O LEITOR ESCREVE
Escândalo
Como não sou economista, matemático nem analista político, gostaria que alguém da área me explicasse, pois não consigo entender de onde o Governo federal, através do Ministério das Comunicações, tirou o índice para elevar os valores da assinatura do telefone em 2.170% nos últimos 17 meses, passando-a de 0,61 para R$ 13,85. Qual foi o cálculo utilizado pelo governo, uma vez que a inflação anunciada gira entre 2 e 3% ao ano, a poupança rende 1,1% ao mês? Será que é porque consideravam o valor muito baixo? Mas o salário mínimo também não é alto. Será que nossos políticos esquecem que nem todos ganham tão bem quanto eles? O salário dos deputados está sendo elevado para R$ 21,6 mi. Será que eles não sentem vergonha? Isso não gera inflação? Estão querendo mudar a regra para aposentadoria dos trabalhadores.
Quem já contribuiu por mais de 30 anos e está para se aposentar poderá ter que pagar mais alguns anos, pois mudam as regras do jogo ao seu bel prazer. O povo que se vire. E se o contribuinte resolver que não quer pagar mais e solicitar seu dinheiro de volta, devidamente corrigido? Afinal, se eles podem mudar a regra de acordo com o que lhes convém, o contribuinte deve ter seus direitos. Ou os pesos e as medidas são diferentes?
Acorda povo. Chega de brincadeira. É escândalo da pasta cor-de-rosa, anões da Previdência, roubo contra o INSS, precatórios. Até quando vamos aceitar tudo passivamente? Hoje o telefone subiu 2.170%. Aceitamos. Qual será o próximo aumento? Uma vergonha. Façamos algo por esse povo sofrido, que mora no País campeão mundial de impostos e é explorado. Vamos dar um basta?
- WILSON DUARTE, Londrina
Recuo pornográfico
O ministro Sérgio Motta, única voz de coragem no governo, classificou como pornográfico o teto de R$ 10.800,00 para o salário funcional tendo em vista o salário mínimo vigente. Para a aprovação da reforma administrativa o Executivo cedeu e dobrou o teto, contemplando detentores de mandato parlamentar e ministros de Estado, enfim a classe política de forma exclusiva. Nascesse essa aberração de uma real intensidade de convicção e já teria sido suficientemente má. Mas pior do que isso, faz-se acompanhar de um indisfarçado desprezo pela inteligência e dignidade mental do cidadão comum. Constata-se de forma clara que tal exceção não é decretada com base na necessidade ou na justiça, não passando de um vexame arbitrário em vantagem própria. O legislador e, dentre todos, aquele que deve mais obediência à lei. Ele dentre todos os homens e mais do que todos eles, deve agir como se a lei o obrigasse. Mas o que se comprovou é a prática corrente de considerar como sua a coisa pública que meramente lhes foi concedida para administrar a fiscalizar. A taxa de meretrício político que pagou o governo para aprovação da reforma, embora numericamente pequena, e moralmente alta demais. Caiu a máscara de Brasília e o rosto revelado e o da cobiça é o do oportunismo. Não é de se estranhar que cada vez mais o povo perca a fé na sinceridade de seus respectivos representantes.
- WALID KAUSS, Londrina
Turismo
Participei em São Paulo, há cerca de dois anos, do seminário ‘‘Turismo é bom negócio’’, de onde tirei lições valiosas. Dentre elas destaco que, para desenvolver turismo regional, onde ele não seja bem desenvolvido ou não haja vocação natural, é preciso não só criatividade mas profissionalismo. Percebi, pelos programas apresentados por vários municípios, que antes de se requerer recursos para financiar projetos turísticos é necessário agregar forças das comunidades envolvidas, associações de classe, com a vontade de realmente fazer, e sobretudo inventar turismo! Em Londrina tivemos recentemente um forum sobre turismo, organizado pela Codel, e é preciso louvar essa iniciativa, pois o caminho é por aí. Aglutinar forças para se atingir um objetivo comum.
- JOÃO JÚLIO MEDEIROS, Londrina

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