fundos, e não para o INSS (Ministério não penaliza prefeitos, página 5 do primeiro caderno de ontem).
- Título de notícia publicada na edição de ontem de Folha Cidades informa incorretamente que Paraná formou 141 mil universitários em 1998. Na verdade, 141 mil estudantes matricularam-se nos cursos superiores no ano passado. Formaram-se 18.204.
- Fotografia do presidente do Grupo Inepar, Atilano de Oms Sobrinho, publicada na 1ª página de ontem de Folha do Paraná, é de autoria de Mauro Frasson.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





