O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Feriado em família
Escrevo-lhes para relatar o ocorrido com minha família no feriado de Corpus Christi. Moramos em apartamento, em Curitiba, e, com objetivo de combater o stress, fomos passear, eu, minha esposa e nossa filha de 1 ano e 3 meses e sua babá, no Bosque do Papa. Sentei-me num dos bancos, e minha esposa sentou-se no meu colo, enquanto observávamos nossa filha brincar com seus copinhos de areia.
De repente, um rapaz portando colete da extinta Secretaria Municipal de Segurança, abordou-nos, dizendo que minha esposa não podia sentar ali, devia sentar-se a meu lado ou, pasmem, em outro banco. Indagado sobre a razão, respondeu: Porque não. A coisa tomava ares de brincadeira, do tipo Pegadinha do Faustão, não fosse uma segunda abordagem, a de um membro da Guarda Municipal que, fitando-me insistentemente, disse-nos que deveríamos obedecer à ordem ou nos retirar do parque.
Solicitamos que ele se identificasse, ao que respondeu que seu nome não vinha ao caso. Diante de nossa negativa em sair, disse-nos que chamaria então o seu chefe e uma viatura. Assim foi feito. Após conversar com o guarda não identificado, o chefe solicitou que nos dirigíssemos a lugar reservado, onde nos explicou nosso crime: Atentado violento ao pudor! Depois da chegada de três viaturas e outros tantos superiores, além de diversos telefonemas, todos os membros da corporação pareciam unânimes em afirmar que era seu trabalho coibir o nosso atentado, segundo eles, previsto na Constituição Federal, ato ainda mais obsceno por ter sido praticado na presença de nossa filhinha.
E, no entanto, circulava por ali um cinegrafista profissional, fazendo imagens do parque para posterior comercialização, segundo sua própria afirmação, sem autorização prévia da Secretaria Municipal de Comunicação Social. Interpelá-lo e orientá-lo era papel da Guarda Municipal, que optou por se omitir neste caso e, numa atitude prepotente, arrogante e inconsequente, interferir no lazer despretensioso de uma família curitibana, que tudo o que queria era combater o stress da cidade grande. Após mais de três horas de discussão, retiramo-nos, moral e civicamente agredidos, violados em nossos direitos e, pior, sem saber a quem recorrer diante de tamanha arbitrariedade.
- MARCOS OLIVEIRA, analista de banco, Curitiba
O mais sabido
Elucidativo o artigo da professora e socióloga Maria Lucia Victor Barbosa publicado no dia 29 na Folha. Ela aborda com competência as canhestras manobras das esquerdas em tomar o poder com discursos chulos, populistas e baratos, fazendo uma comparação altamente feliz entre Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso.
Para não redundar o que ela disse, eis uma história verídica contada pelo meu amigo Osvaldo Mota. Osvaldo é oriundo de Minas Gerais, hoje advogado em Londrina. Ele conta que, quando garoto, nos idos da década de 50, um tal de seu Jorge, apaixonado pelo comunismo, que estava de vento em popa na antiga União Soviética, pediu licença na casa de sua mãe para fazer proselitismo sobre o apaixonante sistema igualitário. Ela era analfabeta e, como era costume entre o povo interiorano de Minas Gerais, recebeu seu Jorge com diplomacia e educação e pediu que os filhos fossem à sala para escutá-lo.
Seu Jorge começou com entusiasmo a narrar os pontos positivos da tal novidade marxista, que não haveria ricos e pobres, todo mundo bonzinho etc. Finalmente, um ponto intriga dona Ana, mãe de Osvaldo, quando explica que ninguém seria dono de nada no sistema comunista. Tudo pertence a todos!, reforçou seu Jorge. Lá pelas tantas, depois de falar por quase uma hora, Dona Ana pede a palavra e pergunta: Ninguém é dono de nada? A fazenda, a venda, as indústrias? Nada vai ter dono, seu Jorge?
Seu Jorge, entusiasmado, imaginando que Dona Ana estava achando aquele particular a grande sacada do comunismo, reforça: É isso mesmo Dona Ana, nós é que vamos ser dono de tudo, comandado pelo governo!. E ela: Olha, seu Jorge, o senhor vai me desculpar, mas coisa que não tem dono para olhar e cuidar, não dá certo. Esse tal de comunismo não vai dar certo por causa disso. Porco fora do zóio do dono não engorda, seu Jorge, lascou Dona Ana.
Pena que ela não viveu o suficiente para testemunhar o que ela, mulher iletrada, na maneira simples e lógica de ver o mundo, sacramentou. Um tapa na cara para uns e outros metidos a intelectual. Em tempo: diz o Osvaldinho Mota que depois que o tal seu Jorge foi embora, Dona Ana reuniu novamente os filhos e disse: Esqueçam tudo que o seu Jorge falou. É tudo mentira. Só se vive bem com trabalho duro e economizando.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Pedágio
A respeito da notícia Novo valor do pedágio deve sair hoje, publicada dia 4: como usuário, não poderia deixar de expor minha opinião a respeito do aumento das taxas de serviços executadas pelas concessionárias. Da forma que foi relatada pela Folha, deixa a entender que a vice-governadora não estaria apta à negociação. Achei que a vice-governadora Emília Belinati não fazia parte da equipe de governo e começo a achar que ela possibilitaria um acordo melhor do que este de 75%. Gostaria também de saber por que se paga pedágio na ida e volta? E qual e ponto de equilíbrio desta planilha? Ou será que teremos mais cinco anos de jardinagem nas rodovias?
- PAULO RENATO OKAMOTO, Londrina
Cumprimento
Gostaria de parabenizar a seção de cartas da Folha de Londrina/Folha do Paraná. No Dia das Mães, esta coluna publicou uma página dedicada às mães. O leitor pode expressar seus pensamentos e sentimentos, e como foi bonito ver estas homenagens. Isto me levou a uma reflexão. Se os homens tivessem a sabedoria de prestar mais atenção aos conselhos e ensinamentos de suas mães, o mundo seria bem melhor. Teríamos menos guerras, menos ódio e mais amor, fraternidade. Estes conselhos maternos têm muito do que Jesus nos ensinou há 2 mil anos. Nós só não aprendemos ainda, porque temos ignorado os ensinamentos dessas criaturas abençoadas. Ainda há tempo para mudar!
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Multas (1)
Só multas educam nossos motoristas. Infelizmente é assim no Brasil. Multas com frequência e rigor. Não foi assim que fomos educados a usar o cinto de segurança? Aliviar o pé direito também será assim.
- DIRCEU SCHETTERT, Assis Chateaubriand
Multas (2)
Aos idiotas do volante, que rasgam a noite com seus motores, resta-nos orar para que sumam, pois Código de Trânsito e autoridade do ramo, a essa hora, estão quentinhos e quietinhos debaixo do seu cobertor. Quando é que vamos aprender?
- VIOLETA MARCEL LORRE, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





