Circo Brasil
A novela política transmitida pelos meios de comunicação é de fazer chorar, comover-se de emoção. Estamos diante de duas criaturas extremamente sensíveis que trocam acusações de caráter moral. A novela Temer e Magalhães deve convidar a Nação a entender de qual moral eles estão falando ou o que vem a ser moral, em um país que graças a seus governantes (sem generalizar) cresce em termos de miséria e desemprego, violência. Um país prestes a ser vendido, que não dá prioridade nem atenção às microempresas, abrindo, cada vez mais, o mercado para o domínio das multinacionais. Pergunto: o que há de moral?
O pobre está cada vez mais pobre. A diferença é que agora é um pobre globalizado, graças às leis aprovadas no Senado. Os sem-terra continuam sem terra e sem estrutura para o trabalho quando a conquistam, e o que vemos são dois governantes que acreditam estar se ofendendo quando na realidade estão se elogiando ao atribuir adjetivos qualificativos que, de fato, condizem com o que são e fazem. Imoral não é aquele que sofre danos de uma política de exclusão, mas aquele que possibilita a existência e a criação dela.
Até quando vai durar essa novela? Não é difícil de imaginar, pois as eleições estão próximas e os macacos já se preparam para pular no galho que mais lhe convém. Esperamos que não faltem, como em todas as eleições, partidos que nos refresquem a memória para recordarmos dos responsáveis pela desgraça da Nação. Podemos acreditar seriamente na construção da consciência política e crítica dos brasileiros, cansados de tanta palhaçada no picadeiro do circo chamado Brasil. Esperamos que o ingresso não se torne cada vez mais caro em comparação com a qualidade do espetáculo.
- PAULO SÉRGIO DE FARIA, professor, Curitiba
Horário do comércio
Tramita na Câmara de Vereadores de Londrina um projeto de lei que sugere mudança no expediente comercial da cidade. A Associação Comercial e Industrial de Londrina, através do presidente Valter Orsi, tem se mostrado, em recentes publicações, ser favorável às alterações, argumentando que o município está andando contra tudo e contra todos, por causa da falta de decisão. A Acil defende a liberdade para que os empresários decidam quando abrir e fechar o estabelecimento, em comum acordo com seus colaboradores.
Enquanto a globalização bate à nossa porta exigindo mudanças urgentes em nossas atitudes, vimo-nos presos a um código de posturas de quase meio século que determina quando os comerciantes devem abrir e fechar as portas, sem levar em consideração as necessidades básicas dos empregadores, empregados e consumidores.
É chegada a hora de os governantes, sindicatos, empresários e a sociedade civil organizada se unirem para discussão séria sobre a criação de nova lei, que ofereça a liberdade de escolha aos pequenos e grandes comerciantes para a abertura do comércio local. Tais mudanças proporcionarão certamente mais trabalho e lucro. Respeitados os direitos trabalhistas, sairão ganhando empresários, empregados e público em geral.
- TADEU COSTA, publicitário, Londrina
Ouvidoria Geral do Estado
Ao abrir o Diário Oficial do Estado do Paraná, é comum depararmos com o anúncio: ‘‘...Você, que é cidadão ou empresário, contrariado por alguma ação ou prejuízo por parte do Estado, reclame. Ligue: 0800-41-1113 que a Ouvidoria vai lhe dar ouvidos...’. Esperançoso que isso fosse verdade, após ser desatendido em uma repartição pública estadual, liguei para a Ouvidoria, achando que ela me daria ouvidos. No entanto, fui surpreendido com uma funcionária um tanto despreparada, que não soube me atender como convinha, muito menos me dar ‘‘ouvidos’’.
Conclusão: fiquei sem resposta, ou melhor, terei uma daqui uns 15 ou 20 dias, ou mais. Vai depender da boa vontade deles. E se o caso fosse de extrema urgência, o que eu faria? Acho que deveria haver uma outra ouvidoria, para denunciar o mal atendimento da Ouvidoria Geral do Estado. Quem sabe essa poderia resolver alguma coisa.
- EDJAN BALDO DE CARVALHO, auxiliar administrativo, Maringá
Professor
Um governo que por suas atitudes obriga os educadores a enfrentar o frio, a chuva, em defesa dos seus direitos, mostra que não se preocupa com a profissionalização do magistério paranaense. Se não me engano, quando das eleições, este governo era o primeiro a dizer que ia oferecer aos professores condições dignas de trabalho. Devemos urgentemente reescrever a história. Aos colegas, a minha solidariedade e as palavras de Paulo Freire: ‘‘Educar é um ato político’’. Esta manifestação (em Curitiba) é um exemplo às gerações e aos estudantes, que temos que nos mobilizar e buscar o melhor. Estamos dando uma aula de cidadania.
- RONALDO JOSÉ NASCIMENTO, Lisboa, Portugal
Grafia correta
Achei muito estranha a sigla ‘‘Seja’’ escrita na reportagem sobre adoção, publicada dia 16. Se a sigla quer dizer Comissão Estadual Judiciária de Adoção, a forma correta de se abreviar deve ser ‘‘Ceja’’. Sou aluna de jornalismo e estou fazendo reportagem sobre adoção e, em entrevista, a promotora da Vara da Infância e Juventude, Edina Maria de Paula, esclareceu-me que Ceja é com C.
- FERNANDA BRESSAN, Londrina
NR. A leitora tem razão.
‘‘Descaso’’
Com respeito às reclamações da leitora Rosana Pinto de Almeida, publicadas sob o título ‘‘Descaso’’, na coluna ‘‘O Leitor Escreve’’, da edição do dia 16, na Folha de Londrina/Folha do Paraná, cobrando serviços da Prefeitura, bueiro entupido (Protocolo nº 355/99) e limpeza de terreno baldio (Protocolo nº 36/99), a Administração Regional Boqueirão, responsável pela área referida, informa que, com relação à solicitação do terreno baldio, com base em parecer da Secretaria Municipal de Urbanismo de Curitiba, o imóvel foi vistoriado e constatada a necessidade da limpeza. O proprietário, entretanto, não foi localizado para assinar a notificação, pois só pode ser encontrado nos fins de semana. A Unidade de Fiscalização ficou encarregada de agendar plantões de final de semana, mas ainda não retornou a informação a respeito. A limpeza, de acordo com a legislação vigente, é de responsabilidade do proprietário. Quanto ao pedido do protocolo nº 355/99 - bueiro entupido - a Regional informa que já foi providenciada a limpeza do mesmo.
- SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE CURITIBA
Correção
Ao contrário do que foi publicado na página 5 do primeiro caderno de ontem, a primeira parcela de seis precatórios liberados esta semana pelo governo do Estado foi para a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e não para a Universidade Estadual de Londrina (UEL). A liberação do recurso dos precatórios da UEL está prevista para setembro.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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