Meio ambiente
Em resposta à crítica de Roberto de Andrade Silva, publicada nesta seção no dia 11, devo dizer que é justamente por reconhecer a perda de suas florestas nativas e sua redução da cobertura florestal que o governo do Estado do Paraná está utilizando toda sua estrutura ambiental para reverter este panorama, desenhado, aliás, por ações advindas do início da colonização do Paraná. Esse reconhecimento nunca esteve tão presente num plano de governo como nesta atual gestão. Prova disto são os programas de desenvolvimento florestal, que juntos colocaram a campo no ano passado 128 milhões de mudas de essências florestais, entre nativas e exóticas.
A preocupação de preservar o que já existe também é meta deste governo. Um exemplo é a criação do Parque Estadual das Araucárias, uma área de 1.052.13 hectares localizada na região Centro-Sul do Estado, que vem assegurar a perpetuação do ecossistema da Floresta de Araucária. Em parceria com o Ministério Público, o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) desempenha funções que visam punir aqueles que causam dano ambiental. São inúmeros os embargos, as multas e o encaminhamento de processos ao MP. Como se torna humanamente impossível cobrir 100% da área do Estado com fiscais, vale lembrar que o envolvimento da população como agente fiscalizador é de extrema importância para os bons resultados deste trabalho. Além disso, denunciando os criminosos do meio ambiente o povo paranaense prova que exerce sua cidadania.
A valorização do corpo técnico é outra atitude presente no governo do Estado. A começar pelo diretor-presidente do IAP, funcionário com mais de 20 anos no serviço público. Dos outros cinco diretores, três contam com mais de 15 anos de carreira. E dos 20 escritórios regionais do IAP no interior, 18 chefias são ocupadas por funcionários com mais de 10 anos de casa.
- JOSÉ ANTONIO ANDREGUETTO, presidente do IAP, Curitiba
Caça
Quando li, na coluna ‘‘O que foi dito’’ de ontem, a posição do deputado estadual Waldyr Pugliesi sobre caça, notei total desconhecimento do assunto e quero fazer algumas considerações. Os povos que viviam totalmente da caça estão, ou serão brevemente excluídos da sociedade moderna, portanto não são os mais brutos agressivos ou violentos. Que maneira mais pedagógica de compreender a natureza pode haver, por exemplo, do que amanhecer, na companhia de seu filho, no campo à procura de uma manada de cervos, seguir seus rastros, observar seus hábitos, esgueirar-se para não ser notado. Horas e dias se passam à procura de um animal com grande galhada. Se bem-sucedido, seu couro será curtido e a galhada preparada. A carne será servida em refeições especiais quando comentaremos cada passo, cada movimento daqueles animais. Aqueles dias caçando serão lembrados para sempre, assim como lembro os que passei junto a meu pai. Pena que foram poucos.
Esses momentos tornam-se inesquecíveis e fazem o espetáculo. O caçador amador convive, desfruta da natureza e conserva, porque gosta da vida no mato, no campo e quer continuar caçando. Seu troféu é obtido de machos, preservando as fêmeas. A implantação da caça controlada da qual se referia o deputado é a melhor atitude conservacionista dos últimos 30 anos no Brasil, pois animais caçáveis estão livres da extinção. Com a caça controlada, países da Europa e da América do Norte conseguem verbas suficientes para manejo dos recursos naturais e diversificam os hábitos alimentares. Na África, a caça tem-se mostrado importante alternativa econômica para regiões onde a agricultura e a pecuária sucumbiram, transformando em parques de caça 30% a 40% da área total de alguns países no centro do continente. Caçar é participar da natureza, como onívoro predador que somos, e não ser um mero espectador embasbacado por filmes e reportagens maravilhosas.
- NARCISO GARCIA NETO, agrônomo, Londrina
UDR repudia
Nas edições de ontem, os jornais do Paraná informam que os sem-terra ‘‘exigem’’ do governo do Estado a libertação dos líderes do MST presos pela prática de crimes como esbulho possessório, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. A UDR (União Democrática Ruralista) do Paraná repudia esse tipo de atitude, já que não cabe ao governador Jaime Lerner decidir sobre assunto de responsabilidade do Judiciário.
Esse tipo de atitude, partindo de pessoas que ameaçam de morte uma juíza de Direito como Elizabeth Kather, de Loanda, mostra que o MST não tem o menor respeito pelos poderes constituídos. Desrespeitar a lei vigente tornou-se a única forma que os sem-terra parecem ter para atingir seus objetivos. Outra que também pode ser acrescentada é a realização de manifestações como o acampamento no Centro Cívico, em Curitiba. Produzir que é bom, nem pensar.
Desrespeitar a lei e ameaçar autoridades constituídas é a forma que o MST encontrou para aparecer na mídia como vítimas. Vítimas são aqueles que foram criminosamente prejudicados pelas atitudes irresponsáveis dos liderados pelos coordenadores do MST, como mostra o relatório apresentado ontem pelos deputados estaduais do Paraná. Está mais do que na hora da reforma agrária ser tratada como deve, ou seja, como assunto sério.
- TARCÍSIO BARBOSA DE SOUZA, coordenador da UDR em Paranavaí
Filo
O Festival Internacional de Londrina (Filo) encerrou sua edição 1999 no dia 13, gratificado por ter podido oferecer a seu público uma programação de alta qualidade artística. Para isso, foram determinantes o acompanhamento e o registro com que contamos por parte da imprensa escrita e dos demais meios de comunicação. Isso contribuiu para que pudéssemos cumprir nossos objetivos e manter o prestígio de que o Filo desfruta em nosso País e no exterior. Agradecemos pelo apoio e o trabalho dedicado e interessado da equipe de jornalismo da Folha, que sempre nos acompanhou com simpatia e profissionalismo. O destaque que o Filo mereceu na mídia local, estadual e nacional muito nos estimula no processo de aperfeiçoamento do evento e no sentido de firmar Londrina como um dos mais importantes pólos culturais do País e do continente.
- NITIS JACON, diretora do Filo, Londrina
CPMF
A volta da CPMF é uma manobra que visa lesar o trabalhador. Disseram que este imposto seria único e provisório, mas hoje sabemos que tudo não passou de uma grande mentira desse governo de mentiras e de corrupção. Até quando vamos ter que aturar esta exploração para manter as viagens ao exterior de alguns de nossos líderes ou da fome do FMI?
- LUCIANO LUIZ FLORES, Rio de Janeiro
Correção
- Por erro de edição, a notícia sobre a aceitação da reabertura do Caso Riocentro pelo Superior Tribunal Militar (STM) foi veiculada nas páginas 4 e 8 do primeiro caderno de ontem.
- Título correto no alto direito da página 9 do primeiro caderno de ontem é ‘‘Bélgica decide hoje sobre a Coca-Cola’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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