O leitor escreve





CPI dos Bancos
O relator da CPI dos Bancos no Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA) disse que o bilhete que apontaria um depósito de U$ 1,675 milhão no exterior, em favor de Chico Lopes ‘‘pode ter sido uma brincadeira de amigos’’. Enfim, alguém teve coragem de falar a verdade: este país é uma brincadeira! Nós, cidadãos comuns, é que temos o péssimo hábito de encarar a vida com seriedade. Agora descobrimos que tudo não passa de brincadeira: o presidente brinca de governar o País, os políticos brincam de legislar - alguns, de roubar milhões de dólares - enquanto nossas crianças brincam de pedir esmolas nos cruzamentos das grandes cidades, ou de se matar nas portas de escolas, de assassinar pessoas inocentes, que brincam de trabalhar oito horas por dia, para ganhar o salário mínimo (a maior brincadeira do País), brincam de dormir pouco, pois acordam cedíssimo e brincam três ou quatro horas no trânsito, em engarrafamentos superdivertidos.
Todos brincamos de viver em um país que ignora as crianças e despreza os idosos; brincamos de polícia e ladrão, mas nos defendendo dos dois; brincamos de nos trancar em casa, com cadeados, alarmes, cães, seguranças particulares. Brinca-se de ter medo de sair às ruas e ser assaltado, por míseros trinta dinheiros. Brinca-se, no Brasil, de liberdade: todos somos livres para assistir a cenas de nudez ou a programas de baixaria a qualquer hora do dia em qualquer canal de televisão, para ‘‘curtir’’ o bumbum de Carlas, Sheilas e Tiazinhas, desde manhã até a noite. Tudo não passa de uma brincadeira.
- DÍLSON CATARINO, professor, Londrina
Basquete (1)
Parabenizo o nosso querido Grêmio pela excelente campanha na Liga Nacional de Basquete. Apesar do apoio do atual governo estadual ser apenas para Curitiba e Região Metropolitana, o nosso Grêmio mostrou a força do interior. Porque o Centro de Excelência de Basquete foi criado em São José dos Pinhais e não em Londrina, que tem o Grêmio participando nos últimos anos?
Com relação ao ocorrido em São Paulo, na noite de domingo (pressão dos dirigentes, torcida de Londrina impedida de assistir ao jogo etc), gostaria que o jogador Oscar, do Mackenzie, repetisse o que ele falou recentemente nos microfones da Radio Paiquerê, falando mal do comportamento de alguns torcedores que o vaiaram durante o jogo, no qual utilizou o seu ‘‘nome’’ para ludibriar a arbitragem, resultando na vitória da sua equipe.
Ele falou que ‘‘basquete é praticado em recinto fechado, e que somente a elite da sociedade é que possui acesso’’. Pelas recentes notícias sobre a violência de São Paulo, dá para perceber quem é a elite da sociedade paulistana, que assiste aos jogos do Oscar. Ele perdeu uma ótima oportunidade de ficar com a boca fechada. O Grêmio poderia contratá-lo, para que mostrássemos quem são os londrinenses. Um povo que ama sua terra e seus talentos e que acima disso está a hospitalidade aos seus visitantes.
- HUNOEL SANTOS GONÇALVES, Ibiporã
Basquete (2)
Não foi possível ganhar do Mackenzie a quinta partida. No basquete, tal como em outros esportes, vence quem erra menos. Durante algum tempo vamos ouvir e falar sobre arbitragem, sobre aquele jogo perdido aos 7 décimos de segundo, sobre murros na mesa, sobre fatores extraquadra tais como os ocorridos em São Paulo acerca da presença da torcida no ginásio e outras atitudes de marginalidade, banditismo e mau-caratismo. Mas tudo isso faz parte do passado. O que importa é que nossa equipe mostrou técnica, tática, preparo físico, garra e amor à camisa provando estar em igualdade de condições com as demais.
O governo do Estado, que tão bem apoiou o Rexona no vôlei e o Paraná, no basquete feminino, dará contribuição substancial ao nosso basquete? Também gostaria de abordar o assunto Oscar. Quando da consolidação da classificação do Grêmio após o jogo contra o Corinthians, ouvi entrevista do Vicente, assessor da Prefeitura, informando que estaria quase tudo certo para a vinda do Oscar para Londrina. De minha parte, não gostaria de tê-lo na equipe pois ele é muito chato, impulsivo, reclama o tempo todo, tanto da arbitragem quanto dos companheiros, não tem preparo físico para correr toda a quadra e não se enquadraria em nosso esquema de jogo, apesar de ter uma mão boa para os arremessos.
- DOMINGOS DE GUSMÃO VIANA, Londrina
Transporte coletivo
Sobre a notícia‘‘Sentença é favorável à redução de tarifa’’, publicada dia 30 de abril: embora tardiamenente, a sentença é bem vinda no sentido de corrigir uma distorção. Porém, sugiro aos reponsáveis pelo transporte público de Londrina, a adoção de uma prática que aqui na Europa é comum e que julgo beneficiaria uma parcela significativa dos que necessitam de transporte público. É a adoção do passe social. Com um pagamento mensal, o usuário pode se deslocar quantas vezes necessitar, bem como adquirir passes com descontos e de acordo com a faixa etária. É uma injustiça para trabalhador o ônus do transporte. E os poderosos, simplesmente pelo fato de não necessitarem deste tipo de transporte, aprovam estes aumentos e, não procuram buscar uma solução para corrigir estas injustiça.
- RONALDO JOSÉ NASCIMENTO, Lisboa (Portugal)
Aplauso
Digno de aplauso o artigo da jornalista Regina Kracik Teixeira, intitulado ‘‘Breves considerações sobre o trabalho, a justiça e a dignidade’’, publicado dia 1º de maio nesse jornal. Humano, atual e verdadeiro, nos faz refletir ainda mais sobre o infortúnio do desemprego neste País.
- DENIZE BRAGA GRIEBELER, Curitiba
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