O leitor escreve
MST
O artigo intitulado A verdadeira face dos conflitos no Paraná, escrito por Cláudio Slaviero, e publicado na Folha de Londrina/Folha do Paraná no dia 15, analisou com rara felicidade e magistral firmeza e lucidez o que está ocorrendo neste Estado com relação aos conflitos provocados pelo MST. Sobre o comentário de Vicente de Paula, o Vicentinho, o qual prometeu denunciar os organismos internacionais as ações do governo Jaime Lerner, relativas ao cumprimento de reintegrações de posse de terras invadidas, tem toda razão o autor quando recomenda ao líder sindical que se queixe onde quiser, uma vez que o governador, através do secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, agiu de conformidade com a lei na defesa dos direitos daqueles que realmente produzem.
Portanto, nada mais foi feito do que a necessária justiça, e por isso o governador merece apoio e respeito e não recriminações descabidas. Slaviero também toca em pontos importantes para o melhor esclarecimento da opinião pública, quando denuncia a violência com que age o Movimento dos Sem-Terra, e que neste momento tenta se colocar na posição de vítima através das denúncias não comprovadas de tortura policial.
De fato, este é um conhecido estratagema, no qual mentiras e calúnias são utilizadas com claro intuito de constranger autoridades e sensibilizar os mais incautos. As distorções tão gritantes, que fazem lembrar os métodos stalinistas de refazer a história com inverdades, e até nisto aparece a verdadeira face do MST, que é ideológica e não social como gostam de divulgar seus mentores.
Importantíssima também a referência de Cláudio Slaviero feita à indústria das reclamatórias trabalhistas. De fato, a atual legislação trabalhista, que aparentemente visa proteger os direitos do trabalhador do campo, se volta contra ele, pois mediante os exageros nela contidos, sufoca o empregador rural e o impossibilita de gerar empregos. E quando este consegue empregar, corre o risco de ser penalizado por uma Justiça Trabalhista que costuma dar ganho de causa apenas ao trabalhador, por mais absurdas que sejam suas reclamações. Também concordo com as sugestões apresentadas por Slaviero e aproveito para, em nome da diretoria da Sociedade Rural do Paraná, parabenizá-lo pelo artigo.
- FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Segurança
É com grande pesar que escrevo para este excelente jornal pela primeira vez, com o intuito de expressar minha grande indignação ante a falta de segurança existente em Londrina. O 12 de junho, para muitos, é motivo de alegria, pois é o Dia dos Namorados. Não foi diferente para mim, até às 22h30, quando, com meu namorado e um casal de amigos, fomos a um novo barzinho localizado no cruzamento da Rua Paranaguá e Avenida Juscelino Kubitschek. O ambiente é realmente muito bom. Entretanto, cansada de ficar em pé, disse ao meu namorado que gostaria de ir embora, e fui prontamente atendida.
Quando chegamos ao carro, parado na Rua Paranaguá, perto daquela pracinha na frente do Colégio Canadá, vi que o carro fora arrombado, e que haviam levado meu toca-CDs, alto-falantes traseiros e alguns CDs que estavam no porta-luvas. Havia sido roubada, pela segunda vez em um ano e meio. Surgiu, em mim, um sentimento de revolta, frustração, impotência, tudo ao mesmo tempo. Este é um país em que se trabalha tanto por pouca coisa; paga-se tanto imposto, e não há sequer segurança.
- PATRICIA DONOMAE, estudante, Londrina
Preservação
A respeito da notícia Preservar floresta é preocupação mundial, publicada dia 16: este parece realmente ser o país do contra-senso. Ao mesmo tempo que entidades não-governamentais de todo o mundo estão se mobilizando em defesa do Parque Nacional do Iguaçu - única área natural do Brasil classificada como Patrimônio da Humanidade - a ameaça da reabertura da Estrada do Colono está fragmentando o parque e provocando danos progressivos e irreversíveis no seu interior. O governo discute a necessidade de se recuperar áreas degradadas. Ora, recuperar é necessário. Mas não é muito melhor, antes de tudo, não permitir que se destrua?
- HERBERT SCHIFER, Curitiba
Senado
Parabéns ao juiz Antônio Marques Cavalcante Filho. Seu artigo E por que não extinguir o Senado?, publicado dia 18, foi, sem dúvida, a expressão absoluta e irrevogável, da vontade de quase todo o povo brasileiro. Povo este sofrido, angustiado, oprimido por tantos desencontros por parte daqueles que obtiveram o aval deste mesmo povo, a fim de, através da competência, sabedoria (esta divina), bem como um compromisso com o amor a Deus e ao próximo, ter um viver digno.
Graças a Deus, nossa Nação é muito rica, pois se assim não fosse, este povo já teria desaparecido. Senhor juiz, precisamos de líderes compromissados com o bem-estar do povo! Precisamos, também, do TST, bem como dos magistrados, que promovem a Justiça embasados na imutável e completa Justiça de Deus.
- CARLOS CESAR DE FARIA, representante comercial, Maringá
Pedágio
É claro que as rodovias tiveram uma melhoria significativa, com sinalizações e melhoria no asfalto. Mas era para estar cobrando já os pedágios? Outra coisa: por que cobrar pedágios ida e volta? Em São Paulo, a cobrança, de R$ 4,40, é feita apenas no sentido capital-interior. Por que no Paraná tem de ser diferente? Por que tem de ser mais caro que em Estados como São Paulo? O fato é que já pagamos o IPVA, que já é um dinheiro que seria utilizado para a manutenção das rodovias federais. Agora mais este? E caro desse jeito? Não sou contra o pedágio, apenas acho que enquanto as pistas não são duplicadas, mais uma vez o dinheiro do contribuinte está sendo desperdiçado.
- ANTONIO RICARDO Z. NASCIMENTO, Campinas
CPMF
A volta da CPMF é uma manobra que visa lesar o trabalhador. Disseram que este imposto seria único e provisório, mas hoje todos nós sabemos que tudo não passou de uma grande mentira desse governo de mentiras e de corrupção! Até quando vamos ter que aturar esta exploração para manter as viagens ao exterior de alguns de nossos líderes ou da fome do FMI?
- LUCIANO LUIZ FLORES, Rio de Janeiro, RJ
Cumprimento
Parabéns à equipe da Folha da Sexta pela reportagem Cumplicidade na melhor hora, publicada na última edição. Quando se cuida da gestante do parto de maneira humanizada como na matéria, cuida-se também da saúde emocional desse bebê. Além disso, os pais se sentem amparados podendo assim cuidar de maneira tranquila dessa criaturinha que precisa de carinho e muito amor.
- RENATA FARIA, psicóloga, São Paulo
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