O leitor escreve
O leitor escreve
Cartórios protestam
Os cartórios de registro civil estão sendo encurralados pelo governo federal, que já criou a lei da gratuidade no registro de nascimento e óbito. Oficial do cartório do registro civil tem despesas com funcionários, máquinas e computadores, suprimento, material, livros, aluguéis etc., como qualquer órgão de atendimento ao público. Será sua culpa se o brasileiro não possuir registro de nascimento ou óbito? Pelo jeito o problema é só dos cartórios. E a parte do governo como fica? E a multa que o governo recebe por atraso foi isentada?
Fazer cortesia com o chapéu alheio virou moda. Mais uma demagogia do governo federal, como tantas. Agora começa a fiscalização do INSS sobre os cartórios, cobrando multas exorbitantes. O governo federal paga ao menos as despesas de correio no envio do comunicado de óbito ao INSS? O cartorário faz de graça o registro de óbito, o comunicado de averbação do falecimento, os comunicados para cartório eleitoral, INSS, Junta Militar etc. Poderíamos ser transformados em fundação ou instituição filantrópica, pois estamos trabalhando sem fins lucrativos.
Registro gratuito sim para os pobres, o que já vinha acontecendo. O governo federal deve criar leis para resolver e não criar ou aumentar os problemas sociais. Se o problema é a cidadania, com o fechamento dos cartórios, esta cidadania será cada vez mais difícil e distante, trazendo à população um custo bem maior em viagens, alimentação, estada, despesas com transporte. Vale a pena acabar com os cartórios, que prestam este enorme trabalho à sociedade? Vamos arrumar alternativas para que, com bom senso, todos nós venhamos a sobreviver e acabar com essa demagogia, onde só o povo tem que fazer sua parte.
- RICARDO GENTIL MARCON JÚNIOR, escrevente, Santa Isabel do Oeste
Unopar
Orgulho-me, como londrinense, da ousadia e dinamismo que revela nesta nossa cidade uma instituição como a Unopar (Universidade Norte do Paraná). O reitor Marco Antonio Lafranchi é um exemplo digno para todo nosso empresariado e seu crescimento é um estímulo aos jovens que devem vê-lo como uma liderança de visão. Visão, que assim compartilhada com nossa comunidade empresarial e educacional, permitirá ao Norte do Paraná cruzar a ponte do século XXI sobre a sólida base de uma educação superior de nível e qualidade comparável às grandes universidades americanas e européias que a Unopar busca não apenas com seu corpo acadêmico mas, também, consolidada em uma infra-estrutura de porte como é o caso desta arrojada compra das antigas instalações do Cesec do Banco do Brasil em Londrina. Parabéns Lafranchi e Unopar e parabéns Londrina, que em meio a tantas crises mostra ao Brasil sua confiança no futuro e reafirma sua tradição desenvolvimentista fundamentada na qualidade de sua gente.
- ROBINSON BORBA, São Paulo
Abuso
Os Estados Unidos preservam seus monumentos e sua história de maneira exemplar. O mesmo deveria acontecer no Brasil. Um povo sem passado é como castelo construído sobre areia. Não se pode ficar calado quando se vê abusos, por pequenos que possam parecer. Na Praça da Matriz, em Campo Mourão, implantaram imensa cruz azul para encantar os incautos. Não respeitaram o decreto municipal nº 44/81, nem a lei federal nº 4771, referidas em placa ao pé de um alecrim, enorme. Deceparam-lhe quatro galhos e erradicaram outras árvores. Em nome da cruz a Igreja já dizimou povos e acabou com culturas a exemplo dos primitivos indígenas brasileiros.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Que crise?
Todos falam, todos comentam, alguns até se apóiam nela, a aceitam, vivem com ela, e ainda colocam nela a culpa de seu fracasso. Fato ou não, onde ela está? No bolso, nas contas a pagar, na previsão para devedores duvidosos? Será que ela existe mesmo? Vivemos num mundo em que se fala em crise há milhares de anos. Vivemos uma situação onde o vencedor é aquele que coloca em sua vida metas e objetivos concretos para se alcançar. Não estou dizendo que o mundo é assim mesmo. Afirmo que problemas e atribulações todos têm e de todos os tipos, mas todos querem estar numa boa, sem muito esforço. Quer um conselho? Olhe para trás (sem ir para ele), veja quantos não têm roupa suficiente nem abrigo e muitos ainda perdem a família e bens, por causa de seu fracasso pessoal. Outros são bombardeados diariamente em casa ou na cidade. Vide guerra da Iugoslávia. Não pense em crise. Acredite em Deus e e em si e trabalhe. Onde está a crise?
- RICARDO OLIVEIRA, contabilista, Londrina
Agradecimento
Ao cumprimentar o sr. João Milanez, da Folha, quero registrar meus agradecimentos pela distinção com que fui recebido por ele quando da minha recente visita a essa empreendedora cidade de Londrina. Sou grato pelo passeio na recente Exposição Agropecuária e Industrial e pela excelente reportagem.
- RENATO DE ALENCAR LIMA, Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, Brasília
Correção
- O índice de reajuste da caderneta de poupança de segunda-feira está errado na edição de ontem. O correto é 0,8405%.
- O nome correto da cidade onde foi apreendida arma de um dos acusados de matar Eduardo Anghinone é Santo Antônio do Caiuá e não como foi publicado na página 7 da edição do dia 23.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





