O leitor escreve





Taxistas e boate
A propósito da carta publicada pela Secretaria de Comunicação Social de Curitiba em resposta à reclamação contra taxistas que fazem ponto de madrugada para atender a clientela barulhenta da Boate Parada Obrigatória, na Rua Conselheiro Laurindo (centro de Curitiba), gostaria de esclarecer o seguinte: a secretaria admite que alguns taxistas estacionam na lateral direita da rua, mas não reconhece que eles o fazem de forma irregular, ao permanecerem, por longo tempo, em frente à guia rebaixada e, inclusive, sobre calçadas; informa que o setor de fiscalização da Urbs (companhia encarregada do setor) vistoriou o local ‘‘por vários fins de semana’’, mas os fiscais não enxergaram, em nenhuma ‘‘dessas várias vezes de fins de semana’’, que os taxistas, estacionando ‘‘na lateral direita da rua’’, infringem a legislação, além de produzirem poluição com seus veículos funcionando, com rádios ligados, buzinas e algazarras.
Não estamos pleiteando a ‘‘demarcação de um ponto’’ para os infratores que, além da ‘‘infração dita cuja’’, perturbam o sossego noturno dos moradores, que já movem ação judicial contra a Boate Parada Obrigatória, a principal responsável pela produção de barulho e algazarras nas madrugadas de terças-feiras, sextas, sábados e domingos. Na verdade, pleiteamos junto à Urbs a punição legal contra os taxistas infratores e a interdição da boate, que funciona à revelia da lei municipal que dispõe sobre ruídos.
- JOSÉ A. FIORI, Curitiba
Armas
O ser humano tem costumes e comportamentos que eu jamais vou compreender. Existem pessoas, por exemplo, que se relacionam sexualmente com pessoas do mesmo sexo, outras que gostam de andar nuas. Eu nunca entendi esses tipos de coisas, mas nem por isso fico condenando as pessoas que assim se comportam nem tampouco fico inventando campanhas para que elas modifiquem seus hábitos e costumes. A mim me basta que elas façam o que quiserem dentro da lei, e elas sempre o fazem. Por que não fazem o mesmo com as pessoas que gostam de armas de fogo? Os governantes e boa parte da sociedade sabem que desarmar pessoas de bem com o pretexto de acabar com a violência não vai funcionar. Por que não nos deixam em paz, exigindo de nós que apenas cumpramos a lei, o que nós sempre fazemos? Será que não percebem que quase todos os atos dos governos, no que tange às armas de fogo são pura demagogia? O governo do Rio de Janeiro recolheu um monte de armas e fez o maior alarde disso. Quantas armas de marginais havia ali? Aposto que nenhuma.
Quando é que vão nos deixar em paz para tratar dos verdadeiros problemas da Nação? Por que não vão trabalhar para fazer deste país um lugar sem miséria, sem fome, com emprego, com educação e melhor distribuição de renda, estes sim os verdadeiros motivos da violência cada dia mais crescente? Conclamo os jornalistas sérios e que tanto têm ajudado nossa gente levantando atos dos mais escabrosos praticados por muita gente do governo, a mostrar a este povo sofrido onde está a verdadeira violência.
- DAVID M. VIEIRA, Faxinal
Sexo no casamento
Qual o conceito pagão sobre o amor sexual no casamento? Enquanto a Bíblia ensinava que ele era bom, que a sexualidade humana foi criada por Deus para o casamento, e que este, com sua relação de uma só carne mostrava uma imagem sagrada de Jesus Cristo e a Igreja, o pagão pensava no sexo no casamento como ímpio, impuro e certamente sendo bom.
Os pagãos, entretanto, envolviam-se no sexo e, com frequência, em perversões sexuais. Os templos dos deuses pagãos eram, com efeito, casas de prostituição e orgias de todo tipo, realizadas como sendo ‘‘adoração’’. Mas para a mente pagã, a santidade e a pureza pertenciam àqueles que haviam renunciado ao sexo e jamais a um casal unido pelos laços do casamento e que ainda praticasse o ato sexual.
A virgindade tornou-se símbolo da espiritualidade, da mesma forma que as virgens vestais romanas representavam a ‘‘Virtude ideal’’. Correntes filosóficas estranhas à palavra de Deus se infiltraram no pensamento cristão e deformaram o conceito da Igreja sobre a santidade do amor entre os cônjuges nos séculos futuros. A beleza santa do amor no casamento foi redescoberta pelos cristãos do século XVI, quando os puritanos e outros reformadores consideraram a Bíblia como autoridade final para a doutrina da conduta.
Hoje as novelas na televisão, assim como revistas de romance, exploram o sexo com o mesmo conceito dos pagãos antes da Reforma, e, com tristeza, vemos os cristãos embarcarem nesses conceitos dia após dia.
- WILSON MUNHOZ, pastor da Igreja Presbiteriana Central de Londrina
Administrador de pessoal
Há os dias de malabarista, quando a platéia fica atenta se você vai deixar ou não a peteca cair, ou o circo pegar fogo. Aí vêm os dias de psicólogo, quando nem Freud explica por que tantos problemas pessoais foram aterrissar na sua mesa. De repente, há os dias de maestro, e tudo se afina como música sob sua regência precisa. Dias sim, dias não, há os dias de mago, quando fica quase impossível adivinhar o que virá ou o que será. Mas sempre há os dias de capitão, quando sua liderança leva o barco para frente e a tripulação a um porto seguro. Para quem administra recursos humanos, um dia nunca é igual ao outro. Porque gente também não é. Gente está sempre em ebulição. Homenagem ao Dia do Administrador de Pessoal, 3 de junho.
- ADEMAR RAMOS, presidente da ABTD/PR (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento)
Demissões (1)
A respeito da notícia ‘‘Tele Centro Sul demite 680 no Paranᒒ, publicada na última terça: discordo do colega Francisco C. Moreno em realizar manifestações em frente à sede das operadoras telefônicas. Todos nós do ramo já sabíamos que pouco ou nada podemos fazer para reverter demissões, e fazer um levantamento jurídico para intervir é cansaço físico e espiritual. Desde a abertura do mercado telefônico para a privatização, as demissões já eram metas da cúpula do ex-ministro Sérgio Motta. Todo mundo sabe que uma empresa que visa lucro não está preocupada com o ‘‘outro lado’’. Portanto, deixemos de sensacionalismo.
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
Demissões (2)
Que pena. Quem sempre sofre as consequências de uma má administração é o trabalhador. Sempre foi assim e sempre será assim. Pergunto ao presidente Fernando Henrique Cardoso: onde está o dinheiro da privatização das ‘‘teles’’? O dinheiro da CPMF, onde foi parar? Com certeza na saúde ele nem chegou perto. Basta ver as últimas notícias sobre a situação dos hospitais, como a nossa querida Santa Casa de Londrina. Falta transparência na administração de FHC. Começo a me perguntar: será que a administração Lula não seria menos dolorosa para o tão sofrido povo brasileiro?
- HUNOEL SANTOS GONÇALVES, Ibiporã
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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