Seguro de vida
Sou agricultora em Rolândia, onde entre outras culturas, cultivo 134 hectares de trigo. Contratei financiamento para a referida lavoura, nesta safra, através do banco da Cooperativa Agropecuária Rolândia Ltda. (Credicorol), que, por sua vez, recebe a verba através de repasse feito pelo Banco do Brasil da mesma cidade. Qual não foi minha surpresa quando foi debitado em minha conta um valor referente a um seguro de vida, atrelado ao financiamento do trigo. Questionado sobre o fato, o gerente da Credicorol explicou que esta é uma exigência do Banco do Brasil. Caso contrário não haveria repasse de verba.
Que exigência é esta, claramente contra as leis contidas no Código de Defesa do Consumidor (Artigo 39, I da Lei 8.078/90) que versa sobre venda casada? Outros produtores informaram que pagaram o seguro de vida e até outros seguros não relacionados com a cultura de trigo, por medo de retaliações por parte do Banco do Brasil. Que banco é esse, que intimida a nossa classe de produtores, que somos geradores de emprego, arrecadamos impostos. Somos um dos propulsores da economia da nossa região.
Sugiro ao Banco do Brasil para que, com o mesmo zelo com que cobra seguros indevidos, demonstre na cobrança dos grandes devedores que existem Brasil a fora, e que fizeram este mesmo banco ser um dos mais deficitários do mundo, fato amplamente divulgado pela imprensa.
- INGE MARION ROSENTHAL, Rolândia
NR. Informada sobre a reclamação, a Corol prefere não se manifestar.
Desarmamento
O presidente da República e o ministro da (in)Justiça (não foi esse ministro quem mandou soltar os sequestradores do empresário Abílio Diniz?) pensam que nós, brasileiros, somos um bando de imbecis ingênuos com a proposta de desarmamento geral da população honesta e com uma possível indenização por arma legal entregue ao governo, supostamente para reprimir a criminalidade? A arma e minha propriedade valem mais do que qualquer quantia irrisória a ser paga por ela, isso se eu quisesse entregá-la.
Sou viúva, do lar e passo a maior parte do dia sozinha. A minha arma é a única garantia para evitar que eu seja assaltada, agredida e até mesmo morta dentro da minha própria casa. Dirão as autoridades que uma arma em casa pode gerar acidente grave, mas esperar a eficiência e a rapidez da Polícia numa situação de emergência é colocar a própria vida em risco fatal.
Ao contrário do que pregam governantes, é um direito de qualquer cidadão de bem se defender de maneira eficaz e resoluta da agressividade assassina de marginais. Será que os senhores ministros, senadores, deputados e políticos em geral abrirão mão do porte de arma inerente à função que exercem, se até mesmo eles entregarão suas próprias armas? Ou eles estão acima de qualquer lei, achando-se pertencer a uma casta superior a nós, pobres mortais?
- ZENY BUENO VINHOLO, Londrina
Compositores
Referindo-nos ao comentário de Claudemir Elias Calheiros, de Londrina, publicado nesta seção dia 10, esclarecemos os seguintes pontos: A) O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais) em momento algum vem se utilizando de notificações com o intuito de ‘‘impedir’’ a difusão/execução de músicas em festas juninas em escolas, mesmo porque, quanto mais execuções públicas maior é o valor a ser arrecadado aos seus autores. Ressaltamos que a execução musical, quando realizada em salas de aula, para fins exclusivamente didáticos, é isenta de cobrança; B) Previamente, os promotores de eventos devem, quando forem utilizar obras, obter junto ao Ecad a licença para execuções, pagando direitos autorais, que variam de R$ 0,11 por pessoa até R$ 0,42, e não como foi noticiado (‘‘R$ 0,46 por pessoa’’); C) Cabe ao autor o direito ‘‘exclusivo’’ de utilizar, fluir e dispor da sua obra; portanto, não existe esta distinção entre ‘‘intuito de lucro’’ ou não. Se houver execução de obra musical sem autorização prévia do autor, então estará ocorrendo inflação. Isto é, não podemos fazer uso de algo que não nos pertença; D) Quanto a alguns termos utilizados pelo leitor, informamos que o Ecad é uma instituição única e não absurda, que defende os interesses do autor, cumprindo a lei com respeito aos usuários; a isto não chamamos de grosseria e equívoco, e os nossos trabalhos vêm sendo conduzidos com seriedade, lisura e dignidade.
- JOSÉ LUIZ BRANDÃO NETO, gerente regional do Ecad em Londrina
Tubarão
Certa vez, o grande sambista Martinho da Vila compôs um samba em homenagem a sua escola, Vila Isabel. À época, a Vila fora ‘‘rebaixada’’ no Carnaval carioca - algo inusitado em sua história. Quando todos os integrantes daquela comunidade deveriam estar lamentosos e profundamente abalados, Martinho decidira fazer uma canção que exaltasse seu amor à ‘‘azul e branco’’ - intitulada ‘‘Renascer das Cinzas’’. Pois o Londrina Esporte Clube sofrera a mesma decepção, ano passado, ao cair para a Segundona. Recordo que, logo após a derradeira partida que culminara no inédito descenso, há um ano, veio à memória aquele samba do exímio compositor.
E hoje, depois de muitas gozações e alguma lição que, certamente, os atuais e ex-dirigentes alvicelestes devem ter aprendido, o Tubarão renasce das cinzas. Com decência, tal fizera a Vila, de Martinho. Parodiando, com todo o respeito, a bela música, diria: ‘‘Desfilar no gramado, de azul e branco, é o nosso papel. Mostrando pro povo que, na Segunda ou na Primeira, é Londrina na terra e Deus no céu’’.
- DIEGO PRAZERES, Curitiba
Fórum ADVB
Agradecemos pela decisiva participação da Sra. Regina Kracik Teixeira (diretora da Folha) no Fórum/ADVB, dia 25 de maio. Através de colaborações como essa, a ADVB/PR avançará cada vez mais como referencial no marketing e na comunicação do Estado. Para nós foi muito importante ter contado com o apoio da Folha de Londrina/Folha do Paraná. Em nome da diretoria da ADVB, ratificamos nosso agradecimento.
- CRISTIANE CANET MOCELLIN, presidente da ADVB/PR, Curitiba
Correção
- Na reportagem ‘‘Globalização em Cena’’, publicada hoje, na página 3 da Folha 2, há um erro de digitação. Na segunda frase do segundo parágrafo, o correto é: ‘‘Pelos palcos dos festivais, pode-se observar as consequências disso.
- O reajuste em alguns preços públicos, previsto para o dia 15 mas ainda não confirmado, é de até 50% no caso do álcool e 10% na gasolina, e não como foi publicado na última sexta-feira em texto na 1ª página da Folha Economia.
- Sérgio Machado (PSDB-CE) é senador e não deputado federal como foi publicado na 1ª página de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup