Amor por Londrina
Nosso querido Londrina Esporte Clube está sempre na UTI: entra ano, sai ano e a situação continua a mesma. Assume um presidente ou um grupo de abnegados, que comprometem a família, o seu trabalho e ainda colocam dinheiro, além de muitos que ainda estão pagando do bolso dívida de anos passados. Ainda assim são criticados. Todos que estiveram no comando do LEC são heróis. Londrina tem 60 anos e já éramos para ter tradição e amor pelas nossas coisas. Mas aqui é diferente. Em se tratando de futebol existem mais corintianos, são-paulinos, palmeirenses e santistas. E cadê os londrinenses? Isso é uma vergonha e um desamor à cidade.
Esses que preferem torcer para outros times eu os considero traidores da cidade. Posso falar e dar esse testemunho. Quando vim de São Paulo para Londrina, em 1973, torcia para o Santos. Porém, em 1974 não só torcia para o Londrina como já ocupava cargo na diretoria do clube. Desde então, poucas vezes não me engajei ou fiquei fora da diretoria do LEC. Nela fui campeão estadual e brasileiro da Taça de Prata. Sexta-feira recebi ligação da Provopar, pedindo doação de R$ 5 para a Campanha Doe um Cobertor, que será descontado de conta telefônica. Aliás, uma idéia digna de amor ao próximo. Foi então que pensei: por que não poderia receber outro telefonema pedindo para descontar R$ 1 por mês, durante um ano, que daria uma quantia pequena de apenas R$ 12 ao ano. Como temos aproximadamente 160 mil telefones (fixos e celulares), mais a expansão da Sercomtel, teríamos 200 mil telefones instalados, que renderiam R$ 200 mil para termos um time decente no LEC, que chegasse à Primeira Divisão e poderia até ser campeão paranaense.
Todos seriam beneficiados, pois esse negócio de andar por aí com pires na mão pedindo ao Poder Público, sonhando com verbas internacionais ou querendo fazer do LEC uma sociedade anônima é só fantasia e sonho. Pois ninguém, em sã consciência, faria uma S/A com um time que deve, para não dizer falido.
- MARCO A. RAMONDINI, Londrina
Desarmamento (1)
Fico preocupado quando vejo a sociedade engajada, de forma radical, na campanha desarmamentista levada pela mídia a não se reagir frente a qualquer ato de violência e sim entregar-se à ação dos marginais. As estatísticas que nos mostram sobre tentativas de reação são mentirosas, pois não levam em conta os inúmeros casos em que a ação é evitada. Não se faz boletim de ocorrência de um assalto ou estupro que não houve, e sim daqueles que tiveram vítimas. Se o meio é violento, devemos preparar-nos para tal, também com armas. A Polícia não é a única responsável pela nossa segurança. É nosso dever, como chefe de família, proteger os nossos. Essas campanhas são infantis ao pregar que a restrição às armas irá diminuir a violência. Marginais não entregarão suas armas e irão agradecer se entregarmos as nossas. Estaremos facilitando seu trabalho.
- NARCISO GARCIA NETO, Londrina
Desarmamento (2)
Mais uma matéria banal a ser votada. Ora, quando o governo legalizou as armas que eram clandestinas, formou-se em certas ocasiões até filas, e não pudemos constatar nenhum marginal nelas. Esta medida visa mais uma vez beneficiar o infrator, pois se o cidadão tem arma registrada, porte etc., obrigatoriamente, terá que devolver tal arma, diante de seu cadastramento. Quem vive às margens da lei, ou seja, possui arma clandestina, não terá esta obrigatoriedade, ficando depois da aprovação desta lei, na mesma situação anterior, na clandestinidade. Vale ressaltar que os grandes criminosos, traficantes etc., não possuem armas legalizadas ou porte. Com o advento desta lei, fatalmente não devolverão suas metralhadoras e fuzis automáticos. Mas concordo com a fiscalização sobre a venda de armas.
- DIVONSIR MARTOS, Ivaiporã
Desarmamento (3)
Sobre a notícia ‘‘Requião acha que projeto (de desarmamento) é uma besteira’’ publicada no último domingo: o nobre senador do Paraná deveria informar-se um pouco mais sobre o problema do armamento de pessoas ‘‘de bem’’. Posso sugerir o livro ‘‘Rota 66’’ do repórter Caco Barcellos, onde o senador poderá encontrar estatísticas interessantes. Como a de que 47% dos crimes de morte ocorridos no País são praticados por ‘‘pessoas de bem’’, ou seja, que nunca tiveram envolvimento com a Polícia e, consequentemente, podem comprar uma arma com porte legalizado.
- RODOLFO BÜHRER, Ponta Grossa
História da Acil
Fundada em 5 de junho de 1937, a Acil chegou aos 62 anos com a força e representatividade de uma grande associação. Nasceu e se fortaleceu como um dos pilares mais sólidos do poder local de influência nas questões que beneficiam os associados e a comunidade. Em seu desenvolvimento prevaleceu a visão futurista dos fundadores: progredir com Londrina. A imagem da Acil concretizou-se com a realização de um trabalho sério e com a postura e apoio dos parceiros associados. Com certeza, a presença do sr. João Milanez (da Folha de Londrina) foi expressiva no evento comemorativo que marcou os 62 anos em que a Acil cria oportunidades e faz a história de Londrina.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina
Artesanato
Bastante oportuna a reportagem ‘‘Artesanato especial’’, publicada na última Folha da Sexta, pois o trabalho desenvolvido na entidade referida, em Ibiporã, é realmente muito bem-feito. Como ibiporãense, sinto-me orgulhosa em ter uma entidade como esta em minha cidade, apesar de muitos ainda não reconhecerem sua importância. Os alunos, conduzidos por suas pacientes professoras, são verdadeiros artistas. Tenho certeza de que poucos (eficientes) conseguiriam fazer com tanta perfeição este tipo de artesanato. Certa vez, assistindo a uma apresentação de balé daquelas crianças, emocionei-me com a alegria deles ao executar gestos que para nós seriam banais. Estão de parabéns aquelas professoras maravilhosas e seus alunos fantásticos.
- MARILZA RIBEIRO LONGHI, bancária, Ibiporã
Absurdo
Absurdo. A Vigilância Sanitária deveria apresentar soluções para tratamento dos animais e não apenas sacrificá-los (‘‘Donos de cães se recusam a sacrificar os animais’’, notícia do dia 18). Onde ficam os direitos dos proprietários? Enfim, por que não se matam aidéticos, leprosos, famintos, políticos, governantes? Todos possuem mal prejudicial ao Brasil. Não se pode sacrificar animais. Não se pode usar animais em experiência e teste. A própria Constituição prevê. Se acontecer isso, verão o escândalo e o barulho que vou armar na ‘‘província’’ de Araçatuba. Verificarei a competência e alçada do pessoal de sanitaristas da cidade. Checarei diplomas e habilitações e quem trabalha e rege esse tipo de órgão.
- OTAVIO BENATO, Piracicaba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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