O leitor escreve
O leitor escreve
Realeza
Vivendo em Realeza há quase 30 anos e exercendo minha atividade profissional em todo o Sudoeste do Paraná, além de outras regiões, acompanho com preocupação o desenvolvimento de muitas cidades desta quase esquecida - entenda-se por parte do governo do Estado - e bela região. Sendo inevitável a comparação entre estes municípios que praticamente se avizinham territorialmente. Entre os municípios-sede que possuem posição geográfica privilegiada, principalmente no que diz respeito a entroncamentos rodoviários, pois por aqui passa grande parte do fluxo de turismo para Foz do Iguaçu e de cargas da região Sul do País para o Centro-Oeste e vice-versa.
Constatamos que nossa bela cidade, cheia de canteiros e alamedas verdes, bem como sua área rural, encontram-se em estado de passividade e de muito pouco desenvolvimento. Sendo que, boa parte de sua população, principalmente do campo, foi mandada embora por falta de alternativas de fixação. Enquanto deixamos o progresso passar pelos bem arrumados e floridos trevos de acesso que nos rodeiam. O que vem acontecendo conosco para que chegássemos a esta inusitada situação? A sociedade que não se organizou o suficiente - eu me incluo nisso - para reivindicar e participar das administrações públicas a fim de resolver problemas e criar alternativas para questões comunitárias, permitindo que se formassem grupos isolados que se alternaram no poder municipal. Os dirigentes das próprias administrações públicas que se sucederam nas últimas décadas não tiveram visão, liderança, competência e equipes suficientes para, junto com a sociedade organizada, buscar alternativas de crescimento sustentado, como ocorreu em vários municípios da região Sudoeste do Paraná.
Temos soluções? Sim, muitas. E, com certeza, elas serão muito maiores a medida em que os dirigentes públicos e comunitários, exercendo sua capacidade de liderança, se integrarem com suas comunidades locais e regionais. Possibilitando maior transparência e lucidez na gestão da coisa pública.
- ROMAR RUI CERUTTI, engenheiro civil, Realeza
Marketing político
Em tempos de acirrada competição em todos os segmentos de atuação profissional, a capacitação contínua, torna-se fundamental para estabilização de qualquer indivíduo no mercado de trabalho, exigindo do profissional constantes mudanças. A frase popular quem não é competente não se estabelece vem tomando nova conotação, pois a cada dia o mercado exige muito mais do que apenas competência. No campo político, devido à resistência às novas tendências e metodologias de trabalho, é muito comum ocorrer em eleições praticamente ganhas as chamadas zebras, quando verdadeiros caciques da política, considerados como praticamente eleitos, percebem no dia da apuração a surpresa de perder as eleições por diferenças mínimas de votos.
Essa situação tende a acontecer a cada quatro anos, pois assim como nas outras áreas de atuação, a política deve se adaptar à real situação do mundo. O surgimento e profissionalização do marketing político vem de encontro a essa real necessidade da classe política em nosso País. Foi-se o tempo em que um político era eleito com troca de favores, encontros organizados com lideranças apenas em épocas de campanha. O diferencial está no político bem informado, que mantém tanto na campanha como durante seu mandato um contato constante e direto com seu eleitorado.
Um dos grandes trunfos das campanhas vitoriosas deve-se à distribuição de informação de forma inteligente, com a utilização da informática como uma ferramenta de trabalho. O detalhamento de dados, segmentando-os aos objetivos do político. A implantação do sistema de database marketing (banco de dados direcionado) facilita o trabalho citado e vem crescendo de maneira intensa e provando a cada dia de trabalho sua eficácia. O Terceiro Milênio está aí, com novas tendências, novas idéias; o trem da tecnologia está passando pelas suas estações, entra quem tiver visão e interesse.
- ACHILES B. F. JUNIOR, Curitiba
Londrina EC
Quero registrar meu apoio ao Londrina Esporte Clube nesta jornada rumo à Série A-1 do Campeonato Paranaense de Futebol, e especialmente ao técnico Val de Mello. Tomem como exemplo, a conquista do Paranaense de Juniores, que projetou o LEC no cenário nacional. Isso vem demonstrar que não compensa armar equipes só para uma temporada. Quem acompanhou o trabalho de Val de Mello dentro das categorias de base do Londrina, pode avaliar o seu pensamento de profissional paciente, amoroso e cuidadoso para com os futuros atletas, que sem dúvida nenhuma serão o patrimônio do time. Força Tubarão!
- ROLDÃO HEPBURN SILVA, Fátima do Sul (MS)
Passeatas
A respeito da reportagem O povo na rua, publicada ontem na Folha (Folha Reportagem): todo tipo de passeata contra o estatus-quo acaba tendo um ar romanesco de liberdade e fraternidade. Muitos intelectuais consideram o crescimento cultural de um povo ligado integralmente aos levantes que porventura ocorram na sua história. Mas até que ponto esses movimentos não são meras faces ou ações abjectas condicionadas pelos meios de comunicação em massa?
O que seria, por exemplo, do Fora-Collor sem que, na televisão, aparecessem os plantões no horário nobre comandando o cérebro alienado da população e, em especial, dos jovens incapazes? A questão gira em torno desse fator: será mesmo que o Povo na Rua expressa a real necessidade da coletividade ou o interesse de alguns, a classe dominadora com intuito de lucrar com as variações socio-históricas? Aristóteles dizia, em sua Poética, que no teatro existe mais filosofia que nos livros desse gênero. Dizia isso pelo fato das peças trazerem uma realidade que poderia ocorrer alertando, portanto, o povo. Que grande teatro nos vivemos.
- TIAGO TONDINELLI, estudante, Londrina
Bela Vista do Paraíso
Foi com estarrecimento que li que os comerciantes de Bela Vista do Paraíso estão reclamando das facilidades oferecidas aos cidadãos belavistenses no que tange ao transporte coletivo de passageiros para Londrina. Não reclamam apenas da tarifa, que consideram acessível demais, mas também querem sugerir e ou suprimir os horários que consideram danosos para seu comércio naquela cidade. Ainda têm a audácia de querer perguntar aos cidadãos o que estão vindo fazer em Londrina. Tudo visando preservar os seus próprios e inalienáveis direitos de comerciantes livres que são. Por que não colocam uma porteira na cidade e vistoriam se seus consumidores estão levando para casa mercadoria comprada clandestinamente em Londrina? Já que estamos beirando as raias do absurdo, por que não?
- SILVIA H. COSTA, bancária, Londrina
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