O LEITOR ESCREVE
Horários especiais
É encantador presenciar o comércio de Londrina com as portas abertas até às 20 horas e aos sábados até às 18 horas, como ocorreu nos dias 27 e 29 de março. Lamentavelmente, existem pensamentos que se antagonizam com o desenvolvimento e com o próprio peso político e econômico desta grande cidade. É inconcebível admitir que Londrina não tenha condições de manter o comércio aberto diariamente, de segunda a sexta-feira, das 9 às 20 horas e aos sábados das 9 às 18 horas. Só podemos crer que quem pensa ao contrário não enxerga o conteúdo de Londrina e, só para lembrar, somos a terceira maior cidade do sul do Brasil e vejam os horários comerciais de Porto Alegre e Curitiba. No entanto ficamos, em termos de horário comercial, comparados às pequenas cidades do Brasil. É pena.
Constatamos que a cidade toma prejuízo imensurável em não atender à macrorregião econômica que abrange Londrina. Felizmente, as empresas profissionais e profissionalizadas sempre estiveram imbuídas no sentido de demonstrar que devemos fechar na hora certa, a exemplo da abertura às 12 horas na Quarta-Feira de Cinzas, e mantermos abertos nos horários certos e produtivos, a exemplo do pleito ora em questão. Nesta oportunidade dirijo-me ao nosso ilustre prefeito e amigo Antonio Belinati, no sentido de voltar sua atenção para este assunto tão importante (flexibilização do horário comercial de Londrina).
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, gerente das Lojas Riachuelo, Londrina
Biblioteca
O jovem estudante Tiago Souza Botino enviou carta, publicada em 29 de março, para este conceituado jornal, reclamando o fechamento da Biblioteca Pública desde 23 de março. Lamentamos o equívoco do estudante, pois a Biblioteca funcionou normalmente até o dia 26, fechando apenas no período de 27 a 30 de março. Aproveitamos o espaço para esclarecer que a Biblioteca Pública é uma instituição prestadora do serviço de informação, cultura e lazer, que procura atender ao anseio da comunidade em geral, desde idosos, pessoas em busca de emprego, donas-de-casa, empresários, complementação de pesquisas escolares a estudantes, incentivo à leitura, auto-educação, registro da memória local, informações de utilidade pública, entre outros. O funcionamento é de segunda a sexta, das 8 às 19h30, e aos sábados das 8 às 16 horas. Para mais informações e sugestões o endereço é: Avenida Rio de Janeiro, 413, fones 321-6600, ramal 221/228 ou 300/1996.
- ANGELA FARAH MARÇAL, Secretária Municipal da Cultura
Poluição sonora
Ao que parece, muita gente não leva a sério ou ainda não aprendeu a surrada expressão jurídica segundo a qual ‘‘O seu direito termina quando começa o do próximo.’’ Lembrei disso dias atrás, quando fui acordado, às duas da madrugada, pelo motorista de um veículo que insistia em tentar acordar o vigia de um estacionamento de carro. Meia hora de buzinaço e ninguém se tocava. O condutor insistia e moradores próximos rezavam para que a bateria descarregasse. E o responsável pela abertura do portão parecia dopado e roncava tranquilamente no interior de outro veículo. O episódio trouxe-me uma indagação: a quem compete fiscalizar o cumprimento da lei do silêncio? Ninguém sabe que após às 22 horas é proibido perturbar o sossego do próximo?
Outra poluição passível de comprovação, pela Prefeitura, são essas caçambas que se coloca sobre a calçada ou encostadas ao meio-fio. Parece que o motorista que as transporta recebe ordem de deixá-las de qualquer maneira. O pedestre que se dane, principalmente quando o recipiente é acompanhado de um cavalete que ajuda a obstruir completamente a passagem, aumentando o perigo do pedestre, obrigado nessa circunstância a utilizar a rua e enfrentar maior perigo.
- CARLOS DAMASCENO UCHOA, Londrina
Traição
No ano retrasado, em junho ou julho,
encontrei este texto no chão de um botequim. Seu conteúdo é bastante interessante, apesar de mal escrito:
‘Sou um canalha. Eis-me nesta mesa de bar, bêbado, escrevendo em guardanapos por completa falta de alguém para me escutar. E até agora não consigo me sentir totalmente culpado. Nem sei se judicialmente o que cometo é realmente um crime, mas pelo menos para o lado bom da minha consciência foi um grande delito. E eu havia várias vezes jurado fidelidade à minha esposa, sempre sinceramente. Lembro-me com perfeição do brilho de seus olhos quando, no olhar, lhe afirmei isso pela primeira vez. Até nos casarmos eu relutava e evitava ao máximo qualquer afirmação mais comprometedora. Depois do matrimônio isso melhorou. Como se não tivesse mais jeito, passei a compartilhar meus sentimentos com ela aos poucos. Até hoje esses sentimentos permanecem os mesmos; se mudaram um pouco, foi porque meu amor por ela aumentou.
‘Paralelo ao que pode ser considerado uma grande história de amor, eu sentia em diversas ocasiões algo bem menos nobre: atração por outras mulheres. E repito: sempre amei minha esposa. Ela sempre me deixou feliz e satisfeito, porém isso não foi suficiente para bloquear minha atração por outras. No princípio achei que não a amava, que se isso acontecesse eu não teria olhos para outra mulher em nenhuma hipótese. Estava errado. Com o tempo, pude constatar que a amava de fato. Mesmo entre nós homens não existe um consenso sobre a questão. Não são todos que assumem essa incontrolável atração pelo sexo oposto, mas sempre que a assumem se portam como canalhas. Outros dizem que só se importam com suas esposas/namoradas. Porém muitos desses do segundo time podem ser vistos girando a cabeça para acompanhar a passagem de algum corpo feminino mais privilegiado. A conclusão a que chego, tanto por dedução como por indução, é que aquele padre estava certo: os homens possuem o gene da promiscuidade.’
Achei este papel amassado, bem antes de trair minha mulher pela primeira vez.
- CLAUDIO PORTELLA, Londrina
Congratulações
A finalidade desta carta é simples: congratular-me com esse jornal pela excelência de que se reveste toda matéria nele publicada. O noticiário, os suplementos, o editorial, os articulistas... tudo é excelente nesse excelente jornal. Uma das suas seções que leio regularmente e que sempre aprecio é o das cartas enviadas pelos leitores, como esta que hoje lhes endereço. Os missivistas são, em geral, excelentes como todo o jornal. Entre os costumeiros missivistas, escolho um: Jorge Baleeiro de Lacerda, que não tenho a honra de conhecer pessoalmente, e que escreve magnificamente bem. Entre os articulistas, seleciono Maria Lucia Victor Barbosa, comentarista de grande cultura
sociológica e de grande poder de comunicação. E como articulista o notável Luiz Geraldo Mazza. Parabéns a esse grande jornal!
- NEWTON FREIRE-MAIA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

mockup