O leitor escreve





Doença cultural
Sempre se falou em corrupção, mandos e desmandos, e de prejuízos suportados pelo centro do Poder Público. Dos desfechos, apuração da responsabilidade e dos ressarcimentos, o povo não foi informado. Agora, com o país no fundo do poço, em foco, as CPIs buscam a prova material daquilo que sempre foi uma ‘‘suspeita’’ no passado. Temos o caso do Judiciário (TRT/SP) e do Banco Central. Em ambos há denúncias sobre irregularidades praticadas de longo tempo. Tanto a Receita Federal como o próprio Banco Central mostraram-se inoperantes, haja vista a saída ilegal de dinheiro do País como a existência de um patrimônio incompatível com o ganho dos envolvidos nesses casos.
Fala-se de impunidade, da incompetência dos órgãos fiscalizadores e de outras coisas mais, fatos verdadeiros e que nunca serão eficientes num país onde a educação e a cultura estão aquém da ‘‘barriga cheia’’. O carro-chefe de campanhas políticas é o investimento na educação e na cultura do povo. Sua falta induz a consequências ora presenciadas em manchetes. O único remédio para curar essa doença que assola o país é educar os cidadãos.
Bem diz Gaudêncio Torquato (Folha de sexta-feira), que ‘‘povos dóceis, indiferentes, ignorantes, passivos parecem ser da preferência dos governantes...’ Mais adiante, o jornalista vai além dizendo: ‘‘Não adianta fazer reforma política - mudar sistema de voto, de representação, exigir fidelidade partidária, conferir aos partidos densidade doutrinária se os súditos, na simbologia de Bobbio, assemelham-se a um bando de ovelhas pastando capim’’. No mesmo jornal, Luiz Geraldo Mazza informa que a Prefeitura de Curitiba investe, hoje, menos em educação que no governo anterior. Como esperar por um futuro melhor se deparamos como pensamentos que não valorizam a cultura e a educação do povo?
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Ribeirão Claro
Dança
O presidente Fernando Henrique Cardoso não está nem no centro, nem à direita, nem à esquerda. Está em declínio. Pode-se dizer também que FHC é exímio dançarino, pois está sempre pronto a dançar a música que a orquestra começa a tocar. Assume posições conforme a extrema necessidade ou agradando a seus aliados e opositores, sempre mantendo neutralidade que evite comprometer algo ou desagradar a alguém que possa vir a ser uma ameaça.
Tais atitudes ocorrem apenas para benefício próprio, como na reeleição, para a qual, como se sabe, só faltou comprar as pirâmides do Egito para presentear algum futuro aliado. Isso é traição, essa é a resposta que vem dando aos que acreditaram que, no segundo mandato do seu governo, poderíamos ter a esperança de um futuro melhor e de sacrifícios mais amenos, com decisões de personalidades que um homem como ele deveria ter, pela sua experiência, cultura e pelo cargo de responsabilidade que ocupa. Mas ele nos deixa à mercê de um colapso financeiro global, sem paralelo na história do capitalismo, que nos aflige nas épocas mutáveis.
- OCIMAR MARTINS, Londrina
Medicamentos
A direção do SindSaúde, em virtude da reportagem ‘‘Cemepar deixa de vender 3 toneladas de remédios’’, publicada dia 14, está encaminhando novamente a denúncia ao Ministério Público. A denúncia, de acordo com a secretária do promotor, Ivoney Stogia, não seria apurada por ser anônima. Agora o caso foi elucidado pela Folha e pela Polícia Federal (para a qual o SindSaúde também pediu providência). Mais uma vez, a direção do sindicato agradece o bom jornalismo que a Folha vem fazendo.
Esta é a denúncia: ‘‘Prezado senhor: no dia 12 de abril, enviamos o ofício nº 63/99, no qual formalizamos, junto ao Ministério Público, uma denúncia recebida pelo SindSaúde. A informação dizia respeito a 6 toneladas de medicamentos vencidos. O Ministério Público nos respondeu informalmente que nada poderia fazer já que a denúncia era anônima, e indicou que o caminho seria denunciar na Polícia. No mesmo dia enviamos a denúncia para a Polícia Federal e para a Delegacia de Crimes contra a Administração Pública. A informação foi averiguada pela Folha de Londrina/Folha do Paraná, em anexo, e constatado que a denúncia é procedente. Desta forma, vimos solicitar que o Ministério Público acompanhe e tome as medidas cabíveis’’.
- MARI ELAINE RODELLA, presidente do SindSaúde/PR
Antonio Belinati
Sou de Arapongas e do PMDB, e há muito tempo acompanho a trajetória do prefeito de Londrina, Antonio Belinati, no cenário estadual. Seu trabalho como homem público, seu empenho em favor de Londrina, traduzem a meu ver os melhores anseios da sociedade em busca de progresso e justiça social. Acredito que seria muito bom para o PMDB do Paraná tê-lo em seus quadros.
Sensível aos reclamos de nossa gente, de espírito desenvolvimentista e ampla visão social, o prefeito de Londrina enaltece a atividade cívica paranaense com sua liderança habilidosa. Ele ajuda a projetar nosso Estado a posições de prestígio e reconhecimento. Seu ingresso representaria um fortalecimento da luta do nosso partido por uma sociedade mais justa e solidária.
- SÉRGIO ONOFRE DA SILVA, presidente do Diretório Municipal do PMDB de Arapongas
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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