O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Parceria CNBB/MST
Na edição de sábado (dia 17) da Folha fomos brindados como uma reportagem sobre o apoio da CNBB ao MST. Diversos bispos da Igreja Católica atacaram o governo, e, por tabela, todos os proprietários rurais. Todos foram unânimes em culpar o governo pela violência no campo. Pergunto: e qual o grau de culpa da própria Igreja, ao incentivar as invasões, através da CPT? Essa coisa de se culpar apenas o governo e os proprietários rurais é tão absurda, que nesta semana tivemos no Paraná a visita da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. O curioso é que seus membros, muitos deputados do PT, apressam-se em cobrar do governo estadual o fim da violência no campo. O insólito desta comissão é que o PT apóia e incentiva a violência das invasões do MST. O que a CNBB e essa comissão esperam é que todos aceitem passivamente o roubo de suas propriedades.
Lê-se ainda: O MST é uma bandeira que não pode ser abaixada e que a Igreja Católica apóia o Movimento por estar convicta de que a terra não se destina a servir ao lucro, pelas palavras do bispo de Ponta Grossa, D. João Braz. Se é assim, todo proprietário rural católico tem a obrigação moral de não doar um único centavo à Igreja, pois seu dinheiro é considerado imoral. Quando a Igreja irá iniciar a reforma agrária em suas terras? Quando começará a abrir mão de seu fantástico patrimônio em favor dos pobres? Um conselho a D. João: assista ao filme As Sandálias do Pescador. Lá com certeza o senhor encontrará algumas idéias de como a Igreja pode ajudar, se realmente quiser...
- HWIDGER LOURENÇO FERREIRA, Londrina
Vestibular da Tuiuti
É revoltante ver o que aconteceu com o vestibular da Universidade Tuiuti de Curitiba. Após examinar a lista dos aprovados, veio a natural pergunta: por que tantos sobrenomes conhecidos? Em outros vestibulares não costuma ser assim. A concorrência é muito grande, muitas pessoas frequentam bons cursinhos. Após saber que as provas tinham sido incineradas 48 horas após a divulgação dos resultados e pipocarem outras denúncias, como de matrículas irregulares, sem a devida comprovação da conclusão do 2º grau, não me restou a menor dúvida. Houve fraude, para favorecer filhos de poderosos.
Não há condição de comparar a seriedade de um vestibular organizado por uma instituição octogenária como a Universidade Federal do Paraná, a mais antiga universidade do Brasil, e uma das mais respeitadas, sobre a qual nunca pesou uma denúncia por mínima que fosse, ao longo de tantos anos de vestibulares realizados. Parabenizo a UFPR por prestar mais este serviço à comunidade paranaense, e, que vençam os melhores. E que aqueles que têm a consciência pesada ou o medo de não repetirem a performance, conformem-se ao verem passar os verdadeiros aprovados no vestibular imparcial e inteligente realizado pela UFPR.
- EMERSON J. DA SILVA REIS, Campo Largo
Música brasileira
Há algum tempo tenho me preocupado com a grande incidência de músicas e grupos ruins que têm infestado a MPB. Entretanto hoje começo a me preocupar com o rumo que alguns artistas considerados gênios da música brasileira estão dando à sua carreira. Vamos começar por Maria Bethânia: depois de lançar dois CDs ótimos (Âmbar e Imitação da Vida), ela teve o mau gosto de gravar aquela coisa que chamam de música (É o Amor!), foi uma decepção. Agora só falta ela participar do show Amigos!
E seu irmão, o gênio da MPB, o revolucionário que agora posa pra revista Caras e sai mais em colunas sociais que a Carmem Mayrink Veiga, grava Peninha, Araketu e diz que o axé está conquistando um espaço dentro dele - só se for o espaço do baixo ventre! O pior é dizerem que a música é ótima (com a Sandra de Sá não era...) com o Caetano, porque o Caetano é maravilhoso, O Caetano é revolucionário. É não, foi. Hoje em dia ele é o artista mais drevirtuado que eu conheço. Pra completar, só falta ele se meter a fazer cinema mesmo!
Isso tudo me faz pensar em duas coisas aparentemente cruéis: ainda bem que certos gênios da música já morreram, como Elis, por exemplo, para que continuemos a ter as grandes músicas e seus grandes momentos em nossas mentes e não tenhamos que assistir à sua decadência. O outro pensamento, bem pior que o primeiro, é que a ditadura, para certas pessoas, nunca deveria ter acabado!
- JAMES FRANKLIN CIMINO, estudante de Jornalismo, Londrina
Pedágio
Dia 17 desloquei-me de Londrina, com minha família, para participar de cerimônia de casamento em Apucarana. Ao retornar, por volta da 0 hora, meu carro começou a falhar. Algum posto de gasolina me vendera gasolina misturada com água, ou sei lá o quê. O veículo acabou pifando no meio da estrada, em plena madrugada, num frio danado e com o medo de sermos assaltados. Como a rodovia é pedagiada, pedimos socorro à Econorte, que mandou um guincho e rebocou meu carro gratuitamente. Só temos que agradecer àquela concessionária.
-
SEBASTIÃO FERREIRA ALVES, Londrina
Indonésia
De onde sairão os recursos financeiros para os gastos com envio de tropas com equipamentos, é obvio, para a Indonésia? Será criado um novo imposto? O CPTI (Contribuição Provisória para Tropas na Indonésia)? Assim como a CPMF, que não vai para a Saúde, para onde vai o CPTI?
- RICARDO JOSÉ DE OLIVEIRA, Ibiporã
Correção
- Ao contrário do que publicou a Folha na edição de anteontem, Jorge Luiz de Paula Martins é delegado-substituto da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em Londrina, e não do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), como foi publicado. O cargo de delegado do TRT não existe.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





