O leitor escreve
Postos de combustível
Ao ler a reportagem Postos querem suspender novos alvarás, de ontem, fiquei preocupado. Será que os postos que estão nos oferecendo combustíveis com preço melhor vão ceder às pressões dos concorrentes? Espero que não. A questão de estabelecer regras para aprovar a construção de um novo posto deve ser respeitada, desde que estas regras não protejam comerciantes desleais ao consumidor, que estão acostumados a ter uma margem de lucro inadmissível. A livre concorrência é uma das armas do consumidor. Quanto mais, melhor! O próprio mercado, cada vez mais competitivo e globalizado, selecionará os melhores.
Entendemos como melhores aqueles que satisfaçam os consumidores, que ofereçam principalmente preço e qualidade. Os empresários devem se adequar à nova situação mundial: reduzir custos e uma margem de lucro compatível com a realidade. Devemos agradecer e prestigiar aqueles que nos oferecem uma opção melhor.
- RAUL MÁRCIO SAMBATI, Rolândia
Acidente
Sugiro ao secretário de Saúde de Londrina, médico Agajan Der Berdrossian, consultar um advogado antes de encaminhar pareceres, que compete ao Direito. Absurdo o secretário entender, no caso do atropelamento do jovem Antonio Carlos Morástico, que na hipótese da Justiça comprovar a culpa do motorista, seja exclusivamente ele quem deva responder pelo delito. É que dia 22 foi publicado na Folha o drama enfrentado pelo pobre rapaz e sua família devido ao tal acidente. Testemunhei in loco, dia 19, o sofrimento do jovem, de cortar o coração.
Será que o secretário-médico pensa que o município nada tem a ver com isso? E se o operador de uma motoniveladora destruir uma Ferrari de US$ 300 mil, a quem o prejudicado deve recorrer? Quantos anos de salário seriam necessários para o suposto manobreiro pagar? A exemplo dos Estados Unidos, nosso país tem que aprender a indenizar as pessoas lesadas, principalmente se elas forem desamparadas como a família de Antonio Carlos Morástico. Esse ACM não pode gritar como aquele no Senado.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Desocupações (1)
Os simpatizantes dos que se dizem sem-terra utilizam dois pesos e duas medidas para defender as ações do MST. Condenam a Polícia por promover desocupações de madrugada e esquecem que os sem-terra também invadem as propriedades na calada da noite, sorrateiramente, como fazem os bandidos ao assaltar residências. E também usam armas, armas brancas tão letais quanto as armas de fogo. Mas a principal arma usada pelo Movimento é a opinião pública. E para sensibilizá-la, utilizam-se espertamente de crianças e velhos. E curioso é que os defensores do MST sequer passam perto das propriedades invadidas para conferir a dizimação promovida pelos invasores. Estranhamente, não se interessam em conhecer o outro lado. Não querem ver as plantações destruídas, casas saqueadas, maquinário roubado ou depredado.
Recentemente, o senhor Horácio Pagano convidou os deputados paranaenses a visitar sua propriedade, invadida pelo MST. Só os deputados petistas não compareceram. Desafio a imprensa, a Pastoral da Terra e todos os que ainda insistirem em tratar os sem-terra como mocinhos e fazendeiros como bandidos, a se interessar pela verdade. Percorram as propriedades invadidas e verifiquem a situação em que elas se encontram. Não são apenas os desempregados urbanos a ser usados como massa de manobra pelo Movimento. Mas todos os que compram a versão do MST, sem coragem ou falta de interesse em conhecer a verdade.
- WALTER MARINHO FALCÃO, diretor-financeiro da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Desocupações (2)
É impressionante como vamos encontrando vestígios da verdade sobre os horrores cometidos pelo governo e a Polícia do Paraná (Vídeo mostra violência nas desocupações, notícia do dia 23). Ninguém merece este tipo de tratamento, nem mesmo o pior dos assassinos, que dirá famílias pobres que só desejam um pedaço de terra para viver e trabalhar. Quando será que os direitos humanos e a reforma agrária vão acontecer no Paraná? Desejo muito que a imprensa insista na investigação e na denúncia dos fatos, pois cidadania precisa combinar com direito a informação verdadeira.
- SARA EDUARDA DE CASTRO, Curitiba
Desocupações (3)
Lamento profundamente a ação desencadeada pela PM do Paraná, as declarações do secretário de Justiça do Estado e consequentemente a postura do governador Jaime Lerner, neste triste episódio das desocupações de terra. Fico absolutamente insegura vivendo em um Estado onde os direitos humanos básicos são escandalosamente desrespeitados por aqueles que deveriam ser os seus principais defensores e guardiães. Que tristeza!
- DARLI DE FÁTIMA SAMPAIO, Curitiba
Policiamento
Realmente é lamentável o descaso da PM frente aos acontecimentos. Depois a PM quer recuperar a credibilidade frente aos cidadãos? Como? Dormindo em sua viatura na Praça Tiradentes (Curitiba) como estavam na segunda-feira por volta das 7 horas? Podiam estar acontecendo assaltos na mesma praça, onde há muitos pontos de ônibus, facilitando a ação de assaltantes. O que pensar diante das atitudes de nossos policiais? Outro detalhe que notei: no ano passado foram implantados vários pontos na cidade, com interfone, onde sempre havia policiais de plantão, em pontos críticos da cidade. Mas ultimamente os pontos mostram-se vazios. Onde estão nossos policiais?
- CRISTIANE BUENO, Curitiba
Festival de Música
Estive no concerto de lançamento do CD do 18º Festival de Música de Londrina. Um concerto aparentemente igual aos outros. Na primeira parte: Mozart. Alguns problemas irrelevantes. Tenho me utilizado deste espaço na Folha para fazer comentários sobre a Sinfônica da UEL. O Concerto para Violoncelo e Orquestra, em Si menor, opus 104, de Antonin Dvorak, esteve excelente. A orquestra brilhou numa interpretação histórica e antológica. O maestro Norton está de parabéns pelo resultado tão excelente obtido nesta interpretação. Os músicos fizeram bonito mesmo. Mas há o mérito do solista, o professor Antonio del Claro, que demonstrou técnica e sensibilidade em níveis transcendentes nesta ocasião. Extrapolou. Sinto muito por aqueles que perderam esta oportunidade estática de beleza e arte. O 19º Festival de Música de Londrina promete. Estaremos conferindo.
- ABRAHAM SHAPIRO, Londrina
Sonegação
É um absurdo o que se sonega neste País. É preciso pôr fim nesta situação. Cadeia para esses criminosos. Mas é preciso também que os corruptos dos governos também sejam punidos. Estou cansado de ver CPIs terminando em pizza. Vamos passar o Brasil a limpo. O povo precisa agir, botando para fora dos poderes os salafrários.
- OSMAR JOSÉ URIO, Francisco Beltrão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





