O leitor escreve
O leitor escreve
Helena Kolody
Nossa escola é assinante da Folha e entre tantas notícias e reportagens, tomamos conhecimento de uma publicada no dia 6, que nos tocou profundamente: Indignação - Cidade não dá apoio à sua maior poetisa. Gostaríamos de salientar, para conhecimento público, que a Escola Estadual Antonio Martins de Mello - Ensino Fundamental, de Ibaiti, tem em sua programação, prevista para 24 e 25 de junho de 99, a 5ª ACEC - Amostra Cultural e Científica, que traz para este ano o tema Helena Kolody. Há dois meses uma equipe de professores coordena os alunos das oitavas séries (cinco turmas ao todo) responsáveis pelo evento e já coletamos inúmeros materiais, inclusive as reportagens recentemente publicadas por esse jornal.
Uma equipe de 4 professores agendou e realizou, no dia 6, entrevista com a poetisa, onde por quase duas horas, nos deliciamos com a graça de ouvir a própria professora Helena Kolody recitar suas poesias. Esta entrevista foi filmada e todas as turmas de 8ª série já tiveram a oportunidade de assisti-la. Está também agendada para a abertura da Amostra a vinda de Helena Kolody. Reunimos 40 exemplares do seu livro Sinfonia de Vida, doados pelo governo do Estado e nossos alunos estão lendo-os e desenvolvendo os trabalhos para a Amostra. Fazemos todas estas colocações, pois assim como descobrimos a beleza de Helena Kolody, gostaríamos que outros também a descobrissem e, como bons paranaenses, valorizássemos mais os frutos da nossa terra.
- LUIZ GONZAGA DE MELO, diretor da escola, Ibaiti
Ajude a Santa Casa
Dia 1º de maio de 1999 começou a campanha de arrecadação de fundos, dirigida por Dona Guiomar Moreira, presidente do Grupo de Apoio Pró-Vida, da Santa Casa de Londrina, à qual estou ligado desde 1940. Aos 14 anos, vim estudar numa escola na esquina das ruas Mato Grosso e Santa Catarina. Primário e datilografia. Era o Externato Londrinense, cujo professor, Joaquim Petrole, presidia a comissão pró-construção do hospital, composta por membros da Associação dos Escoteiros de Londrina, ex-membros da nova diretoria eleita para dirigir os destinos da Santa Casa em construção.
Para custear meus estudos, no Grupo Escolar Hugo Simas, em 1942, fui trabalhar na Farmácia Maria Isabel, de propriedade de Pullin e Schieti, na Avenida Paraná. Quando frequentei as aulas de Clínica Médica na Universidade Federal do Paraná, estudava na Santa Casa de Curitiba. Formado, fiz residência na Santa Casa de São Paulo, na Rua Cesário Mota. Em outubro de 1961, fiz inscrição como médico na Santa Casa de Londrina. Dei plantões durante 10 anos, atendendo no Pronto Socorro indigentes que posteriormente passaram a ser chamados não pagantes.
Durante 37 anos participei das atividades da Santa Casa, primeiramente, e depois no Hospital Infantil. Administrar hospitais é tarefa difícil e de muito sacrifício. Os dirigentes dos hospitais deveriam exigir, através dos políticos, remuneração mais justa por parte do governo, pelos serviços de saúde que prestam à população, para que daqui a alguns anos não precisem fazer campanhas junto à comunidade. A Santa Casa merece o apoio da comunidade. Ajude a Santa Casa. Como londrinense de coração, peço esta colaboração.
- TOSHIO IGARASHI, médico pediatra de Londrina
Escolas
Gostei muito da reportagem Escolas apelam para a força policial, publicada no caderno Folha Cidades do dia 7. O assunto foi tratado de forma coerente e imparcial, fazendo com que a gente reflita sobre os problemas sociais que os nossos jovens estão enfretando. A falência da insituição familiar, a crise econômica e tantos outros problemas estão atingindo diretamente os adolescentes. Eles não têm a quem recorrer, não possuem um modelo de família e estão pedindo socorro. Parabéns ao repórter Dimitri do Valle, que não divulgou apenas os números oficiais do governo do Estado com relação à eficácia da Patrulha Escolar. Ele foi atrás dos números invisíveis, da notícia, fazendo um bom jornalismo. Fico feliz por isso. Hoje poucos jornalistas conseguem exercer a profissão dessa maneira ética.
- TATIANA DUARTE, estudante, Curitiba
Copel
A respeito da notícia sobre a privatização da Copel, publicada dia 7, gostaria de registrar que é confortante constatar que existem políticos realmente comprometidos com o interesse da população. A Copel é empresa de reconhecido padrão técnico e lucrativo. É referência internacional até mesmo. Seria lamentável que, a exemplo do que tem ocorrido em outras unidades federativas, também o Paraná padecesse de problemas no fornecimento regular de energia. Os governos passados se preocuparam, com muita propriedade, com a eletrificação do Estado. Não me parece adequado que dê o governo Jaime Lerner um passo em falso desse vulto, e venha no futuro a ser lembrado como aquele que dilapidou o patrimônio público do seu Estado.
- ALTAIR M. PEREIRA, Recife (PE)
Mãe
Palavra pequenina.
Significa grandeza.
Três letras, apenas. Em ouro de quinte e quatro quilates.
Música celeste. Soa sonora e límpida.
Luz clara desmanchando escuridão.
Fogo bom gerando calor gostoso.
Nuvem leve esgarçando sonhos azuis.
Estrela fúlgida aclarando caminhos.
Sol ardente aquecedor da fé.
Céu dilatado abrindo horizontes.
É pássaro lindo trinando doçuras.
É flor rara perfumando desejos.
É linfa cristalina alijando amargores.
É arco-íris longo estreitando distâncias.
É anjo santo de asas tutelares.
É porto seguro aonde voa o barco periclitante.
É sombra amiga que repousa canseiras.
- PROFESSOR EDUARDO AFONSO, Londrina
Correção
O filme Dead Broke estreou na Internet quarta-feira passada e não como está sendo divulgado na página 2 do caderno Folha Informática, edição de hoje.
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