O leitor escreve





Direitos da criança
A Ciranda (Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência) tem grande prazer de parabenizar a diretoria do jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná pela indicação ao Destaque Regional Sul do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo. Reiteramos nossa convicção de que o papel da mídia e dos profissionais que nela atuam é de fundamental importância para chamar a atenção da sociedade para assuntos relacionados à infância e adolescência. Esta é, sem dúvida, uma maneira bastante eficiente e eficaz de cooperarmos para uma mudança de mentalidade e postura da sociedade diante do tema. Parabéns ao jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná e esperamos poder colaborar sempre que possível para que este trabalho continue se aprimorando.
- PAULA BAENA, coordenadora executiva da Ciranda, Curitiba
Perfil de mestra
Alguém já escreveu algures: o valor de um povo está no valor que ele der ao professor. E, neste magnífico talhe de frases, engasta-se, como jóia, um nome que Londrina orgulha-se de gravar em seus anais, dando-lhe o devido valor; um nome que as gerações londrinenses reverenciam como símbolo e que deu ao ensino no Norte do Paraná o mais lídimo exemplo de dedicação, amor e sacrifício. O nome de Mercedes Camargo Martins Madureira. Como agente notável do ensino, ela passou desde sua primeira mocidade, desde quando ainda por Londrina não se ouvia o ronco do avião nem havia arranha-céus, passou esta grande mulher, queimando-se a si mesma como astro, para iluminar centenas de inteligências.
Dona Mercedes aposentou-se após 35 anos na direção do Grupo Escolar Hugo Simas. Aposentou-se um pouco dona dos destinos daqueles que passaram por seus bancos escolares onde, com tanta maestria, burilou suas mentalidades, deu-lhes conhecimentos esclarecidos, que os fez crescer, tornarem-se homens dignos e cultos, fortes e destemidos na glória de sua brasilidade. Dona Mercedes, que tem o privilégio de não envelhecer, que tem o mais belo sorriso para cada um que encontra, um carinho de mãe para cada criança que passa. Dizem as sagradas letras que aquele que ensina o bem brilhará eternamente como estrela no firmamento.
Enquanto o seu perfil de mestra ideal está irradiando glória no céu da Pátria, seu nome está incrustado como sinete de ouro no coração de Londrina. Seja ele o espelho vivo para esta nova geração de mestras que surge como florada exuberante nas searas dos trigais da vida; essa revoada de normalistas, meninas-jovens que às centenas espalham-se para as escolas mais longínquas, como bênção de Deus. Sejam elas milhares de Mercedes, que por esses Brasis afora repetem a missão gloriosa de ensinar nos mesmos moldes de amor e abnegação com que Dona Mercedes exerceu, por longos anos para as crianças de nossa terra, construindo assim os alicerces do ensino neste pedaço do Brasil.
Tudo na vida é transitório: desde a estrela que cai, até a flor que dura um dia. Desde os momentos de felicidade que voam céleres pela nossa vida, como os nossos dias que se sucedem. Mas o nome de Mercedes Camargo Martins Madureira não desaparecerá do coração de Londrina, porque está gravado com amor na história, no intelecto e na alma de cada um de nós.
- MARIA DO CARMO GALVÃO UILLE, ex-professora do Grupo Escolar Hugo Simas e ex-diretora do Instituto de Educação Estadual de Londrina
Salário de deputado
Não acreditei quando li a notícia (página 4 do dia 28) em que deputados estaduais do Paraná articulam aumento de verba. Sou cidadão comum que vive de salário e tem no contracheque os descontos que sustentam essa parafernália. Lamentavelmente presenciamos todos os dias nos jornais a lamentável situação do povo, que depende dos hospitais públicos, e até a nossa Santa Casa de Londrina está em situação financeira difícil. No entanto, os senhores deputados, segundo a notícia, têm salário de R$ 6 mil, mais R$ 15 mil de verba de gabinete, R$ 3,5 mil de verba de ressarcimento, outros R$ 3,5 mil de verba de assistência social; e cada sessão extra mais R$ 400, perfazendo um total mínimo de R$ 28 mil mensais. E querem aumentar seus salários disfarçadamente.
Pergunto aos deputados: onde está a verba destinada aos hospitais? E como fica o eleitor, homem digno e trabalhador, que confiou seu voto a alguém que só pensa em si? Conclamo os eleitores para jamais votar. É a única forma de corrigirmos esses absurdos, que vergonhosamente vemos em todos os escalões. Poucos ganham fortunas e os demais passam sérias dificuldades, inclusive os professores, que ganham baixíssimos salários e lutam arduamente, mas nada conseguem. Quanta vergonha!
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, Londrina
Reajuste abusivo
Já que o aumento do pedágio parece inevitável nas rodovias que cortam o tal Anel de Integração (notícia do dia 28), o mínimo que o governo do Paraná deveria exigir das concessionárias seria a inclusão de obras de duplicação em trechos ainda não previstos como Cascavel-Guarapuava (ligando Curitiba a Foz do Iguaçu) e Cornélio Procópio-Ourinhos-SP (ligando Londrina a São Paulo) e o já previsto porém adiado trecho entre Campo Mourão-Cascavel (ligando Londrina e Maringá a Foz do Iguaçu) completando totalmente o Anel. O governo diz que não abre mão de algumas obras, mas se esquece que sem estes trechos o anel está incompleto, portanto prejudicando na verdade a ‘‘integração’’ que ele mesmo defende, ou seja, ligando nada a lugar nenhum.
- ÁLVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
Mazza
Eu não aguento mais ler todos os dias na coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza a repetição dos gastos de R$ 500 milhões em propaganda e da Leasing do Banestado, envolvendo o Osvaldinho. Por que o Mazza não move uma ação popular ou não encaminha uma denúncia formal ao Ministério Público? Será que ele também não acredita mais na Justiça?
- HOMERO PAVAN FILHO, Jacarezinho
Correção
- Na reportagem ‘‘UEL vai microfilmar arquivo da Folha’’, publicada na edição de ontem, há incorreções: a microfilmagem do jornal ‘‘Paraná Norte’’, que circulou entre os anos de 1934 e 1953, foi uma iniciativa do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, com apoio do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As informações foram passadas pelo CDPH.
- O engenheiro Marcelo Paulino é diretor-técnico do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), e não presidente, como publicado na edição de ontem. O presidente da Fundepar é Segismundo Morgenstern.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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