O leitor escreve





‘‘Folha nos Bairros’’
Espero com ansiedade a nova série ‘‘Folha nos Bairros’’, da Folha, que sem dúvida será um acréscimo na discussão dos problemas e soluções para uma cidade do porte de Londrina. Só tenho uma pergunta: e os bairros de Ibiporã e mais especificamente o meu bairro, que fica em Cambé (Novo Bandeirantes)? Onde moro ‘‘vivemos’’ dentro de Londrina (o Novo Bandeirantes fica próximo a UEL). No caso de reportagem, gostaria de alertar nosso prefeito José do Carmo Garcia, que nosso bairro é o mais sujo de Cambé, já que as ruas não são varridas com a mesma frequência de antes, e quando passa o lixeiro, aí é um Deus nos acuda, pois o lixo é esparramado pela rua. A praça em frente à minha casa, na Rua Júlia Maria da Costa, e o terreno baldio ao lado da Escola 11 de Outubro viraram depósito de lixo. A minha rua é deprimente, pelo desmazelo do povo que ali joga de tudo, e pelo Poder Público que pouco tem feito. Haveria algum meio do prefeito de Cambé ter acesso a estas minhas reclamações?
- REINALDO SANTOS GABRIEL, Cambé
N.R. Os bairros de Cambé e Ibiporã também serão abordados na série da Folha.
Exportação
Absurda a notícia ‘‘País não tem política para exportações’’, publicada no último domingo, considerando a história econômica do Brasil, que foi sempre um ‘‘quintal’’ dos países chamados ‘‘desenvolvidos’’. Desde o descobrimento, a sociedade brasileira baseia-se em um modelo importado. A preocupação sempre foi maior em atender ao mercado externo, mais exigente, do que o interno. Crianças aprendem na escola, ou deveriam aprender, que produtos como pau-brasil, açúcar e café, por exemplo, um dia foram a base da nossa economia. E todos procuravam satisfazer os desejos dos gringos, nunca dos brasileiros.
As crianças deveriam saber que nós, quase sempre, ficamos com o pior da produção, para poderem reivindicar, não uma política econômica voltada para o exterior, mas que valorize quem tem o direito de reclamar: nós mesmos. A discussão sobre a existência ou não de uma política de exportação deveria ser centrada no primeiro termo: será que nós temos política, ou só politicagem?
- LENNITA RUGGI, Curitiba
Criança e adolescente
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há um bom tempo, necessita de reavaliação e talvez algum reajuste. Não obstante a louvável intenção dos que o elaboraram, que tudo fizeram para que aquele documento tivesse 100% de acerto, é certo que trouxe benefícios à criança, uma vez que aumenta a responsabilidade dos pais e tutores em relação à criança. É necessário que os jovens façam um curso sobre a responsabilidade da maternidade e paternidade, antes de se tornarem sexualmente maduros para essa função. Esses cursos teriam como base o estatuto, acrescentado de algumas noções como saúde, higiene, economia doméstica, cidadania, religião etc.
O que não se pode admitir é que milhões de crianças prossigam sofrendo nas mãos de pessoas despreparadas para essa sagrada tarefa. Todo casal deveria ser sabatinado sobre essas questões antes de contrair matrimônio. Se para dirigir um carro é exigida carteira e habilitação, o que dizer então quando se trata de dirigir uma vida em formação? Esses conhecimentos fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e humana, poderiam ser ministrados pela rede de ensino regular, comunidades religiosas, organizações não-governamentais etc. O importante é que todos tenham acesso a ela para que em futuro próximo se torne a pedra angular da nossa cultura.
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Carteirinha de estudante
Para assegurarmos o direito de estudante, temos que contribuir com uma pequena quantia. Todos os anos, somos obrigados a comprar uma carteirinha que qualquer pessoa poderia fazer em casa, e que pode variar de R$ 12,00, para estudantes de 2º grau, R$ 15,00, para estudantes universitários e R$ 18,00, para estudante que pretender viajar para o exterior. Ultimamente, até o valor pago diz ao estudante o seu limite.
Se pagamos tanto por esta carteirinha, teríamos que ter inúmeros benefícios, aqueles que quando chegamos a um show e aquela figura simpática do outro lado diz: ‘‘Este preço já é para estudante’’. Será que o que pagamos é justo? Será que este dinheiro é bem empregado? Claro que a resposta é não, pois além de pagarmos, precisamos implorar para recebê-la; sempre falta material, o material já está chegando, cada dia é uma resposta enganosa e diferente. Se pagamos pelo benefício, deixamos de ter alguns direitos, aqueles dos estudantes e então viramos clientes e sem dúvida podemos reclamar e muito, principalmente do atendimento e da sujeira da Casa da UNE (União Nacional dos Estudantes), que agora virou sede política em Curitiba. Não sei do quê, só se a política mudou de nome, com festas e cervejas.
- RAFAEL L. BRANCO, Curitiba
Lixo
O assunto da reportagem ‘‘Trânsito e lixo são problemas’’, publicada dia 14, é problema comum em toda área urbana de Londrina. Existe um projeto na AMA (Autarquia Municipal do Meio Ambiente), na qual trata das Centrais Intermediárias de Resíduos (CIRs), onde propõe implantar as mesmas, uma em cada zona da cidade. As CIRs têm como proposta receber em um local fechado todo resíduo descartado pelos moradores da região. A Prefeitura quinzenalmente destinaria esse lixo para um local definitivo ou para reciclagem. Uma das propostas é realizar um trabalho de educação ambiental com os carroceiros e ao mesmo tempo fornecer um local adequado para que eles possam destinar os resíduos que transportam, pois, esse é o meio de sobrevivência deles. Atualmente o projeto encontra-se arquivado.
- ELSONE JOSÉ DELAVI, geógrafo, Londrina
Agradecimento
A professora Sara Regina Rodrigues Ferro, presidente da Assovale e chefe do Núcleo Regional de Educação de Ivaiporã, vem a público agradecer o interesse do Rotary Club de Ivaiporã que, através de importante parceria com o Rotary Club de Murakami, no Japão, repassou à Assovale de Ivaiporã a importância de R$ 20.692,00. A referida importância destina-se à compra de importantes equipamentos que auxiliarão no diagnóstico de problemas e doenças relacionados às áreas visual e auditiva de alunos portadores de necessidades educacionais especiais que, a partir de agora, poderão ter um atendimento mais rápido e mais eficiente. Esses equipamentos, que já foram adquiridos, deverão estar em pleno funcionamento dentro de 60 dias e atenderão a cerca de 22 municípios de nossa região, beneficiando milhares de alunos, com tecnologia de Primeiro Mundo.
- SARA REGINA RODRIGUES FERRO, Ivaiporã
Lombadas eletrônicas
A respeito da velocidade dos veículos no centro da cidade, cabe a nós motoristas londrinenses palpitar que depois da retirada das lombadas eletrônicas, nova sinalização seja colocada. Agora, limitar a 40 km/h em algumas avenidas é uma utopia.
- JOSÉ ROBERTO DIAS, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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