O leitor escreve
O leitor escreve
Aviões da FAB
Há mais coisas entre o céu e a terra do que simples aviões de carreira. Sim, são os aviões da FAB, levando passageiros ilustres para passear em Fernando de Noronha, ou transportando drogas, às custas da miséria do povo brasileiro. Não falta mais nada para completar o quadro de abusos de autoridade, de vergonha nacional, de deboche com o povo. É o caos. É o desgoverno total que vivemos no Brasil de FHC.
Dezenas de CPIs que não acabarão e, se acabarem, certamente serão à italiana, em pizza. Nada funciona direito quando se trata de algum benefício à população, que sofre nas filas, sem saúde, sem dinheiro, sem comida, sem emprego e sem esperança, mas para os mandantes da Nação nada falta, nem aviões da nossa Força Aérea, para que promovam seus passeios com as respectivas famílias ou transportem droga.
Realmente fico estarrecido cada vez que ligo a televisão para assistir aos noticiários ou quando leio jornais e revistas, e me pergunto: aonde e quando tudo isso irá parar? O povo brasileiro, mais conhecido como povo-cachimbo pois toma fumo todos os dias, através do conhecimento de alguma novidade contra si, estranhamente não reage, nada faz para tentar mudar esse estado de coisas absurdas que assolam nosso País.
Esperar eleições para modificar o quadro? Pura balela, pois novas moscas aparecerão para se deliciarem com o mesmo bolo. O negócio é anulação ampla, geral e irrestrita dos votos em todo o País e esperar para ver no que vai dar. Com certeza, pior do que está não irá ficar. Chegamos ao fundo do poço.
- FERNANDO EGYPTO BEZERRA, Rio de Janeiro
Corredor da morte
Para muitos, principalmente para os indiferentes, pode até parecer exagero, mas não é. Mais uma vez vem à tona o superlotamento do pronto-socorro do Hospital Universitário de Londrina, onde pacientes passam dias e noites no corredor à espera de uma vaga. A televisão, o jornal, o rádio, nos mostram rotineiramente a situação caótica pela qual passa o hospital, vemos e lastimamos, mas o certo é que somente sentem na pele aqueles que têm que recorrer ao único meio que lhes resta; pacientes, funcionários e médicos, sentem-se abandonados pelas autoridades que insistem em virar as costas para esta ferida londrinense.
Se isto não fosse o bastante, somos visitados, por um determinado senhor, que insiste em dizer que as obras da cadeia pública não estão paralisadas. Ora pois, talvez o governo do Estado ache que aqui em Londrina exista um povo idiota, que só é lembrado em épocas de eleição para governador; assim, envia aqueles que já foram de Londrina, para passar mel na boca do povo. É um tal de empurra-empurra, que já estou cansado de tanta indiferença para com a população londrinense.
É a situação da segurança que é uma insegurança, da saúde que está doente e por aí vai. Ah! Como seria bom se a vice-governadora fosse de Londrina, tivéssemos deputados que nos representassem na Assembléia Legislativa e não se preocupassem apenas com carros novos. Talvez assim teríamos quem nos ajudasse e não mais estivéssemos no corredor da morte. Pode ser que isto um dia aconteça, tomara.
- DAVI MIRANDA, funcionário público, Londrina
Colossinho
É feio, sim - bota feio nisso - o que resta do antigo glorioso Colossinho, em Londrina. Ruínas ou escombros ou restos, como quiserem, que ali se perpetuam numa visão dolorosa de abandono e pouco caso, bem no coração da cidade. Daria ali um soberbo shopping center. Faz anos que a cidade reclama e protesta inutilmente. Nem os donos se incomodam, nem a administração procura solução. É menosprezo pela cidade que encanta os visitantes e é orgulho dos seus moradores.
Se para tudo há remédio, não sei por que não o encontram para essa calamidade urbana. Em nome de muitos londrinenses que amam sua cidade pedimos providências aos responsáveis. Tornem aquela quadra enorme mais um ponto de atração para os de dentro e para os de fora. É um sonho... que seja realidade.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Desarmamento
A respeito da reportagem Revista em alunos é ilegal, diz OAB publicada ontem, congratulo-me com a PM pelo trabalho de desarmamento feito nas escolas na Região Metropolitana de Curitiba, discordo o dr. Edgard Albuquerque, que diz que os revistados sofrem constrangimento público. O Estatuto foi respeitado, os profissionais do Conselho Tutelar de Colombo e comissões de menores acompanharam a operação, assim como o mandado judicial do juiz da comarca de Colombo. O resultado desta ação que tirou 17 armas de adolescentes é a maior prova de sua eficácia. E a alegação de que os traficantes continuam na esquina é bobagem, pois a Polícia presente nos estabelecimentos educacionais inibe as negociações dos marginais nestes locais.
- SIDNEI BELIZÁRIO DE MELO, Curitiba
Covas
Notícia PSDB deve lançar Covas para presidente em 2002, publicada ontem: finalmente o sistema político brasileiro se veste de bom senso e começa a perceber qual é o caminho para recomeçar este País. Não penso em recomeço econômico, infra-estrutural etc, mas, sim numa retomada a partir de novos paradigmas de moralidade e de cidadania que, para serem conseguidos, é necessário um líder sério, carismático e empático, além de sempre de pé e à ordem.
- BENHUR ANTONIO BACEGA, Foz do Iguaçu
Copel (1)
O projeto de privatização da Copel é mais um passo no rumo do desmantelamento da estrutura do Estado. Certamente, o dinheiro terá o destino de ajudar multinacionais como a Renault, que aqui se instalou sem precisar gastar nada, e com isenções, que vergonhosamente retiram dinheiro da educação de nossas crianças, da saúde. Enfim, privatização é vender o patrimônio do povo a preço de banana, e gastar o dinheiro para ajudar banqueiros. FHC já fez escola.
- PAULO SALLE, Bandeirantes
Copel (2)
O governador Jaime Lerner procura as maneiras mais ágeis para buscar a consolidação da privatização da Copel. Isto é claro, visto que anteciparia o alívio do déficit que atormenta este governo. Como todos sabem, a Copel não é somente uma empresa rentável. É estratégica perante o sistema elétrico brasileiro e imprescindível para o desenvolvimento do Estado do Paraná. A Copel como empresa estatal é a garantia de que os consumidores serão atendidos com energia elétrica de qualidade a longo prazo, pois se preocupa com o crescimento da demanda e se antecipa a isto. Vender a Copel é comprometer todo um trabalho de quase meio século em favor do desenvolvimento e do bem-estar da sociedade paranaense.
- EDUARDO KAZUHIDE SATO, Curitiba
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