O leitor escreve
O leitor escreve
Radar
O Estado, através de serviço terceirizado, vem colocando radares para medir a velocidade dos veículos nas rodovias, aplicando multas nos motoristas por excesso de velocidade. Esta atitude do Estado não está diretamente ligada à questão do trânsito, no sentido de coibir abusos ou educar, mas sim, com o objetivo claro de aumentar receita através da cobrança de multas que podem chegar, neste caso, até 540 Ufirs (R$ 527,58), isto porque de acordo com o Artigo 218, letra b do Código de Trânsito, a multa, que é de 180 Ufirs (R$ 175,86), chegará a três vezes este valor, caso a velocidade desenvolvida for superior à máxima em mais de 20%, com suspensão do direito de dirigir.
Ora, o objetivo de apenas multar está na conduta que observamos da empresa encarregada deste serviço, que ao invés de se preocupar com os locais onde a velocidade permitida é a máxima estipulada no Artigo 61, II, letra A do Código de Trânsito para as rodovias (110 km/h), instala seu radar em local de baixa velocidade (60 km/h), como é o caso em determinado trecho do percurso entre Londrina/Cambé.
Assim, o motorista que neste local ultrapasse os 60 km/h permitidos, em mais de 20%, estará sendo multado, nesta rodovia, por uma velocidade de 72,6 km/h, em 540 Ufirs (R$ 527,58), igualmente àquele motorista que esteja abusivamente trafegando a 150 km/h, ou mais. Com certeza, a única preocupação é o lucro que a firma terceirizada vai auferir com a porcentagem que ganhará sobre o número de multas (assim como o Estado), razão porque os locais, a exemplo deste citado, são escolhidos matreiramente, ainda mais levando-se em conta que sequer o motorista é abordado quando multado, pois a multa é lavrada com base na fotografia tirada da placa traseira do veículo, e o motorista só virá a ter conhecimento deste fato alguns dias depois, através do recebimento de notificação, o que tem causado muita revolta.
Há de se indagar das autoridades, que assim estão agindo, se esta atitude é educativa com a finalidade de preservar a segurança do trânsito ou meramente direcionada para o lado pecuniário. Sem dúvida, amparados em um artigo da lei, desvirtuaram o objetivo educativo e preventido do Código de Trânsito, encontrando finalmente a mina de ouro!
- NELSON SAHYUN, advogado, Londrina
Nosso orgulho
Como nos velhos tempos, quando a grande novidade era o passeio no recém-construído Lago Igapó, Londrina despontava dentre poucas cidades do interior do Brasil com dois times de futebol profissional, agora teremos dois times na Primeira Divisão. Equipes fantásticas faziam a torcida delirar com jogadores briosos como Gauchinho, Zequinha, Pinheiro, Lelo, Adamastor, Tatá, Chinezinho, Pinduca, Ado, Vevé, Edwil, Renatinho, dentre tantos outros craques que, se jogassem hoje, seriam muito mais valorizados. Sem a concorrência da televisão, o prestigiamento do público era total.
Lembro-me de quando meu pai me levou pela primeira vez ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias, totalmente lotado, para assistir ao derby São Paulo Futebol Club 2, Londrina Futebol e Regatas 1. Posteriormente, o tricolor deu origem ao Paraná Esporte Clube, que se fundiu com o Londrina (Caçula Gigante), transformando-se no Londrina Esporte Clube (atual Tubarão), Tubarão que, por diversas vezes nos proporcionou orgulho, desde o memorável terceiro lugar do Campeonato Brasileiro de 77; o título da Taça de Prata em 8O, até o campeonato Estadual em 92.
O Tubarão também teve momentos de lambari. Deixou de participar da elite do Campeonato Nacional, além de nos decepcionar com o rebaixamento para a Segundona do Paranaense, há dois anos. Conversar sobre futebol? Nem pensar. Principalmente com curitibanos. Era só gozação. Que vergonha. Vieram vários técnicos... Varlei, Gaineti, Gaineti, Varlei. Chegavam como heróis, saíram como vilões. E a torcida, persistente, não desanimava. De repente, eureka. Eis que surge um novo time na cidade. A Portuguesa de Desportes. A velha rivalidade é despertada, motivando as torcidas nas disputas da Série A2. A grande meta era a busca de vaga na divisão principal, de pelo menos um deles. Deus levou a sério nosso pedido. Os dois foram comtemplados e por merecimento, sem o beneplácito de cartolas de Curitiba, que propuseram a ascensão do Londrina pelas portas dos fundos.
Parabéns aos atletas alvicelestes, parabéns aos rubro-verdes. Parabéns aos dirigentes Célio e Abílio. Parabéns aos craques de ontem e promissores vencedores técnicos Val e Lívio. Parabéns aos torcedores londrinenses, que voltarão a se emocionar nos estádios do Café e VGD, Aliás, a festa será completa já no próximo domingo, em que a Lusinha e o Tubarão decidem a vaga da série A-2, em que ambos estão classificados para elevar ainda mais o nome da cidade no Campeonato Paranaense da divisão especial, a partir do ano 2000. Como antigamente.
- FÉLIX RIBEIRO, dentista em Londrina
Poluição sonora
Em complementação à resposta publicada dia 22 de maio, reportando-se à correspondência de Vicente de Paulo Estevez Vieira, cuja carta foi publicada na mesma seção, dia 12 de maio, reclamando de poluição sonora de estabelecimento comercial próximo à sua residência, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba informa que em nova vistoria, aos 5 minutos do dia 16 de maio, em um dos locais onde se dá o incômodo, aferiu-se um nível de pressão sonora (NPS) de 60,5 dB(A), proveniente de música ao vivo, desenvolvida no estabelecimento citado. Face à constatação de que o nível era superior ao permitido, de acordo com a legislação, o estabelecimento foi notificado através do auto nº 6482/B.
- SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, de Curitiba
Mazza
Tenho lido constantemente a Folha, principalmente na parte dos colunistas, e aproveito para parabenizar este jornal, em especial Luiz Geraldo Mazza, pela sua coragem, determinação, profissionalismo e competência na área jornalística. Quando mesmo em plena democracia as pessoas muitas vezes são barradas de mostrar a verdade, ele tem demonstrado em sua coluna a verdadeira situação do nosso Estado, as intrigas entre os nossos políticos e muitas outras coisas, que tornam sua coluna divertida e atraente.
Isso é bem diferente do que acontece até com certa frequência em alguns jornais do interior do Estado, que muitas vezes dependem de páginas de publicidade do governo. Até por questão de sobrevivência, aí são obrigados a se omitir diante de certas verdades, muitas vezes contrariando a vontade de seus jornalistas que até desejariam ser como o Mazza, mas se barram diante desta burocracia estúpida de mostrar tudo o que acontece de forma verdadeira, não somente as coisas boas.
- JOSÉ LÁZARO VILANI, Umuarama
Correção
- Quem está ao lado de Michael Schumacher na foto publicada na primeira página da edição de ontem da Folha de Londrina é David Coulthard, e não Mikka Hakkinen.
- O autor da foto do jogo entre Operário e Atlético, publicada na primeira página da edição de ontem da Folha do Paraná, é Albari Rosa.
- No caderno de esportes da Folha do Paraná/Folha de Londrina de domingo, as escalações de Vasco da Gama e Botafogo, colocadas sob o escudo de cada clube, foram trocadas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





