O leitor escreve
Ano 2000
Num artigo da irmã Eliza Schafaschek, na revista Nova Evangelização, se fala das dificuldades com o negativismo neste final de século. Queremos celebrar 2.000 anos da presença do Filho de Deus na história humana - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo. 1,14). Celebrar um Jubileu sempre foi na história: resgatar um irmão pobre, perdoar as dívidas, ter de volta o seu patrimônio, casa, terra e dando a cada um o direito de cultivá-la, libertar os prisioneiros, santificar os dias de repouso e de contemplação. Enfim, dar a todos o direito de viver em liberdade a sua dignidade humana. Toda a libertação comporta o perdão dos pecados, para que todos conheçam a salvação (Lc. 1,77).
O processo de conversão é mostrar o Cristo vivo, hoje presente no povo que sofre e sedento de justiça. Nem tudo são flores, nem tudo é jubileu e festa. Presenciamos o que podemos chamar de síndrome de fim de século e de milênio. Temos a filosofia da Nova Era, doutrina do milenarismo, adotada pelo pentecostalismo e religiões fundamentalistas, os que se apegam à letra da Bíblia, com interpretações errôneas e distorcidas. Chegam a afirmar que o mundo vai acabar no ano 2000. O Milenarismo é doutrina que afirma que Cristo voltará à Terra por um reinado de 1.000 anos e que o mundo acabaria no ano 2000. Quanto ao dia e a hora, ninguém sabe nada, nem os anjos do céu e nem o Filho. Somente o Pai é que o sabe. (Mt.24,36) Somos privilegiados por vivermos no final de milênio e nos prepararmos para o grande jubileu. A partir do ano 2000 a humanidade tomará, com certeza, novo rumo na vida e na história.
- Pe. NATALICIO JOSÉ WESCHENFELDER, pároco de Palmas
Equipe nasceu grande
Uma equipe jovem e surpreendente. É a melhor definição para o time do Grêmio/Grande Londrina/Ametur, a grande surpresa da liga A do Basquete Masculino deste ano. De início havia se pensado em uma equipe modesta, quase juvenil, para disputar a liga B de 96. Foi quando surgiu o patrocínio da TCGL, garantindo a contratação de oito jogadores da extinta Telesp. Sob o comando do técnico José Medalha, chegou ao vice-campeonato da liga B, e em seguida, sob a orientação do técnico Ênio Vecchi, sagrou-se campeã paranaense, campeã invicta dos JAPS, terceiro lugar nos JABS e vice-campeã da Copa Centenário.
Depois de algumas alterações para 97, a equipe cresceu tecnicamente e superou expectativas. Está sendo considerada a revelação do ano, não só como equipe, mas também em valores individuais. Como admiradora do trabalho que a equipe vem realizando desde seu início, lamento a atitude de certos torcedores que, em momentos decisivos, por ignorância ou falta de educação, prejudicaram a equipe e denegriram a imagem da cidade. Apesar desses incidentes a equipe demonstrou, acima de tudo, raça e persistência para alcançar a vitória, que foi comemorada como se fosse o título, pois para nós, londrinenses, o simples fato de estarmos entre os oito melhores do Brasil, já é motivo de satisfação e agradecimento aos jogadores, comissão técnica e a TCGL, por acreditar no potencial esportivo de Londrina. Valeu, Grande Londrina!
- LUCIANE MARIA STAHL, Londrina
Uniforme
A Folha de Londrina publicou, no início de março, matéria com o título Aluno sem uniforme é retirado de sala de aula, sobre uma polêmica em relação ao uso de uniforme no Colégio Hugo Simas, de Londrina. Na reportagem, um dos pais declarou que a escola estaria discriminando os alunos, ferindo o princípio de igualdade, já que algumas famílias não têm condições financeiras para a aquisição da vestimenta. Ora, o uso do uniforme nas escolas públicas é uma prática, como se sabe, tradicional em nosso sistema de ensino, que vem se mostrando eficiente na proteção dos próprios alunos e na efetivação do princípio democrático da igualdade entre as pessoas. Ao adotar o uniforme, a escola consegue identificar todos os seus alunos. Dessa forma, o estudante é protegido de riscos que poderia correr, como a infiltração de pessoas estranhas no ambiente escolar.
O uniforme preserva, também, pelo menos no ambiente escolar, o princípio de igualdade entre os estudantes. A diversidade das classes sociais, presentes numa mesma escola, não é visível na maneira de trajar de cada aluno, já que o uniforme é o mesmo para todos os estudantes de uma determinada escola. A exigência ou não do uso de uniforme é determinada - legalmente - através do regulamento da Associação de Pais e Mestres (APM) e do Conselho Escolar de cada escola. A Secretaria confere, democraticamente, o direito de livre decisão à APM e do Conselho Escolar, representantes da vontade geral dos pais e da escola, que poderão adotar ou não o uniforme escolar. Da mesma forma, o Núcleo Regional de Educação não pode interferir nessa decisão. Esse mesmo regulamento determina que a APM é obrigada a fornecer os uniformes escolares para aqueles alunos cujos pais não têm condição financeira de adquiri-los. Trata-se de um dispositivo legal que visa proteger uma camada da população mais carente - fazendo valer os princípios de igualdade defendidos na lei brasileira. De qualquer forma, a nossa prioridade é garantir o acesso dod alunos à escola, proporcionando educação para todos. A não-utilização do uniforme escolar não deve impedir o acesso do estudante à sala de aula.
- LAURENI MARTINS TEIXEIRA, ouvidor da SEED, Curitiba
Correção
A abertura da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina acontece na próxima quinta-feira, às 11 horas, nas instalações do Parque de Exposições Ney Braga. Erroneamente, a Folha publicou, na edição de ontem que a abertura do evento seria amanhã. O ingresso único para a festa será de R$ 4,00 - ao contrário do que foi publicado na mesma matéria, a participação em rodeios e shows não será cobrada à parte.
Câmara itinerante
Como eleitora de Arapongas sugiro que uma das emissoras da cidade transmita, ao vivo, as reuniões da Câmara de Vereadores. Assim, os que, como nós, não dispõem de tempo poderão se inteirar do que os nossos representantes têm feito ou deixado de fazer em favor da comunidade. Se for o caso, poderemos cobrar mais trabalho. Sugiro também que as reuniões sejam itinerantes, isto é, feitas em locais diferenciados (cada semana em um bairro pré-determinado). Assim a população participa ativamente. Algumas reuniões poderiam até ser realizadas à noite, quando os eleitores dispõem de mais tempo. Arapongas ruma para um futuro alvissareiro e nossos governantes anseiam o melhor para sua comunidade.
- MARIA ROSELI DE OLIVEIRA, Arapongas





