O leitor escreve
O leitor escreve
Ciatran
Em atenção à carta do leitor Márcio da Silva Leijoto, publicada ontem, a respeito da aquisição de um terreno para ampliação da sede da Companhia de Trânsito do 5º BPM, este Comando tem a informar o seguinte: ficamos satisfeitos com a preocupação do referido estudante em acompanhar a questão de trânsito em nossa cidade e também com a correta aplicação do dinheiro do erário. Porém, o sr. Márcio, antes de sair levantando suspeitas escusas contra funcionários públicos, deveria informar-se com mais profundidade junto aos órgãos responsáveis para verificar os motivos da ampliação da atual sede da Ciatran.
Como é publico e notório, a Ciatran deixou de realizar em épocas passadas a retenção de veículos de infratores por não ter um local apropriado para a guarda desses veículos, fato amplamente divulgado pela imprensa. Tal situação foi contornada após incansável luta que mobilizou toda a comunidade e autoridades responsáveis (5º BPM/Ciatran, Comurb, 12ª Ciretran), culminando com a cessão de uma área particular para que os veículos fossem guardados.
O projeto de ampliação da sede da Ciatran, já aprovado e com recursos disponíveis, tem por finalidade resolver esses problemas. A necessidade de um terreno nas proporções mencionadas (que assustaram o sr. Márcio) se justifica pela previsão de instalação de um Batalhão de Trânsito em Londrina, o que significa que a médio e a longo prazo, nossa cidade possuirá uma estrutura de fiscalização muito melhor que a atual, com um amplo espaço para a guarda de veículos.
- SÉRGIO DALBEM, comandante da Ciatran em Londrina
Radar
Nas rodovias próximas a Londrina, entre Jataizinho e Londrina, Londrina e Rolândia, os motoristas, quando percebem o uso de radar pela Polícia Rodoviária, são avisados por sinais de luz. Mas agora, eles estão sendo surpreendidos por dois automóveis, um Gol e um Uno branco que escondem em seu interior um radar fotográfico. Estes automóveis não têm qualquer identificação e na estrada não é colocada nenhuma placa sinalizando operação com radar, como manda o novo Código de Trânsito.
Esta atitude não tem caráter punitivo imediato e é no mínimo irresponsável, visto que uma pessoa dirigindo em alta velocidade que venha a ser multada, só ficará sabendo do fato dias após sua viagem. E provavelmente não terá percebido que o veículo na beira da estrada não estava quebrado e sim realizando uma operação de controle de velocidade. Controle que não controla nada, pois esta pessoa que acabou de ser multada pelo radar continuará trafegando em alta velocidade, podendo provocar algum acidente fatal quilômetros adiante. Caso este acidente seja fatal, a multa irá para quem? E se este motorista tiver matado uma família, que poderá ser até da pessoa que autorizou este tipo de operação, quem será responsabilizado?
Acredito que todos os motoristas têm que se conscientizar da necessidade de não trafegar em alta velocidade. E o Comando da Polícia Rodoviária perceber que esta operação não tem nenhum caráter punitivo ou educativo, pois mais parece uma forma de arrecadação de dinheiro para os cofres públicos.
- CLAUDIO BLANCO, Londrina
Créditos de vida
Há momentos em que o desânimo chega, fazendo com que todos problemas se agigantem, e tomem proporções imensuráveis. Nossas metas, nossos planos, tudo que até então tínhamos planejado, dissolve-se, tal como um comprimido efervescente em um copo dágua. Ao mesmo tempo em que nos deprimimos, sentimos imenso desejo de que o mundo acabe naquele instante, levando consigo todos os problemas que tanto nos atormentam. Temos vontade de sair esbravejando e soltando tudo de ruim de dentro de nós.
Neste momento, devemos nos reportar ao nosso Deus maior, o qual nos concede conforme sua vontade, tudo que temos e precisamos, principalmente nossa própria vida. Permita-me perguntar ao leitor: Você saberia dizer quanto tempo de vida ainda tem, quando sua vida vai chegar ao fim? Pois bem, essas respostas só quem sabe é Ele, Deus, esse Deus que mesmo quando você nem se lembra, Ele não deixa de olhar por você. Por isso, procure olhar o lado positivo de todos os fatos que lhe acontecerem a partir de agora. Viva cada segundo de sua vida como esse fosse um crédito extra e procure dar o melhor de você em todos os seus projetos.
- ISRAEL FLORÊNCIO, estudante, Maringá
Agricultura valorizada
Quero parabenizar a Folha de Londrina/Folha do Paraná pelo excelente editorial Agricultura valorizada, publicado no dia 24. Como agropecuarista, jamais perdi de vista o cenário que se desenha para o agronegócio brasileiro. Contra todas as previsões dos especialistas, plantamos e colhemos, pois é no campo que produzimos, não apenas transformamos. E, sem dúvida, o agronegócio brasileiro será num futuro mais próximo do que se imagina, o setor da economia ainda maior do que já é hoje no Brasil.
Eventuais apoios políticos poderão acelerar o processo, mas o nosso caminho está escrito. Como diretor-secretário da Sociedade Rural do Paraná, eu não poderia deixar de lembrar que nosso presidente Francisco Galli, desde a posse à frente da entidade, tem dado ao tema especial atenção, tanto que, além de participar de inúmeras reuniões, realizamos aqui em Londrina, em 5 de março, o Seminário do Agronegócio, acreditando neste que é, sem dúvida alguma, o caminho que levará o País ao Primeiro Mundo.
- ARNALDO COELHO DO AMARAL FILHO, Londrina
Pedágio
Sou usuário da rodovia pedagiada que liga Maringá a Campo Mourão. Faço esse percurso toda semana e o que se vê é uma rodovia de tráfego apertado, com pouquíssimos pontos de terceira faixa, onde apenas foram feitas roçadas e operação tapa-buracos. A empresa (que explora o pedágio) deveria investir primeiro e cobrar depois, pois de outro modo, um consórcio formado por catadores de papel, pedreiros, vigias e cobradores de circular também poderia se habilitar, por que não? Este governo fala muito em cidadania. Qualquer aumento não passa de uma total falta de respeito para com as pessoas que o apoiaram, classe esta em que não estou incluído, pois este governo só existe, de fato, na televisão. Acho até que pela qualidade ofertada do trecho, R$ 0,50 de pedágio está mais do que bem pago.
- EDSON ALVES, Maringá
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





