O leitor escreve
O LEITOR ESCREVEEm quem confiar?
Com certeza o povo brasileiro questiona os tristes episódios apresentados pela imprensa e que têm demonstrado o desrespeito para com o ser humano, como por exemplo, a corrupção causada por extorsão de dinheiro dentro dos próprios hospitais. Tudo isso é o reflexo da falta de profissionalismo de médicos o do descaso na ausência de uma política séria voltada para a saúde do cidadão, independentemente de sua condição financeira, tendo em vista que
absurdos como estes têm levado muita gente à morte. Será que podemos pensar em democracia quando pessoas inocentes morrem por falta de cuidado? Claro que não! O mínimo que podemos esperar para que possamos fazer do Brasil uma sociedade democrática, com justiça e fraternidade, é respeitar o direito à cidadania, haja vista que democracia se constrói com respeito aos direitos do cidadão e com participação política. Porque ser cidadão não é só exercer o direito ao voto, mas participar politicamente de tudo o que acontece na sociedade.
Toda a nação brasileira está perplexa diante da tragédia ocorrida em Diadema, causada por uma blitz da polícia e que, graças à imprensa, pudemos tomar conhecimento do tipo de polícia que nós temos. Desestruturada, despreparada, sem postura e sem o mínimo de respeito para com o cidadão.
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JOÃO VITORINO DA COSTA, Londrina
A lei da morte
A lei da morte é implacável e universal. Mesmo que o homem lance mão de todas suas forças, toda ciência e tecnologia não poderá vetá-la ou destruí-la. É de fato uma lei abusiva, chega surpreendentemente, com fúria arrasadora. Quando o ser humano, nas suas limitações, chegar ao fim já sem forças, quando seu vil metal perder o poder de barganha, o homem será humilhado e na impotência, curvar-se-á diante de seu último inimigo, a morte.
Conheci um homem forte, sábio e conselheiro. Amigos de todos, admirado por muitos, dedicava à família um profundo e incomensurável amor. Um dia, subitamente, morreu. Passadas as lamentações e as praxes de um grande funeral, o poder público ergueu, naquela praça, uma estátua em sua memória. Ali todos podiam vê-lo e reverenciá-lo. Os mais exaltados faziam-lhe perguntas, direcionavam-lhe pedidos, mas nunca tiveram resposta. Muitos admiradores que acreditavam na consciência dos mortos dirigiam-lhe preces e longas orações. Dispunham-se distantes caminhadas na esperança de ouvir, o que seria impossível, os sábios conselhos do morto. Interrogavam-no mas seus lábios inertes não se moviam e o concreto gelado de estátua permanecia imóvel.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, professor aposentado, Londrina
Correção de fluxo
Parabenizo a Secretaria de Estado de Educação do Paraná pela aplicação do Projeto de Correção de Fluxo, cujo objetivo é colocar em dia a vida escolar dos alunos e garantir a cidadania deles, evitando a evasão. Os alunos de 1º grau que estiverem fora da série adequada à sua idade terão oportunidade de superar essa distorção. Segundo a Secretaria de Educação não haverá perda de conteúdo e o número de horas-aula será o mesmo das turmas normais. O conteúdo será oferecido de forma a estimular o aluno, recuperando o interesse pelo conhecimento e organizando a aprendizagem. Os professores serão capacitados e o material a ser trabalhado foi projetado para promover a auto-estima e a valorização do sucesso. Lógico que tudo que é novo gera polêmica. Polêmica à parte, se não aplicar, como saber se vai dar certo? Particularmente acredito que o resultado será positivo.
- ODETE BOTER GUIMBARSKI, Londrina
Cumprimento
Leitora da Folha de Londrina, cumprimento essa empresa pelas agradáveis novidades que ocorrem neste jornal. A página assinada pelo cartunista Jota (imperdível aos domingos) nos traz informações sobre os grandes artistas e humor de primeira qualidade, expressado nas frases e em seus cartuns. Apologias, abrangendo valores locais e, numa linguagem mais informal, conta um pouco da história dos que vivem em Londrina. Temos a coluna assinada pelo jornalista Capucho, com dicas culturais e crônicas, que ficou excelente. Parabéns à Folha. Inovar e ousar é importante para os profissionais da área, que se sentem estimulados com novas possibilidades, e para os leitores, brindados com matérias de qualidade.
- ÉLIDA PEREIRA DA MOTA CARDOSO, Londrina





