O leitor escreve
Londrina
Sou pai de um universitário que estuda em Londrina, há pouco mais de dois anos. Sou do interior de São Paulo e, ontem, conversando com meu filho, comentei como a cidade estava limpa e organizada, bem diferente do tempo em que ele prestou vestibular. Meu filho não apenas confirmou o que pude observar como também comentou as novas obras que a prefeitura vem realizando na cidade. Falou até de um hospital chamado PAI, para as crianças, que pude conhecer passeando pelo centro. Hoje, ao abrir o jornal, encontro a notícia na Folha sobre o índice de aprovação da administração do prefeito Belinati. E o que eu tenho a dizer ao senhor prefeito de Londrina, que tanto encantou não somente ao meu filho, como a mim e minha esposa é o seguinte: quer ser prefeito lá em Jaboticabal?
- JOÃO CRUZ DO CARMO, Jaboticabal (SP)
Copel
A Copel colocou à disposição dos consumidores o serviço de atendimento 0800, com a finalidade de facilitar a vida de todos nós paranaenses que pagamos nossos impostos, mas nem sempre esse objetivo é alcançado. Há dias, precisando dos serviços desta companhia, entrei em contato pelo serviço, e para a minha surpresa, do outro lado da linha entrou uma gravação dizendo para aguardar um minuto para ser atendido. Confiante na promessa, fiquei aguardando, e enquanto ouvia as mensagens de como economizar energia elétrica, passaram-se uns 15 minutos. Tentei uma nova ligação, recebi as mesmas instruções e fiquei mais uns 30 minutos aguardando e nada. Repeti a operação por mais três vezes, porém sem êxito. Não contente, liguei para o escritório do município e automaticamente minha ligação foi transferida para o serviço 0800. Novamente, outra decepção.
Fui pessoalmente ao escritório da Copel. A atendente me informou que o único meio de solicitar serviços é via telefone. Expliquei-lhe que havia perdido a manhã inteira tentando ligar para o serviço de atendimento ao consumidor. Diante da minha exposição, a funcionária pegou o telefone e após várias tentativas conseguiu solucionar o meu problema. É inadmissível que uma estatal deste porte, que tem milhares de clientes, que prega qualidade total, atenda seus usuários sem o devido respeito que todos nós merecemos.
- ALDINALDO DE JESUS, policial militar, Guaíra
Desarmamento
À proposta do presidente da República de desarmar o povo, confiscando armas legalmente adquiridas, respondo com o seguinte: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (Constituição Brasileira, Artigo 5º). Assim, gostaria de perguntar ao presidente se, estando os brasileiros numa democracia, com que intuito real ele deseja tolher-nos em nosso direito de, na inviolabilidade de nossos lares, de possuir armas, pelos mais variados motivos? (Defesa da família, do patrimônio, esporte, ou mesmo colecionismo).
Não discuto o porte de armas, ou seja, o direito de transitar com armas pelas ruas, para o que já existe uma lei específica, de número 9.437, de 20 de fevereiro de 1987, criminalizando o cidadão que o faz sem autorização. O que deixa os bandidos muito tranquilos, pois respondem apenas ao maior delito, o que não é, claro, o porte de armas. Discuto o meu direito e o dos demais concidadãos de possuírem uma arma, legalmente adquirida, atendendo aos requisitos da lei já existente. Não quero me sentir submisso ao governo, não posso confiar minha segurança a ele, não quero confiar apenas no Estado. Tenho esse direito há bastante tempo e respeitei todos os preceitos legais para isto.
- RONALDO FREUND, Rio de Janeiro
Meio ambiente
Todos nós temos a total consciência da importância do meio ambiente para a sobrevivência do ser humano, do Planeta, bem como da necessidade da luta diária para preservá-los. No Paraná, o meio ambiente corre perigo. Entre 1985 e 1996, o Estado perdeu 235 mil hectares de florestas nativas, principalmente na região Centro-Sul, onde se concentra boa parte da floresta de araucária. Em 1950, a cobertura florestal do Paraná era de 50%; hoje está reduzida a apenas 9% do território paranaense. O pinheiro da espécie Araucária angustifólia, árvore símbolo do Paraná, corre o risco de extinção. E não há ações governamentais para evitar a sua completa extinção.
As políticas públicas ligadas ao meio ambiente deixam a desejar. A fiscalização é falha, pela falta de fiscais, de capacitação/treinamento pessoal, de salários dignos, de condições materiais minimamente satisfatórias. Nos cargos diretivos prevalecem as nomeações por motivos políticos e não por critérios técnicos e de carreira. Envoltos nesse panorama desfavorável, temos que reagir e agir em sintonia direta com a população, os reais beneficiários de nossos esforços em prol dos serviços públicos, para que tenhamos chance de algum dia revertermos essa realidade que prejudica toda a sociedade.
- ROBERTO DE ANDRADE SILVA, presidente do Sindicato dos Servidores Estaduais da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins, Curitiba
Agressão
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta veemente protesto contra as agressões praticadas pelo soldado da Polícia Militar Carlos Alberto Pires da Silva contra a jornalista Tânia Martins e o repórter-fotográfico Paulo Ricardo Rocha, profissionais do jornal Meio Norte, de Teresina, Estado do Piauí. No dia 31 de maio de 1999, os dois repórteres presenciaram e fotografaram o militar praticando atitudes truculentas contra um menino de rua. O flagrante da violência provocou a ira do soldado PM Carlos Alberto da Silva que, além de agressões verbais, apontou o revólver para a cabeça do repórter-fotográfico, ameaçou-o de morte e desferiu-lhe um soco no estômago. Ato contínuo, apreendeu a máquina fotográfica, destruiu-a parcialmente, e desrespeitou a jornalista com agressões verbais.
Tais fatos configuram dano contra o patrimônio, ameaça e difamação, de acordo com os Artigos 163, 147 e 139 do Código Penal, além de grave descumprimento dos preceitos constitucionais que garantem a liberdade de imprensa (Artigos 5º e 220 da Constituição Federal). O ocorrido torna-se superlativo não só por envolver um policial militar, cuja atitude deve ser investigada e punida com rigor, mas também porque os dois repórteres estavam no exercício profissional, que deve ser pleno e livre.
- PAULO CABRAL, presidente da ANJ e RENATO SIMÕES, vice-presidente responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, Brasília
Agradecimento
A Associação de Pais e Mestres e a Direção da Escola Estadual Nóbrega da Cunha, de Bandeirantes, agradecem a publicação na edição de ontem da Folha Cidades das atividades da Semana do Meio Ambiente e do 2º Desfile de Modas de Sucata.
- RENATA FRANCISCO ABDALLA, diretora da APM, Bandeirantes
Correção
- Fotografia publicada na primeira página de quarta-feira, dia 9, que mostra vagões no ramal da Ferrovia Sul-Atlântico no interior da indústria Tetra Pak, em Ponta Grossa, é de autoria de Dirceu Portugal.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





