O leitor escreve





Copel
Poucas empresas nacionais desfrutam de imagem pública comparável à Copel. Natural que ela tenha conquistado privilegiada posição. Desde os primeiros momentos, a empresa demonstrou elevado respeito aos usuários, primando por oferecer qualidade em todos os serviços prestados à população. O nascimento efetivo da empresa deu-se em Maringá - em 27 de outubro de 1954, governo Bento Munhoz da Rocha. Na sequência, ela se converteu na principal meta do extraordinário governo Ney Braga. Nestas alturas já se encontrava integrado no quadro dos seus executivos de elite, a figura ímpar do professor Pedro Parigot de Souza, mentor e líder técnico, de todo processo de implantação e desenvolvimento do sistema energético e administrativo da companhia.
Hoje, a Copel configura-se como um símbolo/exemplo, da capacidade realizadora do povo paranaense. Avançada tecnicamente. Eficiente e lucrativa em franco processo de desenvolvimento com vistas ao futuro. Quadro de funcionários enxuto, motivado e socialmente integrado. Massa de usuários satisfeita, predisposta a defendê-la, enquanto empresa pública correta e eficiente. A Copel transformou-se na maior companhia do Paraná e na maior estatal do Sul do País. Entretanto, apesar de tudo isso ou talvez por isso mesmo, a Copel está na mira da rede de conspirações do ataque privatizante das grandes empresas nacionais.
Por que privatizar a Copel? Quais as razões, publicamente alegadas? Que razão técnica existe, se ela é um exemplo, no setor energético, para o Brasil? Que razão econômica, se ela é lucrativa e tem arcado com parte dos seus próprios projetos? Que razão estratégica pode ser alegada se ela representa a estrutura nervosa de todo o processo industrial do Estado, no presente e futuro, nas mãos dos brasileiros?
A razão, na verdade, não é misteriosa. Findaram-se os recursos públicos. A gastança e a esbórnia produziram os efeitos esperados. Não existe mais dinheiro para nada. O endividamento chegou ao limite. Então querem sangrar a Copel, entregando-a aos grupos financeiros sem pátria, comprometidos com lucros a qualquer custo. Aviso aos navegantes envolvidos nesta viagem sinistra: a tarefa é antipatriótica. Vai gerar estigmas. Ao mesmo tempo, o povo fará a cobrança em face da sua vontade contrariada.
- JOSÉ RODRIGUES NETO, Ubiratã
Solidariedade
Um convênio entre o Hospital Pequeno Príncipe, Associação da Criança Renal e Prefeitura de Curitiba fez com que as crianças portadoras de insuficiência renal crônica recebam (durante as quatro horas que ficam nas máquinas três vezes por semana para filtrarem o sangue), aulas e orientações pedagógicas normais, assim evitando repetência e evasão escolar, enquanto aguardam um doador e que possam um dia viver sem o auxílio das máquinas.
Esses verdadeiros anjos da guarda da educação são as professoras Juliana, Mirta e Iara, coordenadas pela assistente social Margarida Mugiatti. Esse fato relevante será também divulgado na Internet, para conhecimento e reflexão, principalmente daqueles que vivem o ter e que pelos atos de amor, bondade e compaixao, poderão desfrutar e viver o ser. São esforços assim que nos ajudam a prosseguir nesta luta diária mais confiantes e esperançosos de um futuro, em que as pessoas portadoras de necessidades especiais sejam amparadas, amadas e acima de tudo respeitadas.
Mas para que isso aconteça, precisaremos sempre de pessoas e entidades como as acima mencionadas, pois entendemos que só uma vida de doação, silenciosa e operante, é suficiente para que o ser humano supere as deficiências da matéria e atinja os patamares da bondade. ‘‘Que a compreensão aproxime sempre as pessoas, a ponto de não existir diferenças entre dar e receber amor ’.
- JOSE PEDRO NAISSER, Curitiba
Prisão de agentes
A prisão dos agentes da Diretran (em Curitiba) pelo deputado Aníbal Khury mostra que alguns cidadãos têm mais direitos que os outros (notícia publicada no dia 13 em Folha Cidades). Se cumprimento da lei configura-se em desafio da autoridade, que tipo de comportamento esperar então de uma sociedade? As multas são justas, assim como foram as que recebi, paguei sem sequer cogitar uma anistia. Agora imagino que posso estacionar meu carro em lugar probido na frente da Assembléia e dar voz de prisão para o agente que me multar. Lamentável também é a reação intimidada do prefeito em exercício ao classificar de incidente um claro abuso.
Inaceitável em pleno final de século é a prática dessa política coronelista, no melhor estilo nordestino, o qual como pernambucana conheço bem. A Assembléia Legislativa deveria ser casa da democracia e não um engenho ou um feudo. Digno de vergonha é ver os políticos beijando os anéis desses senhores feudais. E pensar que o governador Jaime Lerner, que se divulga moderno e vanguardista, é aliado e do mesmo partido desses coronéis.
- CLAUDIA BELFORT, Curitiba
Oscar
Depois de encerrar a participação no Campeonato Nacional, Londrina ainda continua respirando basquetebol. Nós do Grêmio Londrina/Aguativa, londrinenses e paranaenses, magoados com a falha de arbitragem que tirou a equipe das semifinais, estamos indignados com a postura que o jogador/colunista da Folha, Oscar Schmidt, vem tomando nos comentários a respeito de nossa participação.
Não bastasse suas ‘‘aprontadas’’ durante os jogos, utiliza um importante espaço em nossa querida Folha para continuar tecendo críticas ao desempenho do basquete de Londrina. Como ele mesmo afirmou na edição da semana passada, que em Londrina ninguém entende de basquete, nós também não conseguimos entender como pode um jogador, que foi homenageado pelos londrinenses no ano passado durante o Star Game no Moringão, tomar estas atitudes infantis. Oscar, use a coluna e este tão importante espaço que poderia estar divulgando o projeto basquetebol de Londrina, para falar de basquete, e esqueça as críticas. Londrina está muito acima de suas alfinetadas!
- JORGE BALBINO, Londrina
Dia do Assistente Social
Parabéns à categoria e aos colegas que no próximo dia 22 tomarão posse à frente à Delegacia Seccional de Londrina do Conselho dos Assistentes Sociais, pois são de pessoas com idéias e atitudes de enfrentamento e vontade do fazer que garantem a coletividade e representatividade do nosso Conselho. Parabenizo, ainda, essas colegas que com força e garra levaram em frente o processo eleitoral e a disputa, sem se deixarem sucumbir por ‘‘forças’’ e ‘‘pressões’’ irrelevantes.
- NILSA MARIA GODOY LEME, assistente social, Londrina
Esclarecimento
Tendo em vista notícia divulgada por veículos de comunicação de Curitiba em relação ao vereador Custódio da Silva (PFL), tenho a esclarecer: o vereador Custódio nunca foi filiado ao Partido dos Trabalhadores. Sua postura na Câmara, de alinhamento incondicional ao Executivo e sua prática clientelista, observada pelo seu propalado ‘‘trabalho social’’ (doação de cestas básicas, ônibus para velórios e outros), em nada condizem com o perfil parlamentar defendido pelo PT, sendo motivos suficientes para não aceitá-lo como filiado do nosso partido.
- PEDRO PAULO COSTA, presidente do PT em Curitiba
Correção
A legenda da foto da reportagem ‘‘Criminalística reconstitui crime e divulga parecer’’, publicada ontem no caderno Londrina, contém erro. A arma do crime, à qual o texto se refere, pertencia a Antônio Caparoli e não a Geraldo Fernandes, como foi informado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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