O LEITOR ESCREVE
Perda de tempo
Londrina é uma cidade dinâmica, feita de gente que veio para cá e com muito trabalho a construiu. Não sou daqui. Vim para cá na década de setenta e vi a Universidade nascer, a economia diversificar, a imprensa se multiplicar, as manifestações culturais receberem um incremento enorme, o centro se expandir, bairros surgirem, a cidade crescer. Isso se faz com esforço, acreditando nas pessoas. Não sou daqui, mas trabalho aqui, minhas filhas são daqui, me importo com o que acontece na cidade, tenho amigos, vivo em Londrina, então sou daqui. A maior parte dos meus amigos também não era daqui, mas adotou a cidade. Não posso concordar com o sr. Remo Veronesi, a quem conheço pouco. Não perdi tempo aqui, nem acredito que ninguém o tenha perdido. Sei que sua família (ele também quando jovem) foi uma das que fizeram a Londrina que conheço. Seu pai, sua mãe, o seu irmão Romolo construíram aqui uma relação de troca com a comunidade.
Tenho o privilégio de ser amiga do Romolo e de sua família e acompanho sua preocupação em fazer uma Londrina dinâmica, sensível às manifestações culturais. Conheço o trabalho do vice-consulado, integrando cidadãos italianos e brasileiros. Londrina o acolheu e com a cidadania honorária prestou justo reconhecimento ao trabalho que realiza. O sr. Remo recebeu a mesma honraria. É, portanto, daqui, com um diploma que o atesta. Não tenho o diploma. Tenho trabalho, filhas, amigos. Sou daqui. Não perco tempo. Tempo aqui não se perde, nem se ganha. Vive-se construindo.
- IARA STROBEL, Londrina
Perda de tempo 2
Londrina, esta menina, sujeita a todos os tipos de melindres ao mesmo tempo que demonstra grande força e segurança na busca do seu amadurecimento. Os burocratas não compreendem este seu florescer. A luta é grande para conseguir deles apoio. Só verificar a nossa Universidade a quantas anda. As iniciativas culturais têm que bancar pedintes, enquanto papai noel ganha um maravilhoso terreno em área proibida. Enquanto Curitiba solta o verbo e não a verba. Como menina, Londrina, às vezes, apronta umas, como enviar comitivas enormes, sem necessidade, ao exterior. No meio do caminho esquecem seus objetivos e brincam de fazer turismo. Eh! memória boa! Eu, vinda de São Paulo, uma senhora de respeito, me considero de Londrina. Aceitei o desafio! Rio muito desses burocratas, ao mesmo tempo que não acho graça nenhuma. O que me faz ficar é a certeza que Londrina tem órgãos que fazem amadurecer, não desistem, vão atrás, compreendem essa menina, criam anticorpos, não acham que perdem tempo. Ao contrário amadurecem junto com a cidade.
- MIRA ROXO, Londrina
Retificação de matéria
No dia de ontem, 1º de abril, cansados de tantas indefinições e recuos por parte do governo sobre a implantação da hora-atividade, perto de 300 professores, diretoria da APP-Sindicato (13 diretores), Conselho Estadual (80), mais representantes de escolas, ocuparam a SEED, exigindo do Secretário uma definição sobre a instituição de tal benefício aos professores. Primeiramente, o Secretário Ramiro Wahrhaftig afirmou que a hora-atividade só seria possível, provavelmente, ao final do governo. Transmitida essa versão aos presentes, todos, por unanimidade, manifestaram-se contra e decidiram ficar na Secretaria até que uma proposta concreta fosse elaborada.
Diante do impasse, já pelas dezenove horas, o Secretário comprometeu-se a implantar a hora-atividade em agosto/97. Para tanto, uma comissão APP/SEED já começa a trabalhar no dia 9/4 e até o dia 25 o Secretário encaminhará à APP-Sindicato uma confirmação de sua posição, já com a visão do governo. Diante disto, os professores retiraram-se do local. Esta foi a verdade dos fatos. No entanto, a matéria divulgada por esse jornal, em 2/4, assinada por Ana Cristina Pereira, demonstra as seguintes situações:
1. Ou a jornalista não assistiu a todo o desenrolar dos acontecimentos;
2. Teve informação por terceiros e não diretamente da direção da APP-Sindicato;
3. Ou agiu de pura má-fé.
Em qualquer das hipóteses, nenhum dos três comportamentos condiz com a função de jornalista, que é informar a verdade. A matéria veiculada nem sequer tangencia o que ocorreu e o resultado das negociações. Assim sendo, solicitamos de Vossa Senhoria que nova matéria seja produzida e divulgada sobre o assunto. Colocamo-nos à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos.
- ROMEU GOMES DE MIRANDA, Curitiba
NOTA DE REDAÇÃO: Mantemos as informações contidas na matéria da repórter que acompanhou o desdobramento da reunião até o seu final. A assessoria de imprensa da Seed confirmou ontem que o secretário Ramiro Wahrhaftig não garantiu a adoção da hora-atividade em agosto deste ano. ‘‘Não há compromisso do secretário neste sentido. Ele defende a medida, mas não depende dele a liberação de recursos’’, diz textualmente a assessoria.
Violência policial
O lamentável flagrante da violência policial em Diadema, Grande São Paulo, mostrado pelo Jornal Nacional, serve de alerta à população brasileira no sentido de que a violência cresce de forma desordenada para todos os lados. Neste caso, em especial, a sociedade não pôde jogar a sujeira para debaixo do tapete, deixar de lado a situação terrível pela qual passaram aquelas pessoas e tendo, como consequência, a morte de um rapaz.
Mais uma vez a covardia faz questão de julgar inocentes antes da Justiça. Pior, ataca, desrespeita, espanca, mata. São mercenários de distintivo. A revolta em relação ao fato aumenta quando, mesmo diante dessa baderna uniformizada, alguns perguntam o porquê do Brasil, leia-se Rio de Janeiro, não ter ficado entre as finalíssimas para sediar a Olimpíada de 2004.
- MIRIAN CRISTINA PERES DA CRUZ, Londrina
Agradecimento
O Movimento Estudantil de Teatro Amador - Meta vem a público agradecer às empresas e órgãos públicos em geral, entre elas a Schincariol, o Bar Água na Boca e o Diretório Central de Estudantes da Universidade Estadual de Londrina, bem como a Câmara de Vereadores de Londrina, pelo apoio que recebemos em nossa temporada no Teatro Zaqueu de Melo, de 19 de março a 1º de abril. Agradecemos também à Folha de Londrina e demais veículos de comunicação social pela divulgação da temporada, que foi, como atestam os borderôs do teatro, a melhor dos últimos anos em termos de público.
- JUAREZ REZENDE ARAÚJO, diretor do Meta
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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