O leitor escreve
O leitor escreve
Multas (1)
Nós, cidadãos brasileiros, estamos hoje à mercê de nossos governantes, e infelizmente aceitamos na maior passividade aquilo que a nós é empurrado goela abaixo. Parece que esquecemos que fomos nós que colocamos esses tais administradores públicos nos cargos, e a cada eleição voltam as raposas a nos fazer promessas do conto da carochinha, prometendo-nos justiça social, educação, saúde, moradia, enfim, tudo aquilo que já estamos cansados de ouvir e que ninguém na realidade está preocupado em realmente fazer acontecer (ao menos é o que parece e nos é mostrado no dia-a-dia).
Primeiro foi o pedágio, que veio com a promessa de rodovias duplicadas, seguras etc., com preços a nós usuários totalmente fora da realidade, dada a última eleição, e a necessidade de garantir seu lugar no tão almejado governo do Estado. Nosso governador (usando suas atribuições legais) reduz em 50% a tarifa do pedágio. Em contrapartida, as concessionárias responsáveis pelas praças de pedágio recusam-se a promover as obras de duplicação e melhoramento das estradas pela medida imposta pelo governo estadual. Infelizmente, hoje, já passada a eleição, e sem a necessidade de agradar a nós, eleitores, comenta-se o aumento de até 100% nas tarifas.
Além de tudo, o que é mais terrível, ainda, é que hoje as multas de trânsito estão sendo lavradas sem nenhum escrúpulo para com a população. Verdadeiras arapucas foram criadas para que simplesmente os motoristas sejam punidos e não educados, como é baseado o princípio de uma punição por multa de trânsito. Empresas terceirizadas estão aplicando multas tanto nas rodovias quanto nos centros urbanos sem ao menos imaginarmos onde estão, quem são, se são pessoas preparadas para isso. Enfim, uma nova máquina de fazer dinheiro a serviço do governo, que é pago por nós.
Até quando nós, cidadãos brasileiros, ficaremos passivos diante de tudo isso? Vivemos em país democrático ou uma ditadura disfarçada? Infelizmente a segunda pergunta merece melhor reflexão, pois a quem poderemos recorrer em situações como essa, se as pessoas nas quais acreditamos na hora do voto são as mesmas que estão nos prejudicando agora?
- MARCELO HENRIQUE SILVA, Londrina
Multas (2)
Estamos assistindo calados à implantação e expansão, em nosso Estado, de mais uma grande indústria. A indústria da multa do Paraná (só não sabemos se estatal ou empresa privatizada). Vejamos dois exemplos: em trânsito pela rodovia BR-369, no sentido Arapongas/Londrina, após passar pelo Posto da Polícia Rodoviária, constatei a presença de um veículo Uno branco, totalmente descaracterizado, tendo em seu interior um agente não uniformizado, com aparelho radar/fotográfico, com o intuito de pegar eventuais infratores. Não entrando no mérito da legalidade ou não da medida, constata-se que a fiscalização rodoviária atualmente só verifica (e notifica) casos de excesso de velocidade. Já há vários meses transito pelas estradas deste Estado sem constatar uma fiscalização preventiva de documentação. Um ladrão de carros facilmente poderá levar, sem habilitação, um carro roubado neste Estado ao País vizinho que não será parado para verificação.
Na Rua Goiás, esquina com Avenida Higienópolis, em Londrina, observa-se a frequente presença de agentes municipais de trânsito (Azulões), esperando eventual irregularidade de algum desavisado/apressado para multá-lo. No entanto, a menos de 100 metros, sem qualquer sinalização ou fiscalização/orientação policial, na esquina da Rua Goiás com Rua Belo Horizonte, verifica-se uma verdadeira guerra entre os motoristas, que disputam palmo a palmo uma forma de cruzar aquele entroncamento (principalmente nos horários das 8 às 9h30 e das 13 às 14h30 horas). Verifica-se portanto, que não é objetivo dos agentes de trânsito, municipais, estaduais ou federais orientar, fiscalizar ou mesmo prevenir. O objetivo principal é um só: multar para aumentar o faturamento desta nova indústria.
- ROBERSON SHINOKI, Londrina
Desarmamento
A arbitrária e absurda idéia do governo em proibir o comércio legal de armas, também coloca os praticantes do esporte do tiro ao nível de perigosos marginais. Com proposta demagógica e mal copiada da Inglaterra (lá não diminuiu a criminalidade), o governo tenta desviar a atenção do público em geral com relação às várias comissões parlamentares de inquérito que ele vem sofrendo.
Além do ambiente familiar e da recreação saudável, o legalizado Clube de Tiro de Apucarana exerce função de utilidade pública, deixando suas instalações abertas para que representantes das polícias Federal, Civil e Militar possam praticar o manejo com armas e treino de tiro, a custo irrisório, algo que a nossa zelosa Secretaria de Segurança Pública não oferece a seus agentes da lei, para que possam melhor exercer suas atividades de alto risco. Na impossibilidade de desarmar os bandidos nas ruas e enquadrar os outros de Brasília aos rigores da lei, o governo tenta impingir ao cidadão de bem a culpa da criminalidade em nossas cidades.
- CESAR SINIGALHA ÁLVARES, Apucarana
Seguro de carro
A notícia Seguro de carro vai sofrer revolução, publicada ontem, mostra que o mercado segurador está realmente mostrando a idéia básica do seguro, ou seja, repor o bem perdido. Com o aumento da competitividade as companhias seguradoras, pressionadas pelo mercado, disponibilizam-se novos produtos para atender as necessidades dos segurados. Resta saber agora a quanto andarão os valores dos prêmios, pois de acordo com a renda per capita da população e da nossa prática do dia-a-dia, o nosso seguro ainda é caro para o nosso padrão.
- ROMILDO LUBRIGATI, corretor de seguros, Londrina
Londrina (1)
Viva o esporte do Paraná! O retorno de Londrina à Primeira Divisão do futebol paranaense só vem enriquecer este campeonato que tanto necessita de grandes apaixonados. Que não só o Londrina volte a ser grande, mas que seja bem-vinda Portuguesinha.
- ADEMAR LIEDKE JUNIOR, Curitiba
Londrina (2)
Graças à Internet, pude acompanhar a campanha dos representantes da minha cidade natal. Apenas nasci em Londrina, mas me orgulho desta terra. É com dor no coração que fico de longe, imaginando a festa na cidade. Pena que não tenha visto nenhuma foto. Valeu Tubarão, e parabéns à Portuguesa. Que o nome de Londrina volte às manchetes esportivas deste Brasil afora.
- JUVENAL DE SOUZA, Recife
Londrina (3)
A volta do Londrina EC e o ingresso da Portuguesinha na Primeira Divisão restaura uma tradição e reequilibra as forças do futebol entre Norte e Sul. Sempre é uma vergonha Londrina ficar de fora do Campeonato.
- GELSON SELMARE
Francisco Lopes
Se a Chico Lopes, modesto funcionário do Departamento Econômico do Banco Central, coube US$ 1,6 milhão, permitam que nos perguntemos: de quanto terá sido a parte dos outros?
- PAOLO MARANCA, pintor, São Paulo
Correção
1ª página de Folha do Paraná errou nome de Valdir Ademir Wazlawiqk, apontado como sócio de empresa laranja em Foz do Iguaçu.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





