O leitor escreve





Nota sobre o primo bispo
Primo de minha mãe, Dom Jerônimo Mazzarotto foi com quem convivi desde menino. Pelo seu caráter íntegro e austero, foi um mestre da vida. Doutor em Latim e Filosofia, ele jamais se descuidou do contato com a terra. Cuidava, ele mesmo, do pomar e das roseiras do quintal de sua casa, junto à Igreja de Santa Terezinha. Primeiro reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Dom Jerônimo, o Bispo Mestre, foi orgulho para nossa família e para a Igreja local, sobremaneira quando, avançado na idade, mereceu de Deus invulgar lucidez.
Primo ardoroso e sacerdote exemplar, ele jamais descuidou de encomendar os nossos mortos, sempre que houve luto entre nós. É incontável o número de famílias, das quais ele casou pais, filhos e netos.
A cidade de Curitiba lhe deve pelo menos duas igrejas: a de São Francisco de Paula, na Rua Saldanha Marinho, e a de Santa Terezinha, no Batel. Deve-lhe também uma casa de formação em Santa Felicidade, que ele fez construir, renunciando à herança da chácara de seus pais, Ângelo e Amália Gasparim Mazzarotto. E ainda, é claro, a consolidação da Universidade Católica. Ele formou diversas gerações de curitibanos, espelhados na limpedez do seu caráter e na solicitude do seu amor cristão. Dom Jerônimo foi grande e foi nosso.
- RAFAEL GRECA DE MACEDO, ministro do Esporte e do Turismo
Ciatran
Um bom exemplo de como é mal gerenciado o dinheiro público: a Companhia de Trânsito de Londrina (Ciatran) quer ampliar a área de sua sede. Dos 2.739m2 atuais iria para 10 mil m2. O comandante da Ciatran, capitão Sérgio Dalbem, afirma que a Companhia possui recursos garantidos pelo orçamento do Detran no valor de R$ 250 mil, e como o dinheiro precisa ser usado até o final deste ano, há pressa na aquisição do terreno e na construção. Ele também diz que a área de 10 mil m2 será o ideal, pois deve-se levar em conta o crescimento do município nos próximos dez anos e o consequente aumento da frota de veículos. Outra afirmação instigante vem da diretora da 12ª Ciretran, que avisou sobre a possibilidade de aquisição de um terreno particular de 2 mil m2 perto da atual sede do Ciatran.
São várias as dúvidas que surgem: será que há a necessidade de mais 7.261 m2? Para que tanto terreno? Será que vai haver tantos carros para ocupar esta área? Por que os R$ 250 mil não são gastos com outras providências mais úteis para a população? Existem várias sugestões. Se a administração pública não tem condições de arcar com as lombadas eletrônicas, por que gastar com a aquisição de um novo terreno e de uma nova sede? Por que a diretora da 12ª Ciretran disse que está sendo estudada a possibilidade de aquisição de um terreno do mesmo tamanho do atual da Ciatran? E por que este terreno é no mesmo local? Não há outros, em outras localidades, mais baratos? Se essas perguntas não forem respondidas com maior clareza, é de se questionar o gerenciamento do nosso dinheiro pago em impostos e tarifas, tanto pela prefeitura como pelos outros órgãos públicos.
- MÁRCIO DA SILVA LEIJOTO, estudante, Londrina
Informe
Com relação à nota divulgada pela coluna ‘‘Informe Folha’’, na edição de 14 de maio de 1999, sob o título ‘‘Doce da Boca’’, cabe-nos informar: em nenhum momento houve disputa sobre o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Sistema Paranaense de Metrologia e Ensaios (Paraná Metrologia). Isso porquanto o sistema, desde as primeiras reuniões para sua instituição, vem sendo discutido com base no consenso entre os representantes de seus membros plenos (membros fundadores) Ipem-PR (Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná), Tecpar (Instituto de Tecnologia do Estado do Paraná) e Lac (Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento).
Sobre o termo ‘‘carta na manga do presidente da Fiep’’ utilizado na nota, é preciso esclarecer que a diretoria do Ipem, na pessoa de seu presidente Paulo Maia, e a diretoria da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), na pessoa de seu presidente, José Carlos Gomes Carvalho, mantêm relacionamento de mútua cooperação. Tanto é assim que, na conquista da certificação de seu sistema de qualidade, o Ipem sempre contou com o importante apoio da Fiep. Igual apoio recebeu da Fiep para a estruturação do Paraná Metrologia.
O Ipem do Paraná, como membro pleno do Paraná Metrologia, junto com seus parceiros, foi um dos principais incentivadores para a criação do sistema no qual passou a ocupar, após a assembléia do dia 13 de maio, os cargos de vice-presidente do Conselho Deliberativo (Paulo Maia) e coordenador executivo (Júlio Felix, diretor-técnico do Ipem). Ponto que mais uma vez atesta a inexistência de qualquer ‘‘desconsolo’’ ao instituto no que se refere à eleição dos membros do corpo de direção do Paraná Metrologia.
- SENIVAL SILVA, assessoria de imprensa do Ipem do Paraná, Curitiba
Golpe
Sobre a reportagem ‘‘Casal dá golpe em 300 donos de carros’’, publicada no dia 19: isso ocorreu também em Altônia, cidade onde meus pais moram. Quando meu pai me informou que alguém compraria seu carro pelo valor acima de mercado em 30%, na mesma hora informamos para não fazer o negócio. Moro em Foz do Iguaçu há 14 anos e estou acostumado com este tipo de golpe. Fiquei pasmo quando me informaram a quantidade de veículos comprados por esses indivíduos.
Estou espantado com a inocência do povo brasileiro. Com tanta informação através da mídia, pessoas como um advogado, um médico e tantos outros que se dizem informados, caem numa operação tão simples e absurda dessas. Se o negócio fosse realmente correto, em qualquer outra cidade de porte grande, como Londrina, estas pessoas conseguiriam automóveis com preços muito mais em conta.
- PEDRO RICARDO CARPINÉ PERES, Foz do Iguaçu
Dias Gomes
Infelizmente, o final dado ao escritor Dias Gomes não foi aquele que ele merecia. O destino, às vezes cruel, pregou mais uma das suas ao colocar um ator coadjuvante sem experiência no caminho daquele que trouxe tantas alegrias para dentro dos nossos lares. Autor de relíquias como o ‘‘Pagador de Promessas’’, ‘‘O Bem-Amado’’, ‘‘Saramandaia’’ ou então ‘‘Roque Santeiro’’, Dias Gomes foi o escritor a quem o Brasil se rendeu de corpo e alma; ele foi alguém que sabia retratar o País do jeito que ele é. Para nós ficará a saudade e a certeza de que não teremos mais outro como ele para extrair o sorriso de gente tão sofrida como o João, a Maria, a Dita... O Brasil ficou mais pobre, sai de cena Dias Gomes. Fim.
- MARCOS RICARDO GOMES, Londrina
Complemento
- Na reportagem ‘‘Música Para Bebês’’ publicada na Folha 2, no último sábado, faltou a informação de que as aulas da professora Kátia Araújo são dadas no Conservatório Musical de Londrina (Rua Pernambuco, 903).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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