O leitor escreve
O leitor escreve
Por que o trote?
A cena se repetiu com o sadismo dos vândalos. Antes da Idade Média, a festa e o trote dos calouros com os veteranos do curso de Medicina na USP, na capital paulista, foi a pura imbecilidade do ser humano. Em alguns momentos, quando escorados em bandos, tornam-se cruéis, mesmo que seja para comemorações supostamente saudáveis. A morte do jovem Edson, descendente de chineses, deixa claro que o trote é estúpido e sem razão.
Já observamos internamentos em hospitais de vítimas de brincadeira de marmanjos em trote de colegas. Até quando? Talvez até que jovens, com futuro promissor, paguem com a vida a estupidez do fracasso alheio. Na festa organizada em São Paulo, estudantes veteranos vestiam camiseta com estampas diversas de caveira e uma representando a morte, segurando supostamente um calouro pela calça e rindo sarcasticamente, talvez da própria ironia representada em sua mensagem. As autoridades devem proibir com urgência essa manifestação maquiavélica. Não há tanto motivo para se comemorar a entrada numa faculdade. A realidade do mercado é dura e competitiva, forçando a cada um encarar como desafio seu enquadramento na cadeia produtiva, deixando de lado esse circo onde os palhaços fazem papel de carrasco, mesmo porque o ingresso numa universidade é comum nos dias de hoje.
- GLAUCO ANTONIO VIEIRA BORBA, Londrina
Atendimento
Minha esposa e eu visitamos Londrina em janeiro e tivemos oportunidade de conhecer o PAI (Pronto Atendimento Infantil) antes da inauguração, acompanhados do arquiteto londrinense Nelson Schietti de Giacomo. É uma obra impressionante. Os políticos de Londrina tiveram a visão de entender que um centro como o PAI vai poupar dinheiro a longo prazo. Uma pessoa que recebe ajuda médica cedo provavelmente evitará uma enfermidade mais grave - e mais cara - no futuro.
Mas não é apenas que o PAI faz bom senso em termos do orçamento. É belo também. O edifício que foi projetado por Giacomo deixa entrar grande volume de ar fresco, luz do sol e água. As cores são agradáveis. O meio ambiente é acolhedor. A mãe que entra com o filho doente se sentirá bem-vinda. Isso é uma boa lição que nossos políticos precisam aprender. Acho que o PAI não é apenas um avanço para Londrina, mas um modelo que muitos países - inclusive o meu - pode usar para beneficiar os cidadãos mais carentes.
- RICHARD SAYRE, Washington (DC), EUA
Tuiuti
O pior absurdo na questão da Tuiuti de Curitiba é a universidade não se posicionar sobre o assunto. Tal qual aconteceu no caso Chico Lopes, o silêncio é mais comprometedor do que qualquer palavra. Espero que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal tomem atitudes enérgicas no sentido de coibir novas fraudes, como foi evidenciado nesse caso da Tuiuti, em que as provas foram incineradas 48 horas após a divulgação dos resultados. Causa-me espécie saber que, dos 300 aprovados no primeiro vestibular, apenas 7 passaram novamente. O segundo vestibular, realizado pela CCCV da UFPR, é que foi lícito e legítimo. Os verdadeiros aprovados são os da segunda lista. Tal a seriedade da instituição quase centenária da Universidade Federal do Paraná, que causa muito orgulho à comunidade paranaense, o que não acontece com outras ditas universidades.
- EMERSON J. DA SILVA REIS, Campo Largo
Basquete
Estive assistindo ao último jogo do Grêmio de Londrina no Moringão, na última sexta-feira. Acredito que o time tem potencial e vai ganhar os dois últimos jogos. Ouvi a transmissão dos instantes finais pelo rádio e fiquei inconformado com a decisão da arbitragem. Acredito ser necessário que os dirigentes do Grêmio formalizem uma reclamação junto à Federação Brasileira de Basquete. A nós, torcedores, cabe a obrigação de apoiar o time nos próximos jogos e expressar nossa indignação pelo fato acontecido. Tenho certeza de que o Grêmio vai mostrar em quadra sua raça e competência, vencendo os próximos jogos. Já joguei basquete em categorias amadoras. Sei que não é fácil montar um time como o do Grêmio. Portanto, temos que parabenizar a comissão técnica, jogadores e dirigentes pelo ótimo trabalho.
- ALEXANDRE BERTAN VEIGA, Cambé
Renda?
Parabéns à jornalista Arlete Salvador, pelo artigo Eu quero sonegar o meu imposto, publicado ontem na Folha. Estou passando exatamente pela mesma situação que ela. Não recebemos a restituição do Imposto de Renda que nos cabe por direito, e ao mesmo tempo somos praticamente coagidos a declarar novamente nossos rendimentos. Pobre da despolitizada classe média, obrigada a trabalhar dois meses por ano para o governo a título de imposto de renda. Que renda? Será que algum político ainda vela por nós?
- ALEXANDRE HORNER, Londrina
Inquérito
Com relação à venda dos dólares, motivo de todo esse rebuliço na CPI dos Bancos, quem ganhou os dólares, como as mudanças de comprado para vendido e vice-versa, também deveria ser chamado a depor e convidado a reaplicar o dinheiro em situação inversa. Seria a utopia em pessoa, não? Botem a Receita Federal e o IRS (Internal Renvenue Service) em cima desse pessoal todo!
- MURILO SILVEIRA, Curitiba
Sem telefone
Com referência à carta Sem Telefone, publicada ontem, enviada por mim, informo que fui atendido pela empresa Telepar na mesma data, e o prazo para instalação do fone residencial foi estipulado em 180 dias no máximo. Preço da linha: R$ 63,00.
- ROGÉRIO GARCIA GUARDADO, Araucária
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





