O leitor escreve
Sonegação
A respeito do editorial publicado neste jornal, dia 19, tenho a dizer o seguinte: a fiscalização deflagrada no dia 17, em todo o Paraná, foi resultado de investigações realizadas durante os últimos seis meses pelos fiscais da Receita do Estado e pelo Ministério Público. A Secretaria da Fazenda só autorizou a Receita do Estado a desencadear a operação quando os indícios da existência de um esquema informatizado de sonegação de ICMS tornaram-se por demais evidentes. O monitoramento das ligações telefônicas dos empresários envolvidos, procedimento que corroborou as informações levantadas por nossos fiscais, foi realizado mediante autorização judicial. Toda a atividade dos fiscais nos estabelecimentos comerciais visitados foi acompanhada pelo promotor de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, que nos deu todo o respaldo legal para a operação. A Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná, por intermédio da Receita do Estado e o Ministério Público, vai continuar a investigar a evasão de recursos do Erário, tão caros à realização de obras sociais, e a fiscalizar os contribuintes, atuando, assim, em conformidade com os preceitos constitucionais.
- GIOVANI GIONÉDIS, secretário de Estado da Fazenda do Paraná
Saúde em Londrina
A imprensa do Norte do Paraná voltou a expor a grave e indevida desorganização do sistema de saúde de Londrina, com cenas dramáticas pinçadas nos pronto-socorros dos hospitais terciários. A grande procura destes hospitais é o aviso de disfunção nas unidades básicas de saúde que carecem de resolutividade para os casos de sua competência. O cidadão, com sua natural perspicácia compreende a fragilidade do serviço prestado no posto de saúde, nas unidades 16-24 horas e nos hospitais secundários. Para suas emergências, procura de imediato o serviço com especialidades.
A recente restrição dos atendimentos em hospitais terciários mostrou a fragilidade do sistema pelo caos que se instalou nos hospitais secundários de Londrina (zonas Norte e Sul) nas primeiras semanas de junho. O cidadão percebe e evita a busca do atendimento em unidade que não resolve seu problema. A questão não é fundamentalmente de educação, como podem supor alguns, mas sim de falta de resolutividade e de bom atendimento à população nas pontas que devem ser a entrada do sistema de saúde organizado.
Não estaríamos exagerando se afirmássemos que mais da metade dos atendimentos hoje realizados nos grandes hospitais não precisaria ter este nível de atendimento por não requerer toda a tecnologia neles concentrada. Estes casos poderiam ter boa solução também em unidades menores.
A confiança é consequência do serviço prestado. A recente inauguração do Pronto Atendimento Infantil, que não está preparado para a realização de atendimentos complexos, provocou, de forma importante, a redução da pressão de demanda em atendimentos pediátricos nos pronto-socorros dos grandes hospitais. Enquanto houver pediatras e suas equipes de plantão prestando um bom atendimento, o alívio da demanda nos serviços mais complexos continuará a existir. O mesmo poderia acontecer se, nos postos de saúde, nas unidades 16-24 horas e nos hospitais secundários, tivéssemos um nível de resolutividade que conquistasse a confiança e a sabedoria de nossa população.
- AYLTON PAULUS, economista, Londrina
Semáforos
Para estabelecer modificações inovadoras no trânsito e produzir melhorias satisfatórias com equidade em um país economicamente debilitado, as idéias de vanguarda geralmente oriundas de fora chegam até nós como soluções definidas e incontestáveis. Esquecem, no entanto, que essas idéias precisam sempre de modificações no intuito de obter os ajustes necessários à nossa realidade. Idéias como a implantação de semáforos para pedestres é um exemplo desses projetos, em que se faz necessário amplo estudo sobre suas reais possibilidades de assegurar bem-sucedidas adequações em um trânsito violento como o nosso, garantindo ao pedestre uma travessia com o máximo de segurança.
Esses semáforos são equipamentos totalmmente controlados pelo transeunte que, ao necessitar atravessar a rua ou avenida, aperta um botão que automaticamente fecha o sinal, obrigando os veículos a parar, assegurando sua travessia. Nos países desenvolvidos, onde esses semáforos são largamente utilizados, a fim de cessar atropelamentos em lugares perigosos e sem possibilidade de construção de passarelas, o Estado obtém um retorno social significativo, uma vez que realmente evita acidentes, pois é um reflexo de sociedades educadas, bem estruturadas, bem-sucedidas e disciplinadas no trânsito.
No Brasil, os semáforos para pedestre podem não conter os atropelamentos e ainda criar uma fábrica de acidentes, levando em conta todos os atributos negativos do motorista brasileiro, a impunidade e a própria sociedade, entre outros fatores. Por outro lado, esses equipamentos podem ser extremamente eficazes, contendo realmente os atropelamentos, se forem observados alguns ajustes técnicos e modificações que os adaptarão à nossa realidade. Contudo, o que não pode acontecer é deixar que pessoas continuem perdendo a vida, vítimas de atropelamentos em lugares perigosos, por falta de equipamento indubitavelmente adequado às peculiaridades e características de um trânsito violento como o nosso.
- ALEXANDRE SERRANO LUPPI, Londrina
Solidariedade
O Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional (GPDR), através do seu presidente cumprimenta o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, Cláudio Slaviero, pelo excelente artigo publicado na Folha dia 15 (A verdadeira face dos conflitos no Paraná). Esta atitude louvável expressa à opinião pública a real situação daqueles que desenvolvem a atividade agrária, vivendo momentos de terror, sofrendo invasões com foices, machados, facas e armas de fogo e fazendo ameaças de morte à juíza de Direito Elizabeth Khater, que com muita coragem e conduta incontestável e inquestionável, tem reconhecido o direito de propriedade, expedindo os mandados de reintegração de posse para seus legítimos proprietários.
Aliado ao grande trabalho exercido pela juíza, vem o 8º Comando da Polícia Militar do Paraná, comandado pelo tenente-coronel Alberto Augusto da Silva e pelo subcomandante, major José Rigoni Filho, que demonstraram competência e profissionalismo nas reintegrações, agindo sem que houvesse uma só ocorrência de maior gravidade, mesmo tendo ciência do perigo iminente, uma vez que o MST se apresentava fortemente armado.
O GPDR deseja que este importante trabalho (realizado pelo governo do Estado, Judiciário e Polícia Militar que, neste momento, dignifica ainda mais o povo paranaense) tenha continuidade, independentemente de qualquer tipo de pressão que possa haver diante do Palácio Iguaçu, para não retrocedermos no processo de fazer justiça, preservando os princípios básicos da Constituição brasileira.
- OCTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO, presidente do Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional
Correção
- No título da reportagem Bayer tem 90 dias para destruir galpão, publicada na Folha Cidades de ontem, há uma incorreção. O prazo é de 120 dias, como informa o texto.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





