O leitor escreve
O leitor escreve
Armas (1)
Eu votei em Fernando Henrique duas vezes, porque confio no homem e no político. E, apesar dos problemas, acredito que sua administração ficará marcada na história do Brasil como uma grande administração. Mas existe um lado do nosso presidente que eu desconhecia. Um lado que cede muito facilmente às pressões dos politicamente corretos de plantão, sejam eles os partidos de esquerda, a OAB, as Comissões de Direitos Humanos, ou a Rede Globo. Essa pseudocampanha de desarmamento, tão massivamente divulgada por setores da mídia deslumbrada, é uma das coisas mais abjetas e ditatorias ocorridas no Brasil no último século.
Nem mesmo os governos militares tentaram essa violência. Dizem que a segurança é obrigação do Estado. Só que, sabidamente, por força do mal aparelhamento das forças policiais, da excessiva proteção dada a criminosos pelos mesmos que propõem o desarmamento dos cidadãos honestos, estamos desprotegidos. Temos visto, como justificativa para esta campanha, grandes batidas policiais em escolas, com a apreensão de estiletes e tesouras. Isso é tão ridículo que quase não merece comentários. Isso não são armas.
Se assim fosse, a Polícia deveria fechar todas as papelarias da cidade. Armas piores são o populismo, a falta de inteligência, a falta de vontade de realmente servir ao povo. Nossos representantes em Brasília continuarão portando armas, pois têm direito a isto automaticamente, em virtude do cargo que ocupam, e continuarão com seus seguranças. E nós, pobre povo, desarmados para garantir nossos direitos frente aos marginais, que, por não comprarem armas em lojas, continuarão armados. Como dizia um antigo personagem do Jô Soares: Eu não sou palhaço... Estão me fazendo de palhaço.
- HWIDGER LOURENÇO FERREIRA, Ibiporã
Armas (2)
Sou contra a proibição da venda de armas de fogo pelo simples fato de que o cidadão ficaria cerceado no seu direito sagrado de defesa, enquanto a bandidagem, cada mais sofisticada em armamento, amedronta-nos até de manhãzinha quando vamos à padaria comprar o velho e honesto pão para o café da manhã. À tarde e à noite, então, nem se fala. Só tem gente boa pelas ruas das grandes cidades, inibindo quem tem conduta exemplar, tem família e paga seus impostos e contas em dia.
Ninguém, em sã consciência, sai de casa depois das 5 da tarde. O medo generalizou-se. Então por que o cidadão não pode ter a sua defesa, através de uma arma? Além de inócua, essa medida é incoerente e até paradoxal, pois privilegia a bandidagem e orienta que nós fiquemos trancados dentro de nossas casas. É a completa inversão de valores. Bandidos soltos, cidadãos presos. Só no Brasil mesmo.
- FERNANDO EGYPTO BEZERRA, Petrópolis
Pedágio (1)
O secretário diz que deve aumentar a tarifa do pedágio no Paraná, e o presidente da Assembléia, os deputados, idem. Não devemos esquecer que as estradas foram doadas recapeadas, em boas condições. As concessionárias apenas construíram praças de pedágio. O governo aprovou um valor e depois recuou para se eleger. Onde está a classe política e a Justiça? Como pode um Estado ter medo de uma associação de operadoras de pedágio?
Que contrato é este, tão prejudicial ao Estado que todos têm medo? Seriam os políticos sócios destas concessionárias? Parece que doaram as estradas a estas empresas que não têm capacidade financeira de investimentos. Estão recebendo à vista o que vão pagar no futuro. Se é um investimento, deveriam realizar obras, e justificar a cobrança. Se as mesmas estão insatisfeitas, avalia-se os investimentos, pelos preços reais de aquisição, e teremos a surpresa de sermos ressarcidos pelos operadores desta mina de dinheiro. Evidentemente, o valor arrecadado em todo o Estado ultrapassa o valor gasto até aqui.
- WILSON A. MARQUES, Londrina
Pedágio (2)
Sinto-me orgulhoso de ter políticos defendendo os interesses da população. O governador mais uma vez demonstra isto, ao autorizar o aumento da tarifa do pedágio. Agora, teremos tarifas muito superiores ao de países de Primeiro Mundo, porém permanecendo com estradas de Terceiro. Alguém me explique, por favor, por que as tarifas aqui, têm que ser mais caras que nos Estados Unidos, ou mais caras que no Estado de São Paulo, onde as pistas são duplas, mas a tarifa é unidirecional. Talvez isto já seja o preço da industrialização que o governo promoveu.
- GUILHERME AUGUSTO PARISE, Curitiba
Econorte contra o frio
Diante da previsão do inverno mais rigoroso dos últimos dez anos, ninguém deve se omitir em ajudar o próximo a enfrentar o frio que está por vir. A Econorte fará sua parte neste mês de junho, disponibilizando suas três praças de pedágio para pontos de arrecadação do cobertores e agasalhos. É a Campanha do Agasalho Econorte, que visa colaborar com instituições de caridade das cidades servidas pela Lote 1 do Anel de Integração. Quanto maiores forem as doações, maior será o número de pessoas beneficiadas.
Para isso, buscamos o apoio de toda a comunidade, principalmente da empresas localizadas nas rodovias do Lote 1, para que façam mutirões entre seus funcionários e entreguem as doações na praça de pedágio mais próxima. Contamos também com a colaboração de todas as pessoas que diariamente trafegam por nossas rodovias. Amenizar o frio de quem precisa, com certeza, servirá para aquecer nosso coração. A campanha do Agasalho Econorte começa neste dia 1º de junho e prossegue até o dia 30.
- DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DA ECONORTE, Londrina
Futebol
O lobby dos times de futebol cariocas é nitidamente maior que o dos times paulistas. Basta comparar o Vasco da Gama, no ano passado, e o Palmeiras neste ano. O Vasco conseguiu mudar inúmeras datas de suas partidas visando preservar a integridade física de seus jogadores, e o Palmeiras, esgotado fisicamente, não consegue alterar as datas de seus jogos. A maior culpa disso é dos que fazem as tabelas de jogos e não prevêem a possibilidade de uma única equipe estar em boa fase e conseguir avançar em todos os torneios e campeonatos. Ou eles reduzem o número de torneios e campeonatos ou conversam entre si para evitar este tipo de problema.
- DANILO SANTOS, Londrina
Correção
- A festa Black White Party acontece hoje em Arapongas, e não em Apucarana como foi publicado na edição da Folha da Sexta de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





