O leitor escreve
O leitor escreve
Mãe, a mulher
Falar das mães é lembrar e deixar a memória flutuar por doces momentos, recordações vivas e fortes que seguramente vão nos trazer lágrimas aos olhos. Não há como fugir à emoção. Hoje há uma heroína em cada uma delas, com uma história de luta pessoal, de superação de limites, de enfrentamentos e de vitórias, marcando a conquista maior do espaço e do direito de participar, não mais a espectadora passiva, mas a ativa participante nas decisões, influenciando e fazendo-se ouvir... É a mulher participando da história. É a mesma mulher que velou noites e noites à cabeceira dos filhos doentes.
É a mesma que se preocupou com o seu futuro e fez o possível para que eles tivessem sucesso. É a avó que revive o papel de mãe. É a mulher que, por amar desmedida e comprovadamente, adquiriu o direito des superproteger, de ter ciúme e de querer o melhor para o ser gerado. É a sogra, é a mulher. Como valorizar essa força sutil e suave que soube se impor por seus méritos se por uma competência sempre terna e surpreendente? Talvez oferecendo uma flor. Mas isso seria muito pouco. O melhor seria estender a mão na direção dela e dizer: sei tão pouco. Ensina-me a ternura de sua coragem, a fragilidade da sua força, o amor de suas decisões e a garra da sua vontade.
Os laços que unem os filhos à sua mãe são por demais profundos e certamente não são limitados por um dia do ano apenas. Esse dia, no entanto, serve para que façamos uma pausa em nossa vida atribulada e nos dediquemos somente a elas, voltando a ser aquelas crianças que nunca cresceram e que nos braços delas encontram a força e a coragem para enfrentar a vida. Crianças grandes que ainda e sempre precisam de um colinho onde descansar e onde reaprender o significado da palavra Amor. Parabéns mulher, obrigado mamãe.
- FÉLIX RIBEIRO, dentista, Londrina
Mãe e professora
Quando leio todos os dias esta coluna, vejo tanta tristeza, tanta bronca, tanta briga, que pensei escrever sobre uma santa que viveu entre nós, que ensinou milhares de pessoas, hoje médicos, professores, advogados, bancários, funcionários ou pessoas simples, que estudaram até onde puderam, mas que em alguns momentos desfrutaram desta sábia pessoa. Isso para deixar o coração das pessoas mais conformados e, principalmente o meu, mais amparado na saudade.
Escrevi sobre os milagres que ela fez em nossas vidas, dando-nos um amor tão intenso, tão completo, que a saudade que hoje me acompanha é tão cheia de recordações que não dá para ficar sem falar nela pelo menos um segundo por dia, que não dá para deixar de escrever para que todos lembrem desta mulher que partiu, como disse uma amiga, com dignidade, firmeza, decisão, com missão cumprida como mãe e com a profissão, mais completa em todos os tempos, de professora. (Esta é uma homenagem à minha mãe, Iguassuina Ferreira Coimbra, falecida em 1º de fevereiro de 1999, uma das primeiras professoras de Londrina)
- ROSEMARY FERREIRA COIMBRA MEZZADRI, professora, Londrina
O valor de uma mãe
Há 10 anos minha mãe partiu para junto de Deus. Naquele frio de julho, ao retornar para casa, senti um vazio tão grande, que ainda hoje o trago em mim. Seu largo sorriso, sua face corada, palavras às vezes ásperas, mas carregadas de sabedoria, cabelos completamente brancos, são imagens que jamais se apagarão de minha mente. Hoje sou mãe e entendo muitos de seus atos, que na época eu contestei. Por isso, peço aos filhos de hoje, que ainda têm ao seu lado a presença amiga da mãe, que olhem para ela com ternura. Abracem-na, ainda que não peça. Afaguem seus cabelos e não esqueçam do beijo, mesmo sem motivo. Não devemos esquecer que Dia das Mães é todo dia, e quem ganha presente somos nós!
- MARILZA RIBEIRO LONGHI, bancária, Ibiporã
Tributo à Mãe Negra
Estamos no século XX, mas gostaria de homenagear a memória da mãe negra escrava do século passado. Esta que sofreu tanto na mão impiedosa do senhor branco, que se julgava superior pelos bens que possuía, e que, no entanto, não se importava com a cor negra, quando se aproveitava da escrava indefesa, à mercê da sua luxúria. Ou mesmo quando essa mesma negra aleitava com o leite forte e sadio do seio negro os filhos dos brancos do senhor escravocrata, ou que as suas ricas terras fossem irrigadas com o suor do negro.
Hoje, quero manifestar à Mãe Negra, e a todos os negros em geral, o meu apreço e agradecimento pelo muito que os seus antepassados trabalharam e sofreram pelo nosso querido País, que pertence, sem nenhuma discriminação de raça, credo ou cor, aos que aqui labutam, que o dignificam, amam e respeitam. Por isso mesmo merecem todo nosso reconhecimento e consideração. Que o próximo 13 de maio seja um dia de reflexão, de uma nova visão, pois somente com união de todos poderá o homem sobreviver nesse próximo milênio, e construir um mundo de paz!
- IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
Estádio do Café
A reforma no Estádio do Café é realmente necessária. Mas, o que li nesta edição da Folha do dia 6, diz apenas reforma no gramado e na parte de iluminação. E quanto as cadeira cativas? Não se pretende fazer nada? Onde estão os direitos dos proprietários que pagaram pelas aquisições e agora quando vão ao estádio não as vêem mais, pois muitas foram arrancadas, restando apenas o cimento, ou se as vêem, acabam por constatar seu péssimo estado de conservação.
- JORGE DOS SANTOS DA SILVA COSTA, Londrina
Comércio
Louvável a reportagem Consumidor quer shopping no domingo, mostra pesquisa, publicada dia 7. Este assunto que é de muita importância para todos os níveis da população. Sou de Londrina e no momento moro em Campinas, e tenho um melhor entendimento sobre a abertura do comércio aos domingos. Igual a Londrina, em Campinas as lojas do centro não abrem suas portas. Apenas os shoppings e os supermercados é que abrem, estes, inclusive 24 horas por dia.
O que acontece, e que muita gente pensa, é que com a abertura desses estabelecimentos nos domingos não vão, de forma nenhuma, sobrecarregar os funcionários; muito pelo contrário, irão se abrir novas vagas para turnos novos que irão existir. E, como já fiz compras várias vezes aos domingos aqui em Campinas, acho a idéia muito boa, pois, quando se fica muito ocupado durante a semana, um dia ideal para se fazer compras é justamente o domingo. E o mais importante: as lojas do centro não reclamam dessa abertura, ou seja, elas também se garantem durante a semana, fazendo promoções e atraindo a clientela.
Portanto, esta questão de abertura do comércio aos domingos é uma coisa a ser pensada seriamente. Atrairá comércio para a cidade (a Mesbla saiu de Londrina por não poder abrir aos domingos e, no caso dela e da maioria dos estabelecimentos que abrem neste dia, o faturamento chega a 10% do total no mês), aumentará os dias de se fazer compras e, o mais importante, criará novos empregos.
- ANTONIO RICARDO Z. NASCIMENTO, Campinas (SP)
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