O LEITOR ESCREVE
Fidelidade
Não poderíamos deixar de opinar sobre o que acontece no Brasil, no Paraná e no mundo a respeito dos interesses políticos e partidários. Um dia destes li na Folha de Londrina que o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, também se filiaria ao PSDB se o governador Jaime Lerner optasse pelo partido. É prova inconteste de que os políticos não têm fidelidade partidária, infelizmente. Vemos no dia-a-dia pessoas que torcem por determinado time de futebol pela vida inteira, mas não vemos sequer um político que já não tenha passado por no mínimo três filiações partidárias. O que há é apenas um interesse imenso de manter-se no poder a qualquer custo. Outra barbaridade é que a mídia dá uma força imensa para que antigos ocupantes de cargos do Executivo voltem a ocupá-los novamente. O ex-governador Jaime Canet disse: ‘‘Não pretendo concorrer novamente ao governo do Estado porque quem quer ser o que já foi já era...’’ Está certo ele. Vamos dar espaço para que novas lideranças ocupem o poder.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Viva a vida
Se pararmos para questionar filosoficamente o que é a vida, a veremos de várias formas. Viver é sentir a brisa da manhã, a beleza da natureza, o sorriso de uma criança em sua plena inocência. Viver é enfrentar desafios, vencendo o tempo, a infelicidade, a doença, as injustiças. Lutar contra a fome, contra o pecado e outras coisas que nos causam mal, deixando-nos entristecidos, incapazes de resolvê-los, por estarmos às vezes no fundo de um poço de onde o céu parece pequeno. Parece que o mal venceu o bem, imperando uma barreira intransponível. Quem vive no mundo da poesia, utopicamente sofre mais, é infeliz porque tenta procurar nos seres humanos valores que reflitam o verdadeiro amor que daria a cada um viver feliz, um querer recíproco em que os direitos e deveres seriam iguais. A vida é cheia de vidas. Vivemos e ressuscitamos muitas vezes em uma só existência. Basta vermos o que fomos e o que somos hoje. Quantas fases diferentes vivemos que ficaram na poeira inexorável do tempo.
Temos que deixar de nos importar tanto, com tanta coisa pequena, como, por exemplo, a ganância desenfreada do querer, acumular bens, importando-nos demais com coisas efêmeras do mundo capitalista. Vamos viver o hoje, esquecer o ontem e lembrar que o amanhã é incerto. Temos que nos preparar para sermos livres, com tempo para a vida e para o amor. Diante de tudo que a vida nos oferece devemos aproveitar na maior admiração, enfrentando os desafios, desfrutando as maravilhas e superando os sofrimentos de cabeça erguida na primavera, outono ou inverno, fazendo com que as lágrimas derramadas sejam vida no chão em que rola, mesmo que o sol já as tenha secado. Devemos colocar em nossas cabeças que trabalho, correria e lucro não levam a nada duradouro, não fazendo do materialismo a maior religião.
Vivamos a vida, pensemos alto,
busquemos algo superior. Tenhamos
esperança, não a desperdicemos, achando que tudo está perdido. Vamos sorrir para a vida. Assim o mundo será melhor!
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Grande Londrina
Sou um teimoso cultor da gratidão. Reputo-a virtude fina que caracteriza coração bem formado. É tão bonito ouvir - como bonito é igualmente dizer: ‘‘muito obrigado’’. Cabe-me dizê-lo, e o faço com inteira sinceridade - em tempo - aos Irmãos Lopes que, por meio século, sustentaram em Londrina um dos melhores serviços de transporte urbano do Brasil. Já ouvi e já li esta afirmação dezenas de vezes. Morador da cidade, faz 36 anos, assino a afirmativa sem reserva e sem receio de contradição. E me sinto no dever de externar minha convicção. Se houve momentos de dúvida - e onde não as encontraremos nas lides humanas? - foram poucos e leves cobertos amplamente pelo trabalho insano e dedicado dos responsáveis. Não é pelo fato de os Irmãos Lopes terem passado para outras mãos a enorme e benemérita empresa que os haveremos de esquecer - na nossa admiração e no nosso reconhecimento. Numa rápida reflexão imaginemos o quão difícil e ingrato não foi manter no ar a peteca... E não deixá-la cair a despeito de tantos e tão fortes ventos contrários. Trabalho caprichoso - bordado de respeito e atenção. Responsabilidade pesada assumida com vigor e persistência. Cabe aos londrinenses reconhecê-lo. E dizer - voz clara e sonora - o louvor a quem os merece. Da minha parte não me quedaria tranquilo se não o declarasse de público - como tenho feito sempre, na minha tarefa assumida
de comentar, criticar e exaltar os
fatos e as gentes da cidade que é minha predileção e meu orgulho. Obrigado, Irmãos Lopes, e Deus os cubra de bênçãos copiosas e escolhidas.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Padrão Copel
O espaço que a Copel usa nos meios de comunicação, para mostrar o pronto atendimento por parte da sua equipe em situações emergenciais, é plenamente válido e justificável. Numa tarde encontrava-me em Santa Isabel do Ivaí, quando desabou subitamente um toró, embalado por ventos que deveriam ser multados por excesso de velocidade. Pouco tempo depois, em meio à tempestade, um tremendo estouro num dos postes de iluminação pública na avenida Santos Dumont (que, por vontade de muita gente e por uma questão de justiça à história daquele município, deveria ser nominada Alberto Campos Pacheco), ocasiona queima de luminária. Nem bem cinco minutos se passaram e eis que estaciona ao lado uma caminhonete da empresa. Dela desce o eletricista Carlos Roberto (Negão) dos Santos. Prepara escada, previne-se com todo o aparato recomendado pelas normas de segurança: luvas, capacete, capa, cintos, óculos e, em menos de dois minutos, repara o estrago. A tudo observei esperando a chuva passar. Esperando que a empresa registre este voto de aplauso na ficha funcional do ‘‘Roberto da Copel’’ e que muito bem poderia ser estendido a todos os solícitos e dedicados operários de emergência.
- PARREIRA RODRIGUES, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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