Advocacia
Conheci a Folha de Londrina em meados da década de 50, quando ingressei no Ministério Público do Paraná. Suponho ter sido o saudoso amigo desembargador Eros Gradowski, à época promotor de Londrina, quem me contou ser do sr. João Milanez, o já então vitorioso jornal impresso na rotativa adquirida da antiga ‘‘Diretrizes’’, do Rio. E acredito ter reconhecido de fato a ensurdecedora maquinaria na qual eu, uns dez anos antes, imprimira (em duas cores) um quase sempre semanário intitulado ‘‘Atitudes’’, voltado para o ensino e o movimento estudantil. Daquela atividade conservei, com número provavelmente não muito inferior ao seu, minha inscrição na ABI como ‘‘militante’’, recentemente remido.
Não preciso, portanto, adjetivar minha admiração ao constatar o excelente padrão atual da Folha de Londrina/edição estadual (Folha do Paraná), que amplia o seu empreendimento mater no jornalismo escrito, a prenunciar programas mais amplos. Os quase três lustros em que exerci a Promotoria Pública nos Nortes Pioneiro e Novo do Paraná (minha última comarca foi Rolândia) enriqueceram de tal forma minha experiência forense de 48 anos que não resisti às sugestões de cristalizá-la em um livro, como pretensões de revelar aspectos da intimidade da Justiça, a pretexto de orientar os advogados neófitos.
Se lhe ocorrer vagar para a leitura do exemplar de ‘‘A Advocacia, cá entre nós’’, remetido anexo, confio em que o ilustre londrinense (Milanez) de adoção reconhecerá em algumas observações, estórias e confidências relatadas aquela cor e aquele cheiro de terra roxa encaroçada em que mergulhavam os pés, antes do asfalto, os que contribuiram para a grandeza do Paraná - alguns de forma grandiosa e definitiva como o amigo. Observo que o Eros Gradowski partícipe e testemunha daquela saga, figura no livro com alguns ensinamentos.
- OCTAVIO BLATTER PINHO, Rio de Janeiro
Foz do Iguaçu
Preferencialmente no horário nobre de televisão aparece na telinha uma linda jovem, falando das 300 e tantas obras do governo de Foz do Iguaçu e afirma: só não vê quem não quer. Se você partir do princípio que esse governo tem aproximadamente 500 dias úteis de existência e dividir 500 dias por 300 obras, conclui-se que a cada 1,7 dia inaugura-se uma obra em Foz. Portanto, a cidade virou um canteiro de obras; só não vê quem não quer.
A propaganda enganosa acaba junto com o governo enganador de Foz do Iguaçu, com rejeição de 84% da população. Não acredito em pesquisa, pois acredito que a rejeição é muito maior que 84%; vai à beira de 100%. Um governo desmoralizado, denunciado por superfaturamento, passagens aéreas para família e ‘‘amigos’’, denunciado por apropriação indébita, dinheiro descontado em folha de pagamento do servidor, e não repassado a Asserpi, para honrar seus compromissos junto aos conveniados e ao comércio em geral. Atrasaram o pagamento, sem o mínimo de respeito aos servidores municipais. O ambulatório médico da entidade tem R$ 1,4 milhão sem receber. Enquanto isso, a saúde do servidor está abandonada ou entregue à própria sorte. Só não vê quem não quer.
- ALMERINDO PEIXOTO, Foz do Iguaçu
Aterro sanitário
Aterro sanitário é solução imediatista em Rolândia. Pode até o aterro sanitário, por curto espaço de tempo, transmitir a ilusão de solução do problema do lixo. Mas os projetos e a estatística nacional mostram claramente que a manutenção e a operação adequada de um aterro sanitário exige dinheiro - não só de vez em quando, mas constantemente, sem interrupção. Uma administração municipal pode ter toda boa vontade em administrar o aterro de acordo com as normas prescritas, mas, se a verba necessária vier a faltar, por pouco tempo que seja, o aterro sanitário se transforma, automaticamente, em lixão com todos os efeitos negativos para a sociedade e o meio ambiente. As dificuldades de verba em municípios do porte de Rolândia conhecemos.
Aterro sanitário não resolve o problema do lixo num município do porte de Rolândia. Na melhor das hipóteses, esconde o problema por curtíssimo espaço de tempo. O problema forçosamente vai ressurgir e será pior que antes. Mais um lixão no município, mais áreas impactadas, custos de transporte inviáveis e por aí vai. Teremos problemas de administração de lixo mais complexos do que os que temos hoje, que comprovadamente ultrapassam a capacidade de administrações de municípios do porte des Rolândia. Tendo carinho por Rolândia, pensando no seu bem e querendo uma vida digna no município, concluímos que lugar nenhum no município é apropriado para um aterro sanitário. Soluções melhores existem. Rolândia merece solução com futuro.
- RUTH BARBARA STEIDLE, Rolândia
Agroindústria
Finalmente os mais variados setores da nossa sociedade estão enxergando que está no agronegócio a vocação econômica natural, não apenas mas do Brasil como um todo. Bastante oportuno o artigo do jornalista e integrante da ADVB-SP, J. Natale Neto, publicado ontem por este jornal. Os governos estaduais e federal desprezam a cadeia produtiva gerada a partir do agronegócio e apostam numa política míope de industrialização que privilegia setores em que jamais conseguiremos ser competitivos. Enquanto isto, os governos de outros países, cientes do que representam as atividades agroindustriais para suas balanças comerciais, tratam o setor de forma diferenciada e com os incentivos necessários. Temos todas as condições favoráveis e a maior delas: uma grande oferta de terras agriculturáveis. Só não temos uma política agrícola, investimentos e incentivos governamentais nesta área, que nos permitam ocupar nosso verdadeiro papel no cenário mundial: o de grande potência agroindustrial. Quando isto acontecer, o Brasil conseguirá gerar os empregos que precisa, elevar as exportações e tornar-se uma nação forte economicamente.
- FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Agradecimento
A diretoria do CEAL (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina), em nome de seus associados, agradece à Folha o apoio e divulgação na realização da 1ª Jornada de Tecnologia Aplicada à Construção, realizada nos dias 15 e 16 de abril. Desta forma, esperamos poder continuar contanto com este jornal em eventos futuros, engrandecendo cada dia mais os profissionais de engenharia e arquitetura.
- CLÓVIS INÁCIO BOHER FILHO, presidente, Londrina
Correção Na notícia ‘‘Programa fornece custos do trajeto’’, publicada na página 6 da última edição do caderno Folha Carro & Cia, o telefone correto para informações é (041) 322-7080.
- A Seleção Brasileira joga com a da Letônia no sábado, em Curitiba, e não nesta quinta-feira, como dá a entender texto publicado à 1ª página de ontem na Folha de Londrina.
- O nome correto do novo filme da série ‘‘Guerra nas Estrelas’’, de George Lucas, é ‘‘Star Wars - Episódio I - A Ameaça Fantasma’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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