O leitor escreve
O leitor escreve
Vestibular de 1,99
A comunidade universitária da Faficop (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio), ainda deve estar comemorando o anúncio dos recursos estipulados pelo Estado para aquela entidade. A Faficop faz parte das 11 faculdades públicas isoladas no Paraná. Além dos cursos de graduação, oferece também os de pós-graduação administrados pelo Inbrape; ouço até bons elogios sobre os cursos de pós, porém é mérito do Inbrape. Não consigo entender os critérios para receber a maior dotação de recursos, se foram qualitativos ou quantitativos, que levaram essa faculdade a ser dotada com essa verba.
Outros fatores também me deixam desnorteada. No vestibular, o candidato paga sua taxa pelos serviços a receber, submete-se a uma sabatina e recebe uma sabotagem. O manual do candidato, com idéias autoritaristas, cheio de interpretações ambíguas, fala de percentual, porém o total das questões não figura no manual. Os diretores não sabem nem sequer o que é 2ª chamada. As provas não são devolvidas; eles não divulgam os escores dos candidatos; só os aprovados têm acesso à classificação.
Na seleção de fiscais para o vestibular de 99, até o pipoqueiro da escola era fiscal na sala de provas; o total de candidatos era de 1.800, então foram 1.800 redações corrigidas por três professores em apenas 60 horas. Devem ser indicadas para o Guinness Book. O professor da escola de 1º e 2º graus trabalha redação 10 a 12 anos com o aluno, mas nesta faculdade aplica-se uma eutanásia na redação. Cadê os conhecimentos didático-pedagógicos do diretor da Comissão Permanente de Seleção de Alunos (Copesa)? Será que ele conhece as palavras sensibilidade, criatividade, responsabilidade?
- ANTONIA CARDOSO DOS SANTOS CABA¥A, Ibiporã
Faficop responde
A Folha encaminhou a reclamação da leitora à direção da Faficop, que respondeu o seguinte: A senhora Antonia C. S. Caba¤a, embora não tenha seu nome entre os candidatos do vestibular de janeiro de 1999, manifestou o seu inconformismo pelo fato de seu marido ter sido reprovado no processo. Sem conhecimento de causa, ela critica a decisão do governo do Estado na distribuição de verbas orçamentárias, sem saber que tal decisão governamental foi produto de detalhados estudos que culminaram com a assinatura do Termo de Autonomia das Faculdades e Universidades do Paraná, através do qual as IES tiveram cortes significativos em seus orçamentos, ficando a Faficop com R$ 1.938.000,00.
Quanto ao vestibular, o que nos causa estranheza é que essa senhora, embora alegue que a faculdade não lhe forneceu informações do escore obtido e a consequente reprovação do seu marido, falta com a verdade pois ela já recebeu tais informações, com todas as notas obtidas em cada prova. Ela demonstra completo desconhecimento do processo de seleção dos fiscais, pois não temos fiscais somente nas salas de provas, mas em todo o câmpus. O chamado pipoqueiro da escola, na verdade, é um funcionário que desempenha a função de vigia, e no dia do vestibular, estava prestando serviço nos pátios da instituição; ele jamais trabalhou como fiscal do vestibular.
Instituição nenhuma devolve provas. A missivista, por desconhecer o vestibular (pois nem candidata foi), talvez estivesse se referindo ao caderno de provas. Este não foi devolvido, por decisão da própria comissão do vestibular, o que não se converteu em prejuízo a nenhum candidato, pois os resultados do vestibular estão à disposição de todos, como estiveram à disposição do marido da missivista, pois ela já sabe o escore obtido pelo seu marido. Talvez por equívoco, a missivista falou em sabotagem recebida. Que sabotagem?
As vagas do vestibular foram 510, para as quais concorreram 1.853 candidatos, sendo que o processo se revestiu da maior seriedade, procedimento, aliás, peculiar desta tradicional instituição de ensino superior, com mais de 30 anos servindo a comunidade regional. Prova da importância desta faculdade é a alta qualificação alcançada no Provão, colocando os cursos de Administração e o de Letras entre os melhores do Estado. Para melhor conhecimento desse órgão de imprensa, encaminhamos a V.S. as correspondências remetidas pela missivista, assim como também, as respostas a ela endereçadas.
- NELSON SBERNI (diretor da Faficop) e JOÃO PAULO SILVA (presidente da Copesa), Cornélio Procópio
Sem telefone
Aproveitando o gancho da nota Sem Telefone, publicada em Folha Cidades de ontem, esta é a situação em que me encontro há mais de três anos. É absurdo uma empresa não agilizar uma demanda de mais de 6.000 linhas fixas na cidade de Araucária. Somente para ilustrar: no paralelo o preço da linha fixa está em torno de R$ 1.200,00 e em Curitiba R$ 350,00. E Araucária faz parte da Região Metropolitana de Curitiba. Espero que, mais uma vez, meu repúdio chegue aos ouvidos da empresa.
- ROGÉRIO GARCIA GUARDADO, Araucária
Explicação
A mudança de partido do senhor presidente do Legislativo paranaense, Aníbal Khury, dada sua expressiva votação - a maior no Estado - deve ser explicada. Os eleitores merecem esta satisfação. Se a mudança for única e exclusivamente relacionada ao fato de o deputado não ter recebido o devido retorno de seu pedido para que a investigação do MEC sobre o nebuloso vestibular da Universidade Tuiuti de Curitiba fosse suspensa, surge mostra de irresponsabilidade igual ao episódio da tentativa de compra de carros importados de R$ 72 mil para os parlamentares.
- GIOVANNI CANATTO, Curitiba
Terrorismo nos EUA
Jovens pretendiam matar 500 pessoas de uma só vez. Enquanto o presidente dos Estados Unidos toma providências para que esse tipo de acontecimento não mais ocorra, o presidente Fernando Henrique Cardoso também deveria fazer algo a respeito por aqui. Nós não estamos tão distantes de realidades como essa.
- FABIANE LILLIAN BATISTA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





