O leitor escreve





O meu lado da história
Alô, todo mundo! Sou estudante da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Belgrado (Iugoslávia) e tive uma ótima estada em Porto Alegre no final de 1997. Coisas terríveis estão acontecendo comigo e com o meu povo sérvio, e eu gostaria de contar o meu lado da história. Meu povo está numa posição péssima: de um lado está o nosso governo, que absolutamente não se importa com outra coisa a não ser manter as próprias posições. Não apoiamos nosso governo. Belgrado (a capital) não votou nele. Estamos sob um bloqueio de mídia, há muito tempo, e nossas eleições nunca foram honestas. Numa palavra - este governo não foi da nossa escolha.
Do outro lado, estão os EUA (forças da Otan) determinados a arruinar tudo que encontram pelo caminho. Você realmente acredita que eles estão preocupados com direitos humanos e coisas desse tipo? A razão real para suas ações são: posições estratégicas (expansão para a parte oriental da Europa e criar ‘‘áreas de conflito’’ no meio da Europa para fortalecer-se diante da Comunidade Européia) e também razões econômicas (expandindo o mercado e vendendo velhos armamentos). Você sabia que eles estavam nos bombardeando com materiais radioativos que são subprodutos da sua indústria nuclear?
Você sabia que durante a guerra da Bósnia (país que fica ao lado da Iugoslávia), os EUA bombardearam esse território e que as mulheres dessas áreas estão tendo bebês defeituosos? Você ainda acredita que eles estão lutando a favor dos direitos humanos? Estamos numa posição terrível. Se eles estão combatendo apenas contra o nosso governo, por que atacam os civis? Será que realmente precisamos dessa agressão? Será que eles não têm nenhum outro modo de persuadir nosso presidente a negociar?
Nós, civis, precisamos sofrer tendo de um lado um governo errado e do outro lado os meios agressivos que os EUA empregam para atingir seus objetivos econômicos? Queremos viver nossas vidas normalmente. Trabalhar, divertir-se cuidar das famílias, ter crianças sadias. Somos gente normal, exausta com tudo o que tem acontecido aqui nos últimos dez anos. Por favor, ajude-nos, divulgando o nosso lado da história para todo o mundo. Conte para os seus amigos do Brasil e em outros países. Tudo que você fizer será útil. Você já pode ajudar se apenas pensar. Lembre-se de que isso pode acontecer a qualquer nação pobre. O mundo não deveria ser uma selva. Obrigada pelo seu tempo.
- MARIJA MARJANOVIC, Belgrado, Iugoslávia
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Multa no trânsito
Recebi no dia 30 de abril uma notificação de autuação expedida pelo IPPUL alegando que cometi infração ao dirigir veículo utilizando telefone celular no dia 8 de abril, às 13h21m, em Londrina. O problema é que não possuo celular e repudio o uso dele, por considerar que isso coloca outras pessoas em perigo. Então como é que o agente do trânsito conseguiu visualizar essa irregularidade? Aliás, tenho visto em esquinas tais agentes de trânsito notificando sem nenhum critério, dando a impressão de que acontece uma disputa: quem conseguir efetuar maior número de notificações será promovido ou receberá um prêmio. As multas já geraram R$ 45 milhões aos cofres do Estado. O que temos visto são pessoas despreparadas para aplicar as notificações, que são ilegais e aleatórias. Deixo meu repúdio àquela atitude que, além de causar prejuízo, constrange quem se sente lesado.
- GILMAR ÂNGELO DE AZEVEDO, Londrina
Corrupção
Sobre a manchete da edição de ontem (‘‘Bancos lucraram R$ 10 bi na crise’’) e acontecimentos recentes como grampo na Telebrás, superfaturamento de pedágio, contas nas Ilhas Cayman, leasing do Banestado, que sempre leio na coluna do Mazza, começo a pensar que o ex-presidente Fernando Collor era trombadinha comparado à turma de hoje que toma conta do Brasil. O que mais preocupa é que ninguém vai preso e o dinheiro não vai retornar à União.
- CLÁUDIO APARECIDO VOLPE, Mandaguari
Praça de Pedágio
Gostaria de saber se a Folha está se esquecendo de produzir uma reportagem na Praça de Pedágio, em Jataizinho, sob domínio da concessionária Econorte. Ninguém se compromete com a duplicação das estradas pedagiadas e muito menos na conservação das que não fazem parte do famigerado Anel de Integração. Nesta praça, a concessionária está ‘‘matando’’ uma estrada municipal e em seu lugar criando um desvio para aumento de arrecadação. Já virou abuso e ninguém faz nada de concreto.
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Londrina
NR: A sugestão do leitor foi encaminhada para a Editoria adequada.
Correção
Por falha técnica, foi suprimido o primeiro parágrafo da notícia ‘‘Supermercado Muffatão vai investir R$ 9 milhões no Paranᒒ, publicada na página 2 da Folha Economia de ontem. Este é o texto de abertura que não foi publicado: ‘‘O Supermercados Muffatão, cuja razão social é Pedro Muffato e Cia. Ltda., investirá cerca de R$ 9 milhões nos próximos dois anos na construção de dois hipermercados - um em Maringá e um em Londrina - e na remodelação das três lojas que mantém no Norte do Estado. A informação é do diretor-administrativo David Muffato, que há dois meses mudou-se para Londrina a fim de coordenar os projetos de ampliação da empresa.’’
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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