O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Contabilistas
O Sindicato dos Contabilistas de Londrina contesta veementemente as afirmações do sr. Guilherme Afif Domingos em artigo onde adianta que, com o Simples, as microempresas passam a prescindir do trabalho dos contabilistas. Nada mais errôneo. Ao contrário, o Simples passou a exigir uma assistência mais detalhada e presente dos contabilistas, no exame de cada situação empresarial, inclusive para decidir se é melhor declarar os impostos pelo Simples ou não. Estranhamos a falta de sensibilidade política e de conhecimento do trabalho dos contabilistas por um cidadão que foi candidato à Presidência da República, ocupou e ocupa cargos públicos, inclusive no Sebrae, e afirma que os contabilistas são darfeiros (apenas preenchedores de Darf, documento de arrecadação da Receita federal). Ora, os contabilistas vêm se tornando, cada vez mais, assessores empresariais que ajudam a definir rumos para as empresas, analisando opções, clareando caminhos, corrigindo distorções.
Nosso sindicato, em convênio com o IOB e o SEBRAE, contando ainda com participação especial da Receita Federal e Estadual, vem promovendo esclarecimento sobre o Simples, em toda a região, desde janeiro - de maneira instrutiva mas também crítica, apontando distorções e sugerindo mudanças. Nós, contabilistas, não acreditamos em Papai Noel, e muito menos em atitudes políticas nos assuntos técnicos como tributação. Aliás, e a reforma tributária, será que está emperrada no Congresso por causa dos contabilistas ou dos políticos? É muito simples opinar sem conhecimento de causa, complicado é entender e criticar o Simples, para melhorá-lo, e é o que estamos fazendo, confiantes em que o Brasil, com suas imensas potencialidades, ainda superará seus problemas tributários, pelo menos no que depender de nós.
- JOSÉ JOAQUIM MARTINS RIBEIRO, presidente do Sincolon, Londrina
Precatórios
Parece incrível. O governador de Alagoas emitiu títulos precatórios e utilizou os recursos para outras finalidades que não as legais e constitucionais admitidas. Mais incrível ainda: a Assembléia Legislativa concordou com a transgressão. Todos são cúmplices. A Constituição foi rasgada em Alagoas. Idênticos episódios em Pernanbuco, Santa Catarina e São Paulo. A Constituição brasileira não existe e não deve ser cumprida. Os Arraes da vida, os Divaldos, os Paulos e os Pitas fazem as disposições transitórias da Constituição como lhes convêm. É o fim do mundo. Parece aquela história de um prefeito do interior que embolsava dinheiro da prefeitura: Um dia foi visto por uma funcionária quando guardava o troco de um pagamento em dinheiro. A funcionária contou no bar da esquina. A população revoltada cercou a casa do prefeito exigindo a devolução do dinheiro embolsado. O prefeito foi ao portão ao encontro dos populares que, revoltados, exigiam a devolução do dinheiro. Olhou para os manifestantes com cara de bobo e enfiou a mão no bolso, retirando diversas cédulas de reais, todas amassadas e emboladas. Exclamou, então: O povo exige o impossível do governo. Como devolver o dinheiro se não sei qual o meu e qual o da prefeitura? Desta vez não tem jeito. Foi bom avisarem. Na próxima eu separo e tudo resolvido.
A caracterização da ilegalidade penal cometida pelos governadores e pelos seus cúmplices deputados é flagrante e comprovada. E a justiça o que faz? É cega, surda e muda? Que vergonha admitir a impunidade para crime de colarinho branco. Todos merecem ser cassados para limpeza e desratização dos locais para possibilitar a saúde de nossos irmãos alagoanos, pernambucanos, catarinenses e paulistas. Acorda Brasil. Até quando vamos tolerar? Cadeia para eles. Misturam o dinheiro e não querem devolver, alegando não saber qual dos precatórios e qual o dos caixas dos Estados. Parecem prefeito do interior?
- JOSÉ MAURÍCIO DE OLIVEIRA LEME, Londrina
Coisa pública
Houve época em que toda a nação tolerava pseudopolíticos saqueadores da coisa pública em todos os níveis. Talvez tolerar não seja o termo, pois, em verdade, pelas deficiências dos mecanismos, inclusive de comunicação, poucas pessoas ficavam sabendo das rapinagens e não se atreviam a delatar. Muitos que colocavam o princípio da moralidade acima de seus interesses pessoais ficavam como espécie de pregadores no deserto, a máquina funcionava contra, a pleno vapor, e, não raro, a terra cobria seus corpos prematuramente. Lágrimas dos mais próximos rolavam e dos mártires, imolados no altar do negativo exemplo, emanava o temor reverencial para o restante da sociedade. Disseminou-se daí, possivelmente, a tolerância da sociedade brasileira, com a época do rouba e não faz...
Evoluimos, mais recentemente, para um estágio do rouba mas faz... Não é de bom tom aqui precisar épocas ou nomes dos líderes políticos assim rotulados. Este passo mais adiantado continha também os mesmos ingredientes repressivos do estágio anterior. Apenas os saqueadores diretos ou indiretos concordavam em levar menos e fazer um pouco para disfarçar... A fidelidade partidária era de tal tomo que seus integrantes (ditos de cruz na testa) apoiavam seus caciques, estivessem eles, ou seus apadrinhados, certos ou errados...
Ultrapassamos a era militar, que teria vindo, segundo alguns, açulada por setores da sociedade civil exatamente para extirpar tumores malignos. Essa discussão é infindável no que concerne a objetivos e fuga deles pelo movimento de 64, e pela tendência nacional, bem captada pelo caçador de marajás. Elegemos nosso primeiro presidente civil de forma direta. Como o discurso se distanciou da implementação, na prática, caiu ele em desgraça com a nação e o vimos adernar e naufragar. Parece que o não rouba e faz... acoplado com o deixar outros esquematizar... ou a convivência, ainda que distante e aparentemente divorciada, sem o ato de ofício, não aplacou a ira nacional sedenta de moralidade.
- ELIAS MATTAR ASSAD, Curitiba
Avenida do Café
É uma aventura trafegar hoje em dia com automóvel nas ruas das diversas cidades do Paraná. Em Londrina não é diferente. As chuvas de fim de ano e a falta de manutenção periódica transformaram as ruas, principalmente de bairros afastados, em estado lastimável, com buracos e degradação da capa asfáltica, exigindo atenção e habilidade de piloto conceituado, além de tornar caro e inseguro transitar em ruas nessas condições. Duas faixas colocadas na Avenida do Café, agradecendo em nome dos moradores daquela região, retratam a real intenção da administração em cuidar das ruas da cidade. Os dizeres simples e significativos espelham agradecimento daqueles moradores que tanto reivindicaram e tiveram atendidas as solicitações de recapeamento daquela avenida, o principal acesso ao Hospital Universitário.
- MARCIO APARECIDO VIDOTO, Londrina
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