O leitor escreve
Paz no campo (1)
O artigo de João Antonio Vieira Filho, Justiça Social: pela paz no campo e nas cidades, publicado nesta Folha do Paraná/Folha de Londrina domingo último, destaca o alto grau de responsabilidade e senso de justiça social como uma das grandes virtudes de jovens empresários paranaenses. Pontuado pela imparcialidade e pela coragem, o artigo de João Antonio demonstra, com absoluta clareza, que há muitos caminhos - preferencialmente possíveis de serem trilhados - para se atingir a paz no campo e nas cidades. E seja qual for o rumo tomado, este deve ser estabelecido pelos princípios da solidariedade e da serenidade humanas.
- ANTONIO BELINATI, prefeito de Londrina
Paz no campo (2)
Muito oportunas e coerentes as considerações e sugestões do advogado, pecuarista e diretor superintendente da Folha, João Antonio Vieira Filho, em seu artigo Justiça Social: pela paz no campo e nas cidades, publicado no domingo. A busca pela paz é nobre e deve ser um ato permanente de todos os cidadãos. Quando o assunto é o campo, essa busca deve ser uma regra, por ser vital para a preservação das atividades produtivas, da vida dos cidadãos e da harmonia de que tanto precisamos. Concordamos que é hora de dar um basta nos conflitos, que só interessam àqueles cujo objetivo é tumultuar e tirar proveito político ou ideológico. A Justiça deve ser nossa âncora no mar revolto e cheio de perigos. Se as leis existem, elas devem prevalecer. Sempre. Aproveitamos para parabenizar também a visão histórica e social demonstrada pelo autor quando da análise da origem dos problemas agrários no Estado.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil)
Paz no campo (3)
O artigo de João Antonio Vieira Filho vem ao encontro da determinação do governo do Estado de fazer as reintegrações de posse determinadas pela Justiça de modo a evitar o confronto com os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Acredito que a melhor solução para a questão da terra no Paraná é a agilização da reforma agrária. Sei que o governo do Estado está trabalhando nesse sentido. O que não podemos aceitar é a sucessiva violação da lei por algumas lideranças dos sem-terra e a ocupação ilegal de áreas. O que queremos é acabar com a violência no campo, desarmando tanto os sem-terra quanto os fazendeiros.
- CÂNDIDO MARTINS DE OLIVEIRA, secretário de Estado da Segurança
Paz no campo (4)
O artigo do superintendente da Folha do Paraná/Folha de Londrina, João Antonio Vieira Filho, aborda com muita propriedade e serenidade a questão da paz no campo e nas cidades. Faz um breve histórico das relações econômicas e de produção em nosso Estado e defende, com argumentos que endosso, o diálogo e o desarmamento de espíritos para que alcancemos uma solução para a questão agrária.
Não poderia deixar de registrar que essa tem sido, justamente, a posição do governador Jaime Lerner, que tem defendido, de forma incansável, o diálogo como atalho para que se atinja a paz e a justiça social no campo. Com radicalismos e extremismos ideológicos, não chegaremos a lugar algum, conforme observou João Vieira.
É imperativo, como princípio para a negociação, que se estabeleça uma agenda positiva, com a participação dos produtores, dos trabalhadores rurais que realmente têm vocação para a atividade agrícola e do governo.
- PRETEXTATO TABORDA RIBAS, secretário-chefe da Casa Civil, Curitiba
Nilson Monteiro
Depois de um período conturbado, em que os vereadores andaram se estranhando, dia 25 a paz voltou (pelo menos por algumas horas) a reinar na Câmara Municipal de Londrina. O autor da façanha foi Salvador Francisco, que propôs, os vereadores aprovaram e o prefeito sancionou o projeto de lei que fez de direito o que já era de fato: Nilson Monteiro cidadão honorável de Londrina. E sexta-feira lá estava ele para receber o título. E tome emoção. O Nilson do Poeira, do Panorama, da TV Tropical, da Folha de Londrina, o Nilson que chorou no Calçadão quando não passou a emenda das eleições diretas. O Nilson da Vila Portuguesa, o Nilson de Londrina (que me desculpe Presidente Bernardes). Na platéia, inimigos políticos históricos dividiam o mesmo espaço, juntos patrões e empregados, exploradores e explorados, reacionários e revolucionários por algumas horas esqueceram suas diferenças para homenagear a unanimidade o jornalista mais londrinense de todos os londrinenses. E tome emoção.
Salvador Francisco fez um discurso maravilhoso e emocionante, dizendo aquilo que nós gostaríamos de ter dito. Em seguida falou a mulher que representa a seriedade, a ética na política, a mulher que nos dá a certeza de que a política ainda tem saída, e vice-governadora e primeira dama de Londrina, Emília Belinati. E tome emoção. No final, falou o mais novo cidadão londrinense e sacaneou. Fez quase todo mundo chorar, num discurso longo e apaixonado. Fez uma declaração de amor a Londrina num final comovente. Parabéns, Nilson. Como dizia Cazuza, Quem tem um sonho não dança.
- ANTONIO JOSÉ SANTIAGO, Londrina
Pára-raios
Oportuna, prática e convincente a reportagem da Folha do dia 23, contendo advertências acerca do fato de que, embora proibidos há mais de dez anos, um quinto dos edifícios de condomínios em Londrina continua utilizando pára-raios obsoletos. Eles são da chamada espécie radiativo, cujo manejo de seu rejeito pode causar danos às pessoas e ao meio ambiente, como bem lembrou o responsável pelo setor de prevenção e vistoria do órgão do Corpo de Bombeiros local.
Interessante o alerta elegantemente feito pelo técnico e perito no assunto - Luiz Berti - que denuncia, especialmente dirigindo-se aos síndicos dos condomínios, que aquele equipamento contém o elemento químico amerício, de uso vetado, há muito, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. Esse elemento não neutraliza mais a propagação da descarga elétrica do raio e nem a inibe, pelo que, se houver, todo condomínio deverá responder pelos danos para com terceiros atingidos. Nesse campo, em termos de responsabilização, vige a tese, segundo a qual todo edifício deve oferecer prévia e permanente garantia, dotando seu sistema de instrumentos modernos de prevenção e que sejam aceitos tecnicamente pelos órgãos encarregados da fiscalização no setor.
Foi Benjamin Franklin, em 1752, quem, através de experimentos diversos, demonstrou que as nuvens contêm cargas elétricas que são liberadas através dos raios, que, para os homens primitivos seriam a manifestação da fúria dos deuses. Sendo ou não, a comunidade deve ficar preservada e resguardada convenientemente, modernizando e atualizando seus instrumentos de proteção, como bem o sugeriu o arguto técnico Luiz Berti, verdadeiro e reconhecido expert no ramo.
- MOISÉS DE GODOY, advogado em Londrina
Belinati esclarece
No último sábado tive a honra de ser entrevistado pela jornalista Patrícia Zanin sobre minha filiação partidária. Estava fora do município e a qualidade da ligação telefônica não era das melhores. Isso acabou prejudicando alguns pontos da entrevista. Por exemplo: não disse, em momento algum, que vou me filiar ao PFL, como também jamais expressei qualquer palavra de que entro no PFL mas com Alex fora. Lendo bem o texto da Folha ficou claro que respeito muito o direito do bom amigo Alex Canziani de candidatar-se a prefeito, caso seja este seu projeto político. Trata-se de figura muito querida e competente e que muito tem me ajudado na administração da cidade.
Defendo, isto sim, uma reformulação no atual diretório do PFL, caso suas lideranças tenham interesse em atrair novos filiados. Essa reformulação, no entanto, não significa que figuras da expressão do Alex tenham que deixar esse diretório; pelo contrário, sempre aprendi que o melhor caminho é o da soma de forças. Vejo, especificamente no caso do PFL, que há, nele, um forte contingente de forças que podem prestar grande contribuição ao município de Londrina. Esses esclarecimentos tornam-se necessários para que não haja dúvida do carinho e respeito que tenho pela figura humana e pública de Alex Canziani.
- ANTONIO BELINATI, prefeito de Londrina
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