O leitor escreve





Gramática
Li na Folha de 24 de abril, a reportagem ‘‘Um psicanalista da palavra’’, em que foi entrevistado o professor Pasquale Cipro Neto. Não tenho notícia de que seja ele algum orientador pedagógico do ensino programático de Língua Portuguesa nas escolas. No debate havido no 1º Salão de Idéias, em São Paulo, o professor Pasquale pretendeu demonstrar que gosta de solucionar dúvidas do idioma e abordar padrões de linguagem. Neste aspecto, presta bons serviços enquanto resolve problemas ou desmistifica embaraços. Entretanto, nessa entrevista, ao comentar o ensino de gramática, o professor saiu-se com esta: ‘‘100% das pessoas que passaram pela sala de aula aprenderam que numa sentença: o sujeito é aquele que pratica a ação.’’
E depois ironiza com a frase: ‘‘O livro é bom’’. Tal afirmação é leviana, inconsistente e aleivosa porque não encontra amparo em qualquer gramática. É fácil depreender-se a malícia e a visão objurgatória. Há malícia e objurgação: se fala uma coisa para dar entender outra. No momento-contexto, o entrevistado estava enfatizando que os professores nas escolas impõem tortura aos estudantes, mormente quando se trata da nomenclatura gramatical. Vejamos: se 100% dos que aprenderam, aprenderam errado, é porque 100% dos que ensinaram, não ensinaram certo.
Aonde quer chegar o raciocínio dele? Convenhamos que a fala do sr. Pasquale impingiu grave achincalhe à valorosa legião dos professores de Língua Portuguesa daqui, dali, de toda parte deste Brasil afora pois o aleive não excetuou pessoa, lugar, tempo ou nível.
- ANTONIO JUSTIANO RIBAS, professor, Uraí
Protesto de estudantes
Agradecemos à Folha pela reportagem sobre o protesto de estudantes de Psicologia (‘‘Estudante tem aula no saguão da UFPR’’, Folha Curitiba de 28 de abril). Agradecemos também a Ana Maria Tonial, que transmitiu com fidedignidade as informações fornecidas pelos manifestantes. Houve apenas uma incorreção, quanto aos manifestantes, que se disserem contrários a indicação do prédio da IUPR como símbolo de Curitiba.
Aproveitamos para informar que, das sete salas cedidas, apenas cinco são para aulas, não resolvendo nem um décimo do problema. Quanto ao pró-reitor Zanette não ter recebido nenhuma reivindicação dos acadêmicos neste sentido nos parece incorreto, haja vista que estas sete salas cedidas são consequência de um movimento iniciado pelos estudantes, e que recentemente o próprio Zanette se ausentou de reunião com ele marcada para discutir o assunto. Da mesma forma não é correto afirmar que os estudantes não se reportaram à chefia e coordenadoria do curso, se esta discussão já é feita há muitos anos. O protesto, na forma de ato político, é consequência de problema que já existe há muito e que ano após ano não é resolvido.
- DAFNER SANTOS HIRYE, Centro Acadêmico de Psicologia, Curitiba
Milênia
Com muita satisfação, li a reportagem da Folha Economia do dia 4, a qual apresenta as pretensões do presidente da PHP Tec Indústria e Comércio Ltda., de implantar uma unidade para produzir tampas injetadas e embalagens plásticas sopradas. Também muito interessante, é o fato da Milênia Agrociências (ex- Herbitécnica) ser a grande alavancadora desta nova indústria, visto que será um dos seus principais clientes, já que fabricará somente neste ano em torno 60 milhões de litros de produtos químicos.
Queremos parabenizar a Milênia, na pessoa do seu presidente Oswaldo Pitol, uma vez que além de ser grande geradora de empregos e impostos, está, também, atraindo novas indústrias que servirão como suas fornecedoras, trazendo, assim, novas divisas para Londrina.
- GILMAR GONÇALVES AGUIAR, presidente-eleito 1999/2000, do Rotary Club de Londrina-Sudeste.
Salário mínimo
Não contive a curiosidade de saber sobre qual o meio científico usado para chegar no tão elevado aumento salarial do povão, mas aos poucos fui descobrindo e cheguei à conclusão de que pesquisaram sobre tudo o que é produzido na lavoura, porque quando se tem não tem valor. Em alimentação e hospedagem a alteração é até menos que o índice do grande poder. Os outros itens: remédios, 30%; tecidos, 28%; óleo diesel, 13,64%; aluguel equivalente ao salário. Gostaria de saber onde vai viver aquela população numerosa que ganha o mínimo.
- LUIZ DE SOUSA ROLIM, Jaguapitã
Despedida
Deixando o comando do Batalhão de Polícia Rodoviária, para realizar o Curso Superior de Polícia, necessário ao aperfeiçoamento e prosseguimento da minha carreira policial-militar, não poderia deixar de externar agradecimentos ao senhor João Antonio Vieira Filho, diretor-presidente da Folha de Londrina/Folha do Paraná, pela consideração e apoio prestado a este oficial enquanto à frente desta unidade. Que os vínculos de amizade mantidos durante este período sirvam para estreitar cada vez mais o relacionamento entre esta corporação e esta honrada instituição.
- JOSÉ CAVALIN DE LIMA, tenente-coronel comandante do BPRv, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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